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Type: Tese
Title: A descoberta de mundos femininos invisibilizados em Clarice à luz do cinema benjaminiano: a poética do fazer ver em A hora da estrela, “O corpo” e “Ruído de Passos"
Authors: Souza, Patricia Rodrigues de
Advisor: Coutinho, Fernanda Maria Abreu
Keywords in Brazilian Portuguese : Personagem;Cinema;Feminino;Descoberta;Clarice
Keywords in English : Character;Feminine;Discovery
Keywords in Spanish : Personaje;Cine;Femenino;Descubrimiento
Knowledge Areas - CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Issue Date: 2025
Citation: SOUZA, Patricia Rodrigues de. A descoberta de mundos femininos invisibilizados em Clarice à luz do cinema benjaminiano: a poética do fazer ver em A hora da estrela, “O corpo” e “Ruído de Passos". Orientadora: Fernanda Maria Abreu Coutinho. 2025. 232 f. Tese (Doutorado em Letras) - Programa de Pós-graduação em Letras, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025.
Abstract in Brazilian Portuguese: A busca por sondar as profundezas da alma humana por Clarice Lispector (1920-1977) parece ter sido a atenção mais especial de toda a sua literatura. Ao fazer isso, lidou com o indizível, o qual se revelou visível, pelo esforço da palavra no desvelar de fatos, muitas das vezes, encobertos aos olhos da sociedade. Em geral, os escritos da autora estranham o familiar fazendo, com efeito, vir à tona questões existentes, porém ignoradas, algo que não está distante do cinema por esse, segundo Walter Benjamin, se voltar aos “pormenores ocultos dos objetos que nos são familiares” (BENJAMIN, 1987, p.189). Uma das predileções da ficcionista foi seguir no encalço dos passos da existência do feminino e, nesse sentido, esta pesquisa se interessou pelo estudo da construção da personagem lispectoriana em faixas etárias distintas pela cinematografia onde houve uma exposição delas, de alguma forma, ocultadas pelo sistema. Isso porque há um potencial na tela grande para movimentar a pluralidade interpretativa de sentido e ampliar a percepção humana. As três adaptações fílmicas de narrativas em estudo são: A hora da estrela (1985), de Suzana Amaral, O corpo (1991), de José Antonio Garcia, e Ruído de passos (1996), de Denise Gonçalves. O fim visado é responder a seguinte pergunta: o ato de transposição cinematográfica faria fazer ver mulheres invisibilizadas no cinema pelo prisma do estranhamento familiar consoante tanto na poética narrativa clariciana quanto na de Walter Benjamin, permitindo refletir em torno dos porquês de suas aproximações e distanciamentos? A tese que defendemos é a de que as personagens das adaptações homônimas – Macabéa (19), Carmem (39), Beatriz (50) e Cândida Raposo (81) – atuaram em consonância com a descoberta dessas invisibilizadas do mundo feminino clariciano, com base na ideia de adaptação como repetição sem réplica, de Linda Hutcheon (2013). Partirmos da hipótese de que a arte dos irmãos Lumière, mesmo com as especificidades em torno das questões de produção social, político, estético e histórico, refletiu alguma influência da criadora na hora da adaptação. Bem como ao fato de supor que o cinema aprofundou, ainda mais, as condições socialmente despercebidas da faixa etária específica delas, reveladas por Clarice. Esperamos que este estudo contribua para futuras pesquisas interessadas na produção da escritora e nas películas que a adaptaram. A averiguação é fundamentada em nomes como: Lefevere (2007), Xavier (2003), Plaza (2003), Gomes (2005), Hutcheon (2013), Stam (2006, 2008), Candido (2005, 1977, 1988, 2011), Kadota (1997), Peixoto (2004), Benjamin (1987), Reguera (2006), dentre outros.
Abstract: Clarice Lispector's (1920-1977) quest to probe the depths of the human soul seems to have been the focus of all her literature. In doing so, she dealt with the unspeakable, which became visible through the effort of words to reveal facts that were often hidden from the eyes of society. In general, the author's writings make the familiar seem strange, bringing to light existing but ignored issues, something that is not far from cinema, according to Walter Benjamin, as it returns to the “hidden details of objects that are familiar to us” (BENJAMIN, 1987, p.189). One of the fiction writer's predilections was to follow in the footsteps of female existence and, in this sense, this research was interested in studying the construction of Lispector's characters in different age groups through cinematography, where they were exposed in some way, hidden by the system. This is because there is potential on the big screen to stir up the interpretive plurality of meaning and broaden human perception. The three film adaptations of narratives under study are: The Hour of the Star (1985), by Suzana Amaral, The Body (1991), by José Antonio Garcia, and Noise of Footsteps (1996), by Denise Gonçalves. The aim is to answer the following question: would the act of cinematic transposition make invisible women in cinema visible through the prism of familiar estrangement, as seen in both Clarice's narrative poetics and those of Walter Benjamin, allowing us to reflect on the reasons for their approximations and distances? The thesis we defend is that the characters in the adaptations of the same name – Macabéa (19), Carmem (39), Beatriz (50), and Cândida Raposo (81) – acted in accordance with the discovery of these invisible women in Clarice's world, based on Linda Hutcheon's (2013) idea of adaptation as repetition without replication. We start from the hypothesis that the art of the Lumière brothers, even with the specificities surrounding issues of social, political, aesthetic, and historical production, reflected some influence from the creator at the time of adaptation. As well as assuming that cinema further deepened the socially unnoticed conditions of their specific age group, revealed by Clarice. We hope that this study will contribute to future research interested in the writer's work and the films that adapted it. The investigation is based on names such as: Lefevere (2007), Xavier (2003), Plaza (2003), Gomes (2005), Hutcheon (2013), Stam (2006, 2008), Candido (2005, 1977, 1988, 2011), Kadota (1997), Peixoto (2004), Benjamin (1987), Reguera (2006), among others.
Abstract in Spanish: La búsqueda por sondear las profundidades del alma humana por parte de Clarice Lispector (1920-1977) parece haber sido la atención más especial de toda su literatura. Al hacerlo, abordó lo indecible, que se reveló visible gracias al esfuerzo de la palabra en desvelar hechos que, en muchas ocasiones, permanecían ocultos a los ojos de la sociedad. En general, los escritos de la autora extrañan lo familiar, sacando a la luz cuestiones existentes, pero ignoradas, algo que no está lejos del cine, ya que, según Walter Benjamin, este se centra en “los detalles ocultos de objetos que nos son familiares” (BENJAMIN, 1987, p.189). Una de las predilecciones de la escritora era seguir los pasos de la existencia femenina y, en este sentido, esta investigación se interesó por el estudio de la construcción del personaje lispectoriano en diferentes franjas etarias a través de la cinematografia, donde se las exponía, de alguna manera, ocultas por el sistema. Esto se debe a que la gran pantalla tiene el potencial de dinamizar la pluralidad interpretativa del significado y ampliar la percepción humana. Las tres adaptaciones cinematográficas de las narrativas estudiadas son: La hora de la estrella (1985), de Suzana Amaral, El cuerpo (1991), de José Antonio García, y Ruído de Pasos (1996), de Denise Gonçalves. El objetivo es responder a la siguiente pregunta: ¿el acto de transposición cinematográfica haría ver a las mujeres invisibilizadas en el cine a través del prisma del extrañeza familiar, tanto en la poética narrativas poéticas de Clarice como en la de Walter Benjamin, permitiendo reflexionar sobre los motivos de sus acercamientos y distanciamentos? La tesis que defendemos es que los personajes de las adaptaciones homónimas —Macabéa (19), Carmen (39), Beatriz (50) y Cândida Raposo (81)— actuaron en consonancia con el descubrimiento de estas invisibilizadas del mundo femenino clariciano, basándose en la idea de adaptación como repetición sin réplica, de Linda Hutcheon (2013) . Partimos de la hipótesis de que el arte de los hermanos Lumière, incluso con las especificidades en torno a cuestiones de producción social, política, estética e histórica, reflejó cierta influencia del creador en el momento de la adaptación. Así como el hecho de suponer que el cine profundizó aún más las condiciones socialmente desapercebidas de su grupo de edad específico, reveladas por Clarice. Esperamos que este estudio contribuya a futuras investigaciones interesadas en la producción de la escritora y las películas que la adaptaron. La investigación se basa en nombres como: Lefevere (2007), Xavier (2003), Plaza (2003), Gomes (2005), Hutcheon (2013), Stam (2006, 2008), Candido (2005, 1977, 1988, 2011), Kadota (1997), Peixoto (2004), Benjamín (1987), Reguera (2006), entre otros.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84236
Advisor's ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5367-6010
Advisor's Lattes: http://lattes.cnpq.br/1686880676530862
Access Rights: Acesso Aberto
Appears in Collections:PPGLE - Teses defendidas na UFC

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