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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83469Registro completo de metadatos
| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Pontes, Valdecy de Oliveira | - |
| dc.contributor.author | Lima, José Victor Melo de | - |
| dc.date.accessioned | 2025-11-18T16:17:21Z | - |
| dc.date.available | 2025-11-18T16:17:21Z | - |
| dc.date.issued | 2024 | - |
| dc.identifier.citation | LIMA, José Victor Melo de. A multifuncionalidade das formas tú e usted no espanhol oral de Valência. 2024. 217 f. Tese (Doutorado em Linguística) - Programa de Pós-graduação em Linguística, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83469 | - |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | A multifuncionalidade das formas tú e usted no espanhol oral de Valência | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.description.abstract-ptbr | As formas e fórmulas de tratamento constituem um tema de grande interesse em diferentes áreas linguísticas, sobretudo na Sociolinguística, e têm sido objeto de estudo de numerosas pesquisas. No tocante à realidade hispânica, tendo em vista a complexidade do sistema de tratamento nessa língua, há uma profusão de trabalhos na literatura especializada sobre a temática. Embora clássico, esse assunto compõe um campo de estudo metodologicamente ainda bastante homogêneo, evidenciando, assim, a necessidade de abordagens não convencionais que permitam um entendimento mais amplo das razões complexas e multifacetadas subjacentes às escolhas linguísticas relacionadas às formas de tratamento em espanhol. Nesse sentido, a presente pesquisa pretende analisar a multifuncionalidade das formas tú e usted no espanhol oral de Valência, Espanha. Ao considerar a língua como um sistema adaptativo, orientada funcionalmente para atender às necessidades comunicativas dos falantes em contextos específicos, este estudo apoiou-se nos pressupostos teóricos do Funcionalismo Linguístico, mais especificamente o de vertente norte-americana (Givón, 1971, 1979, 1984a, 1984b, 1984c, 1985, 1990, 1991, 1995, 2001, 2002 e 2005; Hopper, 1979, 1991; Hopper; Thompson, 1980; Hopper; Traugott, 2003, Traugot; Heine, 1991; Heine; Claudi; Hünnemeyer, 1991; Bybee, 2016, 2020; Bybee; Hopper, 2001). Além disso, devido à afinidade entre o Funcionalismo e a Linguística Cognitiva, foram considerados os trabalhos de Langacker (1987, 1991, 2007, 2008) para utilizar uma ferramenta analítica cognitiva que oportunizasse insights mais abrangentes sobre as nuances envolvidas no uso das formas em questão. Para alcançar os objetivos propostos, elencaram-se distintos níveis linguísticos de análise a partir dos quais se mapearam as funções desempenhadas pelas formas sob análise. Estes incluíram o nível sintático- discursivo, em que se examinou a função de sujeito (sujeito pronominal) e não sujeito (objeto de pessoa); o nível textual-discursivo, com foco nos planos discursivos, a saber, figura, fundo 1 e fundo 2; e o nível pragmático-discursivo, em que se consideraram a função uso dêitico e as seguintes funções dêiticas não prototípicas: generalização, generalização focalizada, desfocalização e encobrimento do eu. Procedeu-se uma análise quali-quantitativa dos dados ⸺ embora com foco na primeira ⸺ os quais foram obtidos a partir de 12 entrevistas do tipo semiestruturada provenientes do corpus Proyecto para el Estudio Sociolingüístico del Español de Valencia (PRESEVAL). As ocorrências analisadas foram codificadas e quantificadas para fins de frequência de uso. Desse modo, visando a maior precisão e minimização de possíveis erros, utilizou-se o software Atlas.ti para essa finalidade. Após o tratamento dos dados, obteve- se um total de 597 registros de tú e usted e respectivos paradigmas. Desse total, o uso da forma tú na função de sujeito e objeto foi predominante. Por outro lado, o pronome usted, e seu paradigma, apresentou apenas 76 dados do quantitativo total supracitado, corroborando, assim, a preferência de uso da forma tú evidenciada em Lima (2018) na comunidade de fala valenciana. No que se refere ao nível sintático-discursivo, observou-se que houve especialização no uso dessas formas. Os pronomes em sua função de sujeito demonstraram ser mais proeminentes que suas respectivas formas em função de objeto. Considerando um continuum de proeminência, a forma tú ocupa o primeiro lugar numa escala de mais proeminente a menos proeminente, seguido da forma usted, te, a ti, le, a usted, nessa ordem. Assim, as formas de segunda pessoa do singular em função de sujeito constroem o referente de modo mais claro e direto que as formas em função de objeto. No tocante ao nível textual-discursivo, percebeu-se que a forma menos marcada tú foi preponderante em contexto também menos marcado, isto é, figura. Analogamente, esse pronome foi também favorecido no plano discursivo fundo 01, tendo em vista tratar-se de um contexto menos marcado que o fundo 2. Surpreendentemente, a forma usted, ainda que com baixo registro, não foi favorecida no plano discursivo fundo 2, contexto que exige maior processamento cognitivo e em que as informações não se transmitem com tanta fluidez como no fundo 1. Já a análise do nível pragmático-discursivo evidenciou distintos padrões de uso e variações pragmáticas das formas de tratamento tú e usted a depender do contexto enunciativo. Considerando o conjunto das funções dêiticas não prototípicas, registrou- se um percentual de uso significativamente superior (70%) às ocorrências de uso das formas dêiticas (30%). Nesse bojo, é evidente a preferência dos falantes valencianos pela forma tú para generalizar o referente, especialmente quando se pretende personalizá-lo, isto é, quando o uso da segunda pessoa do singular envolve uma situação que não se aplica a todos, mas a um grupo específico de indivíduos (generalização focalizada). Ademais, tendo em vista a presença extremamente reduzida da forma usted com essa função, a frequência e ampliação dos contextos de uso da forma tú podem indicar um processo de gramaticalização mais acentuado para essa forma. Desse modo, ela é mais comumente utilizada para expressar certas nuances pragmático- discursivas. Conclui-se que o uso da forma tú ou usted é orientado por diferentes funções, seja através de estratégias perceptuais de organização e interpretação das informações, seja pelo grau de proeminência atribuído aos referentes na comunicação. Além disso, a segunda pessoa do singular é utilizada estrategicamente para marcar funções pragmáticas específicas em contextos de generalização. Os resultados demonstraram claramente que os falantes fazem um uso criativo da linguagem, e que as escolhas não dependem somente da aplicação estrita de categorias fixas. É necessário levar em consideração fatores e elementos textuais, linguísticos, pragmáticos e cognitivos presentes no contexto em que o discurso ocorre. | pt_BR |
| dc.description.abstract-es | Las formas y fórmulas de tratamiento constituyen un tema de gran interés en diferentes áreas lingüísticas, especialmente en la Sociolingüística, y ha sido objecto de estudio de numerosas investigaciones. En lo que se refiere a la realidad hispánica, considerando la complejidad del sistema de tratamiento en esa lengua, hay una profusión de trabajos en la literatura especializada sobre la temática. Aunque clásico, ese asunto compone un campo de estudio todavía metodológicamente bastante homogéneo, evidenciando, así, la necesidad de abordajes no convencionales que permitan un entendimiento más amplio de las razones complejas y multifacéticas subyacentes a las elecciones lingüísticas relacionadas a las formas de tratamiento en español. En ese sentido, la presente investigación pretende analizar la multifuncionalidad de las formas tú y usted en el español oral de Valencia, España. Al considerar la lengua como un sistema adaptativo, orientada funcionalmente para atender a las necesidades comunicativas de los hablantes en contextos específicos, este estudio se apoyó en los presupuestos teóricos del Funcionalismo Lingüístico, más específicamente el de vertiente norteamericana (Givón, 1971, 1979, 1984a, 1984b, 1984c, 1985, 1990, 1991, 1995, 2001, 2002 e 2005; Hopper, 1979, 1991; Hopper; Thompson, 1980; Hopper; Traugott, 2003, Traugot; Heine, 1991; Heine; Claudi; Hünnemeyer, 1991; Bybee, 2016, 2020; Bybee; Hopper, 2001). Además, debido a la afinidad entre el Funcionalismo y la Lingüística Cognitiva, fueron considerados los trabajos de Langacker (1987, 1991, 2007, 2008) para utilizar una herramienta analítica cognitiva que proporcionara insights más amplios sobre los matices involucrados en el uso de las formas en cuestión. Para alcanzar los objetivos propuestos, se seleccionó distintos niveles lingüísticos de análisis a partir de los cuales se mapeó las funciones desempeñadas por las formas bajo análisis. Estos incluyeron el nivel sintáctico-discursivo, en que se examinó la función de sujeto (sujeto pronominal) y no sujeto (objeto de persona); el nivel textual-discursivo, con enfoque en los planes discursivos, concretamente, figura, fundo 1 y fundo 2; y el nivel pragmático-discursivo, en que se consideró la función uso deíctico y las siguientes funciones no deícticas: generalização, generalização focalizada, desfocalização y encobrimento do eu. Se procedió un análisis cualitativo de los datos, los cuales fueron obtenidos a partir de 12 entrevistas del tipo semiestructurada originarias del corpus Proyecto para el Estudio Sociolingüístico del Español de Valencia (PRESEVAL). Las ocurrencias analizadas fueron codificadas y cuantificadas para fines de frecuencia de uso. De ese modo, con el objetivo de una mayor exactitud y minimización de posibles errores, se utilizó el software Atlas.ti para esa finalidad. Tras el tratamiento de los datos, se obtuvo un total de 597 registros de tú y usted y respectivos paradigmas. De ese total, el uso de la forma tú en la función de sujeto y objeto fue predominante. Por otro lado, el pronombre usted, y su paradigma, presentó solamente 76 datos del cuantitativo total mencionado anteriormente, confirmando, así, la preferencia de uso de la forma tú evidenciada en Lima (2018) en la comunidad de habla valenciana. En lo que se refiere al nivel sintáctico- discursivo, se observó que hubo especialización en el uso de esas formas. Los pronombres en su función de sujeto demostraron ser más prominentes que sus respectivas formas en función de objeto. Considerando un continuum de prominencia, la forma tú ocupa el primer lugar en una escala de más prominente a menos prominente, seguido por la forma usted, te, a ti, le, a usted, en ese orden. Así, las formas de segunda persona del singular en función de sujeto construyen el referente de modo más claro y directo que las formas en función de objeto. Con respecto al nivel textual-discursivo, se percibió que la forma menos marcada tú fue preponderante en contexto también menos marcado, o sea, figura. Del mismo modo, ese pronombre fue también favorecido em el plano discursivo fundo 01, teniendo en cuenta tratarse de un contexto menos marcado que el fundo 2. Sorprendentemente, la forma usted, aunque con bajo registro, no fue favorecida en el plano discursivo fundo 2, contexto que exige mayor procesamiento cognitivo y en que las informaciones no fluyen con tanta fluidez como en el fundo 1. Sobre el análisis del nivel pragmático-discursivo, se evidenció distintos patrones de uso y variaciones pragmáticas de las formas de tratamiento tú y usted a depender del contexto enunciativo. Considerando el conjunto de las funciones deícticas no prototípicas, se registró un porcentaje de uso significativamente superior (70%) a las ocurrencias de uso de las formas deícticas (30%). En ese contexto, es evidente la preferencia de los hablantes valencianos por la forma tú para generalizar el referente, especialmente cuando se pretende personalizarlo, es decir, cuando el uso de la segunda persona del singular implica una situación que no se aplica a todos, pero a un grupo específico de individuos (generalização focalizada). Además, teniendo em cuenta la presencia extremamente reducida de la forma usted con esa función, la frecuencia y ampliación de los contextos de uso de la forma tú pueden indicar un proceso de gramaticalización más acentuado para esa forma. De ese modo, ella es más comúnmente utilizada para expresar ciertos matices pragmático-discursivos. Se concluye que el uso de la forma tú o usted es orientado por diferentes funciones, sea a través de estrategias perceptuales de organización e interpretación de las informaciones, sea por el grado de prominencia atribuido a los referentes en la comunicación. Asimismo, la segunda persona del singular es utilizada estratégicamente para marcar funciones pragmáticas específicas en contextos de generalización. Los resultados demostraron claramente que los hablantes hacen un uso creativo del lenguaje, y que las elecciones no dependen solamente de la aplicación estricta de categorías fijas. Es necesario llevar en consideración factores y elementos textuales, lingüísticos, pragmáticos y cognitivos presentes en el contexto en que el discurso ocurre. | pt_BR |
| dc.subject.ptbr | Multifuncionalidade | pt_BR |
| dc.subject.ptbr | Tú e usted | pt_BR |
| dc.subject.ptbr | Espanhol oral de Valência | pt_BR |
| dc.subject.es | Multifuncionalidad | pt_BR |
| dc.subject.es | Tú y usted | pt_BR |
| dc.subject.es | Español oral de Valencia | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA | pt_BR |
| local.author.orcid | https://orcid.org/0000-0001-9831-6705 | pt_BR |
| local.author.lattes | http://lattes.cnpq.br/5891817712420489 | pt_BR |
| local.advisor.orcid | https://orcid.org/0000-0002-8183-9259 | pt_BR |
| local.advisor.lattes | http://lattes.cnpq.br/0958944549142686 | pt_BR |
| local.date.available | 2025-11-18 | - |
| Aparece en las colecciones: | PPGL - Teses defendidas na UFC | |
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