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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80210| Tipo: | Tese |
| Título: | Kombucha saborizada com extratos de resíduos agroindustriais: influência do açúcar na fermentação e na microbiota intestinal |
| Título em inglês: | Kombucha flavored with agro-industrial residue: influence of sugar on fermentation and intestinal microbiota |
| Autor(es): | Linhares, Maria de Fátima Dantas |
| Orientador: | Rodrigues, Sueli |
| Palavras-chave em português: | Kombucha;SCOBY;Prebiótico;Bebida fermentada;digestão in vitro |
| Palavras-chave em inglês: | Kombucha;SCOBY;Prebiotic;Fermented beverage;In vitro digestion |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS |
| Data do documento: | 2024 |
| Citação: | LINHARES, Maria de Fátima Dantas. Kombucha saborizada com extratos de resíduos agroindustriais: influência do açúcar na fermentação e na microbiota intestinal. 2024. 82 f. Tese (Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. |
| Resumo: | Kombucha é uma bebida oriental obtida a partir da fermentação de chá verde (Camellia Sinenses) e sacarose por um consórcio de leveduras e bactérias (SCOBY), rica em ácidos orgânicos, gás carbônico e etanol. A Kombucha apresenta características específicas e propriedades que podem beneficiar a saúde humana. O seu consumo está associado a efeitos antioxidantes, antidiabéticos, anti-inflamatórios, anticancerígenos e antimicrobianos. O objetivo desse estudo foi investigar como o uso de extratos obtidos a partir de diferentes resíduos agroindustriais e diferentes concentrações de açúcar afetam a fermentação da kombucha e seu impacto na microbiota intestinal. Inicialmente, foram produzidas duas kombuchas mãe, sendo uma sem açúcar (kombucha) e outra com açúcar (kombucha_A). As bebidas foram saborizadas com extrato aquoso sonicado proveniente de resíduos liofilizados de manga, caju e uva. Foram preparadas seis kombuchas, sendo três bebidas sem açúcar e três bebidas com açúcar. As concentrações de metabólitos variaram entre as bebidas, onde, a maior produção de acetato foi nas bebidas de caju, lactato nas bebidas de manga e ácido glucônico nas bebidas de uva. A produção de etanol ficou dentro dos limites exigidos pela legislação brasileira (Etanol<0,05% v/v). Durante a estabilidade houve aumento da concentração de butirato, onde a maior concentração foi na kombucha de manga com açúcar (2,34 g/L). O perfil sensorial foi empregado para descrever as características de cor, sabor, aparência e aroma das kombuchas. A avaliação sensorial utilizou o perfil livre, com terminologia descritiva baseada no Método de Rede e escalas não estruturadas de 10 cm. Os participantes evidenciaram que os resíduos agroindustriais foram eficazes como saborizantes das bebidas. Quanto a microbiota intestinal humana a avaliação do inóculo fermentado na presença das bebidas mostrou aumento da diversidade de microrganismos e riqueza de espécies em todas as amostras, em destaque a amostra kombucha sem adição de açúcar. Nessa amostra, os gêneros Bifidobacterium, Eubacterium, Enterococcus e Lactobacillus tiveram aumento de 33,85%, 12,10%, 7,93% e 2,97%, respectivamente, na abundância relativa. Apenas para as amostras de kombucha com açúcar e kombucha de caju com açúcar o maior crescimento foi observado nos gêneros Escherichia shigella (57,85%) e Clostridium XIVa (32,79%). Durante a fermentação fecal houve consumo de compostos fenólicos e produção de ácidos orgânicos de cadeia curta (butirato e propionato) na amostra fermentada com kombucha. No entanto, as amostras de kombucha com açúcar e kombucha de caju com açúcar houve consumo de ácidos orgânicos pela microbiota fecal. O índice prebiótico positivo foi observado para a amostra que não continha açúcar, enquanto as amostras com açúcar tiveram índice negativo. Contudo, os resultados obtidos neste estudo apoiam a possibilidade do desenvolvimento de uma bebida com a redução de açúcar e até mesmo da eliminação deste. Os ensaios de digestão simulada demonstraram que o consumo de kombucha tem potencial para modificar a microbiota intestinal nativa fortalecendo as alegações sobre a kombucha ser considerada uma bebida prebiótica. |
| Abstract: | Kombucha is an oriental beverage obtained from the fermentation of green tea (Camellia sinenses) and sucrose by a consortium of yeasts and bacteria (SCOBY), rich in organic acids, carbon dioxide, and ethanol. Kombucha has specific characteristics and properties that can benefit human health. Its consumption is associated with antioxidant, antidiabetic, anti-inflammatory, anticancer, and antimicrobial effects. This study aimed to investigate how the use of extracts obtained from different agro-industrial waste and different sugar concentrations affect kombucha fermentation and its impact on the intestinal microbiota. Initially, two mother kombuchas were produced, one without sugar (kombucha) and the other with sugar (kombucha_A). The beverages were flavored with sonicated aqueous extract from freeze-dried mango, cashew, and grape waste. Six kombuchas were prepared, three without sugar and three with sugar. Metabolite concentrations varied among beverages, with the highest acetate production in cashew beverages, lactate in mango beverages, and gluconic acid in grape beverages. Ethanol production was within the limits required by Brazilian legislation (ethanol <0.05% v/v). During stability, there was an increase in butyrate concentration, with the highest concentration being in mango kombucha with sugar (2.34 g/L). The sensory profile was used to describe the color, flavor, appearance, and aroma characteristics of the kombuchas. The sensory evaluation used the free profile, with descriptive terminology based on the Network Method and unstructured scales of 10 cm. The participants showed that agro-industrial waste was effective as flavoring agent in the beverages. Regarding the human intestinal microbiota, the evaluation of the fermented inoculum in the presence of the beverages showed an increase in the diversity of microorganisms and species richness in all samples, with emphasis on the kombucha sample without added sugar. In this sample, the genera Bifidobacterium, Eubacterium, Enterococcus, and Lactobacillus had an increase of 33.85%, 12.10%, 7.93%, and 2.97%, respectively, in relative abundance. Only for the samples of kombucha with sugar and cashew kombucha with sugar, the greatest growth was observed in the genera Escherichia shigella (57.85%) and Clostridium XIVa (32.79%). During fecal fermentation, there was consumption of phenolic compounds and production of short-chain organic acids (butyrate and propionate) in the sample fermented with kombucha. However, the samples of kombucha with sugar and cashew kombucha with sugar had a consumption of organic acids by the fecal microbiota. The positive prebiotic index was observed for the sample that did not contain sugar, while the samples with sugar had a negative index. However, the results obtained in this study support the possibility of developing a beverage with reduced sugar and even its elimination. Simulated digestion trials demonstrated that kombucha consumption has the potential to modify the native gut microbiota, strengthening claims about kombucha being considered a prebiotic beverage. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80210 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | DTA - Teses defendidas na UFC |
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