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Tipo: Dissertação
Título: Formação Interprofissional no Ensino Superior em Saúde: aspectos da colaboração e do trabalho em equipe no manejo da hemorragia pós-parto
Autor(es): Monteiro, Maria Salete Barbosa
Orientador: Beserra, Eveline Pinheiro
Coorientador: Coelho, Tatiane da Silva
Palavras-chave em português: Educação Interprofissional;Capacitação de Recursos Humanos em Saúde;Equipe Interdisciplinar de Saúde;Educação Superior;Hemorragia pós-parto
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICAS PUBLICAS
Data do documento: 2025
Citação: MONTEIRO, Maria Salete Barbosa. Formação Interprofissional no Ensino Superior em Saúde: aspectos da colaboração e do trabalho em equipe no manejo da hemorragia pós-parto. 2025. 122 f. Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior) - Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025.
Resumo: INTRODUÇÃO: As emergências obstétricas são situações que colocam em risco a vida da mulher e de seu concepto e cuja resolução exige uma resposta quase imediata por toda a equipe de saúde. A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 ml e constitui a principal causa de mortalidade materna no mundo, resultando em aproximadamente 45 mil óbitos anuais. O diagnóstico precoce e a intervenção imediata são essenciais para a redução da mortalidade materna associada à HPP. A Educação Interprofissional (EIP) em Saúde emerge como uma estratégia eficaz para formar e qualificar profissionais de saúde para a prática colaborativa, promovendo cuidados centrados no paciente, configura-se como um caminho importante para fortalecer a educação permanente, integrando ações e serviços de saúde e melhorando a assistência. OBJETIVO: Avaliar as contribuições da Educação Interprofissional para a formação e qualificação de estudantes do ensino superior em saúde, com ênfase para a prática colaborativa, no manejo da hemorragia pós-parto. MÉTODO: Trata-se de um estudo de intervenção educativa, com delineamento quase-experimental, do tipo antes e depois, com abordagem quantiqualitativa; realizado em uma maternidade escola, de referência terciária, na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará, no período de fevereiro a agosto de 2025. A população incluiu acadêmicos e residentes dos cursos de medicina, farmácia e enfermagem. A intervenção ocorreu em quatro etapas: 1) Planejamento da intervenção educativa; 2) Avaliação do perfil, aplicação do pré-teste e de escalas validadas sobre a EIP; 3) Implementação da intervenção por meio de simulação clínica para manejo da HPP; 4) Aplicação do pós- teste e reaplicação das escalas acerca da EIP. Os dados foram analisados com o Software R 4.2.0, utilizando testes não paramétricos, com índice de concordância de 95% e erro esperado de 5% (p<0,05). Os preceitos éticos e legais foram seguidos conforme a Resolução 466/12 e a Lei Geral de Proteção de Dados, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (parecer no 7.588.613). RESULTADOS: A amostra foi composta por 43 estudantes do ensino superior dos cursos de medicina, farmácia e enfermagem, com idade entre 18 e 34 anos, com média de 29 anos (DP ±5.63); a maioria dos estudantes era do curso de enfermagem (46,5%); com (60%) de residentes, no primeiro ano de residência (39,5%). Observou-se que, apesar de 74% dos estudantes conhecerem a temática da EIP, a maioria não havia participado de estudos (77%), formações (93%) ou disciplinas (77%) sobre o tema. No entanto, muitos relataram experiências em ensino por simulação (84%) e treinamentos para manejo da HPP (60%). Foi observado a melhoria do conhecimento após a intervenção, comparado ao conhecimento prévio dos estudantes acerca da EIP e do manejo da HPP (p<0,035). Quanto a percepção da educação interdisciplinar entre os estudantes, a amostra em estudo apontou que os participantes já apresentavam percepções positivas antes da intervenção e, que após a intervenção, houve pequenas melhorias ou redistribuições para categorias ligeiramente mais altas em alguns itens; o que pode ser interpretado como um consenso firme de que a prática em saúde exige cooperação interprofissional. Com relação a prontidão para a aprendizagem interprofissional dos estudantes, observou-se, em termos agregados, atitude favorável e consolidada em relação ao aprendizado interprofissional, especialmente nos domínios de trabalho em equipe, comunicação e atenção centrada no paciente. As evidências apontam que a intervenção e a exposição realizada tendem a reforçar as percepções positivas dos participantes. CONCLUSÃO: Conclui-se que a Educação Interprofissional apresentou valiosas contribuições estratégicas e necessárias para a formação e qualificação de estudantes do ensino superior em saúde, com ênfase para a prática colaborativa no manejo da hemorragia pós-parto e que necessita ser incluída nos projetos políticos pedagógicos no ensino superior dos cursos de saúde. Portanto, as instituições educacionais podem usar esses achados como suporte para ampliar atividades formativas interprofissionais, acompanhadas de avaliações pareadas e de desfechos comportamentais paraconfirmar ganhos em competências colaborativas.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83972
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0002-9970-968X
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/0135128390070085
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0002-0631-8461
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/2062308518368662
ORCID do Coorientador: https://orcid.org/0000-0002-9810-6107
Currículo Lattes do Coorientador: http://lattes.cnpq.br/2796020476393363
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:POLEDUC - Dissertações defendidas na UFC

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