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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86799| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Escrevivências entre-mundos: práticas de sustentação da vida de pessoas negras e periferizadas na sua relação com o Candomblé |
| Título em inglês: | Escrevivências between worlds: life-sustaining practices of black and peripherized people in their relationship with Candomblé |
| Autor(es): | Costa, Alana Evlyn Veras |
| Orientador: | Barros, João Paulo Pereira |
| Palavras-chave em português: | Psicologia;Candomblé;Racismo;Sofrimento psicossocial;Território |
| Palavras-chave em inglês: | Psychology;Racism;Psychosocial suffering;Territory |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | COSTA, Alana Evlyn Veras. Escrevivências entre-mundos: práticas de sustentação da vida de pessoas negras e periferizadas na sua relação com o candomblé. 2026. 177 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. |
| Resumo: | A presente pesquisa põe em destaque práticas de sustentação da vida tecidas na relação de pessoas negras e periferizadas com o Candomblé. Para isso, parte de perspectivas teóricas em Psicologia Social e áreas afins que discutem as relações raciais, vislumbrando, na escrevivência de Conceição Evaristo, uma possibilidade de escrita que permita realçar as experiências de vida de pessoas negras e periferizadas com o Candomblé, para além da perspectiva da sobrevivência e reatividade à violência racial. O objetivo geral da investigação foi: Analisar como a vivência em terreiros de Candomblé produz práticas de sustentação da vida nas trajetórias de pessoas negras e periferizadas. Seus objetivos específicos foram os seguintes: 1) Construir, em diálogo com pessoas negras e periferizadas, narrativas sobre suas histórias de vida e processos de racialização; 2) Confluenciar, em diálogo com os mais velhos, sobre os saberes e práticas de sustentação da vida que são produzidas nos terreiros; 3) Escreviver, com pessoas iniciadas, sobre práticas de cura que sustentam a vida de pessoas negras e periferizadas a partir da sua relação com Candomblé. A pesquisa se ancorou em uma perspectiva qualitativa, adotando as estratégias metodológicas do diário-escrevivente e das entrevistas narrativas biográficas não-diretivas. O lócus da pesquisa tratou-se do terreiro Ilê Ibá Àsé Kpósú Aziri. A escolha dos compartilhantes foi feita pelos seguintes critérios: autodeclarar-se negro, ter a partir de 18 anos, morar ou ter morado em periferia e ser filho do terreiro. Para a análise dos dados, foi adotada a análise episódica em diálogo com a escrevivência, o que possibilitou aprofundar nas experiências do racismo em toda sua complexidade, focando nas biografias narradas. Os resultados indicam que, nas confluências com os mais velhos, o terreiro é território de cuidado, proteção e elaboração subjetiva, sustentado por uma epistemologia própria, fundada na circularidade do tempo, na sacralidade do corpo e na centralidade da comunidade. Essas são tecnologias ancestrais de encantamento que enfrentam e resistem às lógicas coloniais. Ao narrar sobre suas histórias de vida e processos de racialização, os compartilhantes evidenciaram que o processo de tornar-se negro é atravessado por dor, mas também por potência, cura e reinvenção. Além disso, revelam outras concepções de saúde mental, centradas nos vínculos, nos ritos e no cuidado com o ori. O Candomblé é aqui entendido como território entre-mundos de elaboração subjetiva e política do cuidado, onde o corpo é sagrado e portador de saberes. Espera-se que esta investigação contribua para a visibilização de saberes produzidos nas margens, reconhecendo o Candomblé como território de produção de conhecimento, cuidado e resistência. Assim, o que se teceu nesta pesquisa foi uma memória viva que insiste em florir contra a colonialidade e uma aposta em uma Psicologia que se descentre em relação ao pacto da branquitude e se afroscentre. |
| Abstract: | This research highlights life-sustaining practices woven into the relationship between black and peripheralized people and Candomblé. To do this, it draws on theoretical perspectives in Social Psychology and related areas that discuss race relations, glimpsing in Conceição Evaristo's writing a possibility of writing that allows us to highlight the life experiences of black and peripheralized people with Candomblé, beyond the perspective of survival and reactivity to racial violence. The general objective of the research was: To analyse how living in Candomblé terreiros produces life-sustaining practices in the trajectories of black and peripheralized people. Its specific objectives were as follows: 1) To construct, in dialogue with black and peripheralized people, narratives about their life stories and racialization processes; 2) To discuss, in dialogue with elders, the knowledge and life-sustaining practices that are produced in the terreiros; 3) To write, with initiated people, about healing practices that sustain the lives of black and peripheralized people based on their relationship with Candomblé. The research was based on a qualitative perspective, adopting the methodological strategies of the survivor diary and non-directive biographical narrative interviews. The locus of the research was the Ilê Ibá Àsé Kpósú Aziri terreiro. The participants were chosen according to the following criteria: self-declared black, aged 18 or over, living or having lived on the outskirts of the city and being a child of the terreiro. To analyze the data, we used episodic analysis in dialogue with the writing experience, which made it possible to delve into the experiences of racism in all its complexity, focusing on the biographies narrated. The results indicate that, in the confluences with the elders, the terreiro is a territory of care, protection and subjective elaboration, sustained by its own epistemology, based on the circularity of time, the sacredness of the body and the centrality of the community. These are ancestral technologies of enchantment that confront and resist colonial logics. In narrating their life stories and processes of racialization, the participants showed that the process of becoming black is crossed by pain, but also by power, healing and reinvention. They also revealed other conceptions of mental health, centered on bonds, rites and care for the ori. Candomblé is understood here as a territory of subjective and political elaboration of care, where the body is sacred and the bearer of knowledge. It is hoped that this research will contribute to the visibility of knowledge produced on the margins, recognizing Candomblé as a territory for the production of knowledge, care and resistance. Thus, what was woven into this research was a living memory that insists on blooming against coloniality and a bet on a Psychology that is decentered from the pact of whiteness and is afroscentered. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86799 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/5663530771409330 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/0351156693555523 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGP - Dissertações defendidas na UFC |
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