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Tipo: Dissertação
Título: Do corpo vivido ao corpo narrado: a literatura dissidente de Herbert Daniel
Autor(es): Silva Junior, Reinaldo Luiz da
Orientador: Silva, Claudicélio Rodrigues da
Palavras-chave em português: Herbert Daniel;Literatura dissidente;Homossexualidade;Guerrilha armada;HIV/AIDS
Palavras-chave em espanhol: Literatura disidente;Homosexualidad;Guerrilla armada;VIH/SIDA
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Data do documento: 2026
Citação: SILVA JUNIOR, Reinaldo Luiz da. Do corpo vivido ao corpo narrado: a literatura dissidente de Herbert Daniel. Orientador: Claudicélio Rodrigues da Silva. 2026. 158 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Programa de Pós-graduação em Letras, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026.
Resumo: Este trabalho investiga a produção literária de Herbert Daniel, figura que fez da própria existência uma rasura na normalidade civil, sexual e identitária brasileira. Frequentemente confinado à nota de rodapé como o “guerrilheiro homossexual”, Daniel é resgatado nesta pesquisa comparatista em sua potência máxima: a de um artífice da linguagem que transmutou a clandestinidade política em rebelião estética. Nesse caminho, propõe-se que as suas obras Passagem para o próximo sonho (1982) e Meu corpo daria um romance (1984) espelham seu criador ao sabotar a instituição literária por dentro. A investigação debruça-se sobre a recepção crítica – em diálogo com vozes como as de Marcelo Bessa, Luiz Morando, Felipe Areda, Israel Pechstein, Leandro Silva, Anselmo Alós, Matteo Gigante e Veranildo Costa Junior – para sustentar que os dois livros, embora publicados separadamente, operam como uma unidade; dois livros que, embora publicados separadamente, convergem em uma investigação que se evade de restrições de gênero. Transitando pelo teor testemunhal, pela autobiografia e perpassando a (auto)ficção, a escrita herbertiana rompe o enclausuramento do “guerrilheiro no armário” ao discorrer abertamente sobre a presença de “bonecas” na luta armada. Dessa maneira, analisa-se como a homossexualidade é mapeada em geografias distintas: se no exílio em Paris a narrativa alcança a densidade da subjetividade, no Brasil ela explode em uma festa carnavalesca de analogias. O carro alegórico dessa performance é a criação de sua “bicha louca”, Marilyn Aparecida: alter ego de Herbert Daniel que subverte a masculinidade de seu criador e constrói uma nova apresentação. Ao final, demonstra-se que na literatura herbertiana a subversão e a clandestinidade ganham corpo a partir de marcas de ironia, de trocadilhos, de sarcasmo, de exagero e da impolidez linguística – elementos que deixam de ser meros recursos para se tornarem a própria marca da dissidência da sua produção literária.
Resumen: Este trabajo investiga la producción literaria de Herbert Daniel, figura que hizo de su propia existencia una rasura en la normalidad civil, sexual e identitaria brasileña. Frecuentemente confinado a la nota al pie como el “guerrillero homosexual”, Daniel es rescatado en esta investigación comparatista en su potencia máxima: la de un artífice del lenguaje que transmutó la clandestinidad política en rebelión estética. En este camino, se propone que sus obras Passagem para o próximo sonho (1982) y Meu corpo daria um romance (1984) reflejan a su creador al sabotear la institución literaria desde dentro. La investigación analiza la recepción crítica —en diálogo con voces como las de Marcelo Bessa, Luiz Morando, Felipe Areda, Israel Pechstein, Leandro Silva, Anselmo Alós, Matteo Gigante y Veranildo Costa Junior— para sostener que ambos libros, aunque publicados por separado, operan como una unidad; dos volúmenes que convergen en una indagación que evade las restricciones de género. Transitando por el tono testimonial, la autobiografía y la (auto)ficción, la escritura herbertiana rompe el encierro del “guerrillero en el armario” al discurrir abiertamente sobre la presencia de “locas” (bonecas) en la lucha armada. De esta manera, se analiza cómo la homosexualidad es mapeada en geografías distintas: si en el exilio en París la narrativa alcanza la densidad de la subjetividad, en Brasil estalla en una fiesta carnavalesca de analogías. El carro alegórico de esta performance es la creación de su “loca” (bicha louca), Marilyn Aparecida: alter ego de Herbert Daniel que subvierte la masculinidad de su creador y construye una nueva presentación. Finalmente, se demuestra que en la literatura herbertiana la subversión y la clandestinidad cobran cuerpo a partir de marcas de ironía, juegos de palabras, sarcasmo, exageración e impolidez lingüística —elementos que dejan de ser meros recursos para convertirse en la marca misma de la disidencia de su producción literaria.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87375
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0003-3364-3064
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/6485340250515220
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/7239192930976223
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:PPGLE- Dissertações defendidas na UFC

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