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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87171| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Literaturas indígenas e educação: caminhos possíveis para aprender a habitar o corpo e segurar o céu |
| Autor(es): | Moisés, Tainá Facó Franklin de Lima |
| Orientador: | Jesus, Suene Honorato de |
| Palavras-chave em português: | Literaturas indígenas;Corpo;Educação;Ytanajé Coelho Cardoso;Jaider Esbell |
| Palavras-chave em espanhol: | Literaturas indígenas;Cuerpo;Educación |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Data do documento: | 2026 |
| Citação: | MOISÉS, Tainá Facó Franklin de Lima. Literaturas indígenas e educação: caminhos possíveis para aprender a habitar o corpo e segurar o céu. Orientadora: Suene Honorato de Jesus. 2026. 116 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Programa de Pós-graduação em Letras, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. |
| Resumo: | Esta pesquisa faz uma leitura do corpo como suporte de aprendizado em Terreiro de Makunaima, de Jaider Esbell, e Canumã: a travessia, de Ytanajé Coelho Cardoso. Divido o trabalho em três partes: primeiro, escuto os seres ancestrais dos humanos. Reverencio o corpo dos rios e da floresta a partir da cosmologia Yanomami e das mitologias de origem dos Taurepang, Makuxi e Munduruku, demonstrando a pluralidade relacional de suas ontologias, diferente da antropocêntrica-cristã. Segundo, traço um percurso histórico dos processos educativos impostos aos indígenas, à luz da crítica ao mundo colonial compartimentado (Fanon, 1975), interligando às coerções da Companhia de Jesus e de outras missões evangelizadoras no Brasil imperial e republicano. A dicotomia corpo e mente corrobora com o corpo fragmentado pontuado por Benites (2023) como fruto da urbanidade que despedaça corporeidades sencientes. Terceiro, fundamento a análise das tramas literárias (Esbell, 2012; Cardoso, 2019) com as palavras de Davi Kopenawa (2015) partindo da noção de corpo como lugar de inscrição de aprendizados e memórias. Para tanto, as obras são analisadas sob o conceito da educação indígena, considerando diferentes definições do termo (Kayapó, 2022; Xakriabá, 2021; Cardoso, 2023; Taukane, 1999; Munduruku, 2010/2015; Kambeba, 2020). Demonstro uma conexão indissociável entre sentirpensar (Escobar, 2014), desvelando modos de viver em constante letramento de mundo. A educação, independente da instituição escolar, amplia o repertório sócio-cosmológico dos personagens de Terreiro e Canumã, assegurando uma relação de paridade com a natureza e com seus seres, humanos e não-humanos. Minha hipótese é a de que o corpo relacional e coletivo, compreendido como fio condutor da experiência humana na face da Terra, sustenta o céu (Kopenawa; Albert, 2015). Ao passo que exponho as confluências (Bispo, 2023) nos enredos, constato como o corpo-território (Xakriabá, 2021) – espaço onde os vazios simbólicos da existência são preenchidos através do gesto, da escuta, da oralidade, do alimento, do encontro – se revela como uma episteme (Martins, 2021). |
| Resumen: | Esta investigación explora el cuerpo como soporte para el aprendizaje en Terreiro de Makunaima de Jaider Esbell y Canumã: a travessia de Ytanajé Coelho Cardoso. El trabajo se divide en tres partes: primero, escucho a los seres ancestrales de la humanidad. Reverencio los cuerpos de los ríos y la selva desde la perspectiva de la cosmología Yanomami y las mitologías de origen de los Taurepang, Makuxi y Munduruku, demostrando la pluralidad relacional de sus ontologías, distintas de la antropocéntrica-cristiana. Segundo, trazo una trayectoria histórica de los procesos educativos impuestos a los poblaciones indígenas, a la luz de la crítica del mundo colonial compartimentado (Fanon, 1975), vinculándola con las coacciones de la Compañía de Jesús y otras misiones evangelizadoras en el Brasil imperial y republicano. La dicotomía entre cuerpo y mente corrobora el cuerpo fragmentado resaltado por Benites (2023) como producto de la urbanidad que destroza las corporalidades sensibles. En tercer lugar, el análisis de las tramas literarias (Esbell, 2012; Cardoso, 2019) se basa en las palabras de Davi Kopenawa (2015), partiendo de la noción del cuerpo como lugar para la inscripción del aprendizaje y la memoria. Para ello, las obras se analizan bajo el concepto de educación indígena, considerando diferentes definiciones del término (Kayapó, 2022; Xakriabá, 2021; Cardoso, 2023; Taukane, 1999; Munduruku, 2010/2015; Kambeba, 2020). Demuestro una conexión inseparable entre sentirpensar (Escobar, 2014), revelando formas de vivir en constante ‘alfabetización’ del mundo. La educación, independientemente de la institución escolar, amplía el repertorio sociocosmológico de los personajes de Terreiro y Canumã, asegurando una relación de igualdad con la naturaleza y sus seres, humanos y no humanos. Mi hipótesis es que el cuerpo relacional y colectivo, entendido como el hilo conductor de la experiencia humana en la Tierra, sostiene el cielo (Kopenawa; Albert, 2015). Al exponer las confluencias (Bispo, 2023) en las narrativas, observo cómo el cuerpo-territorio (Xakriabá, 2021) —un espacio donde los vacíos simbólicos de la existencia se llenan a través del gesto, la escucha, la oralidad, la comida y el encuentro— se revela como una episteme (Martins, 2021). |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87171 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/3415880746576774 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0003-4646-724X |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/5440655737062839 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGLE- Dissertações defendidas na UFC |
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