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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81572| Tipo: | TCC |
| Título: | O fornecimento de medicamentos pelo poder público não incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) |
| Autor(es): | Silva, Antonio Igor Tomaz da |
| Orientador: | Albuquerque, Felipe Braga |
| Palavras-chave em português: | Fornecimento de Medicamentos;Poder Público;Sistema Único de Saúde (SUS) |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | SILVA, Antonio Igor Tomaz da. O fornecimento de medicamentos pelo poder público não incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). 2025. 65 f. Monografia (Graduação em Direito) - Faculdade de Direito, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. |
| Resumo: | O presente trabalho objetiva examinar os desafios jurídicos, financeiros e sociais relacionados ao fornecimento de medicamentos pelo Poder Público que não estão incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa busca compreender os impactos da judicialização da saúde na criação e implementação das políticas públicas, além de analisar a responsabilidade do governo no fornecimento desses tratamentos. A metodologia utilizada fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, utilizando análise de documentos e revisão de literatura, abrangendo legislação, jurisprudência e estudos acadêmicos sobre o tema. Outrossim, são perquiridos os critérios adotados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) para a inclusão de novos medicamentos e os parâmetros jurisprudenciais estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em relação à concessão judicial de tratamentos não padronizados. Os resultados da pesquisa indicam que, embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito à saúde como uma responsabilidade do Estado, a obrigação ilimitada de fornecer medicamentos não incorporados ao SUS pode comprometer a viabilidade econômica do sistema. A pesquisa demonstra um conflito entre a proteção do direito individual à saúde e as restrições orçamentárias da Administração Pública, evidenciando a necessidade de diretrizes mais claras para a concessão judicial de medicamentos, com o propósito de evitar efeitos adversos na equidade do atendimento à população. O estudo conclui que a judicialização da saúde se tornou uma abordagem frequente e comum para assegurar o acesso a medicamentos, mas requer uma análise criteriosa para evitar que as decisões judiciais não gerem desequilíbrios na distribuição de recursos do SUS. A busca por um ponto de equilíbrio entre os direitos dos pacientes e a sustentabilidade financeira do sistema de saúde é fundamental, sendo recomendável o fortalecimento de estruturas institucionais que assegurem transparência e eficácia na incorporação de novas tecnologias. Nesse contexto, é vital melhorar a comunicação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para a criação de políticas públicas que atendam tanto às demandas dos pacientes quanto a uma gestão eficiente dos recursos públicos. O aumento de investimentos em pesquisa científica e a formação de comitês técnicos especializados pode auxiliar na avaliação mais precisa da viabilidade e eficácia de novos tratamentos antes que sejam integrados ao SUS. Adicionalmente, promover a conscientização da população sobre os efeitos da judicialização e estimular o uso consciente dos medicamentos são ações essenciais para a manutenção do sistema de saúde. Dessa forma, o trabalho contribui para o debate sobre a formulação de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis no campo da assistência farmacêutica. O equilíbrio entre os direitos individuais e os interesses coletivos deve ser constantemente reavaliado, para garantir que a saúde pública continue acessível, justa e financeiramente viável. |
| Abstract: | El presente trabajo tiene como objetivo examinar los desafíos legales, financieros y sociales relacionados con el suministro de medicamentos por parte del Poder Público que no están incorporados al Sistema Único de Salud (SUS). La investigación busca comprender los impactos de la judicialización de la salud en la creación y implementación de políticas públicas, además de analizar la responsabilidad del gobierno en el suministro de estos tratamientos. La metodología utilizada se basa en un enfoque cualitativo, utilizando el análisis de documentos y revisión de literatura, abarcando legislación, jurisprudencia y estudios académicos sobre el tema. Asimismo, se indagan los criterios adoptados por la Comisión Nacional de Incorporación de Tecnologías en el SUS (CONITEC) para la inclusión de nuevos medicamentos y los parámetros jurisprudenciales establecidos por el Supremo Tribunal Federal (STF) y el Superior Tribunal de Justicia (STJ) en relación con la concesión judicial de tratamientos no estandarizados. Los resultados de la investigación indican que, aunque la Constitución Federal de 1988 garantiza el derecho a la salud como una responsabilidad del Estado, la obligación ilimitada de suministrar medicamentos no incorporados al SUS puede comprometer la viabilidad económica del sistema. La investigación demuestra un conflicto entre la protección del derecho individual a la salud y las restricciones presupuestarias de la Administración Pública, evidenciando la necesidad de directrices más claras para la concesión judicial de medicamentos, con el propósito de evitar efectos adversos en la equidad de la atención a la población. El estudio concluye que la judicialización de la salud se ha convertido en un enfoque frecuente y común para asegurar el acceso a medicamentos, pero requiere un análisis detallado para evitar que las decisiones judiciales generen desequilibrios en la distribución de recursos del SUS. La búsqueda de un punto de equilibrio entre los derechos de los pacientes y la sostenibilidad financiera del sistema de salud es fundamental, siendo recomendable el fortalecimiento de estructuras institucionales que aseguren transparencia y eficacia en la incorporación de nuevas tecnologías. En este contexto, es vital mejorar la comunicación entre los poderes Ejecutivo, Legislativo y Judicial para la creación de políticas públicas que atiendan tanto las demandas de los pacientes como una gestión eficiente de los recursos públicos. El aumento de inversiones en investigación científica y la formación de comités técnicos especializados puede ayudar en la evaluación más precisa de la viabilidad y eficacia de nuevos tratamientos antes de que sean integrados al SUS. Además, promover la concientización de la población sobre los efectos de la judicialización y fomentar el uso consciente de los medicamentos son acciones esenciales para el mantenimiento del sistema de salud. De esta manera, el trabajo contribuye al debate sobre la formulación de políticas públicas más eficaces y sostenibles en el campo de la asistencia farmacéutica. El equilibrio entre los derechos individuales y los intereses colectivos debe ser constantemente reevaluado, para garantizar que la salud pública siga siendo accesible, justa y financieramente viable. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81572 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0002-7192-8186 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/3508201184011365 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | DIREITO - Monografias |
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