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dc.contributor.advisorSilva, Cristina Maria da-
dc.contributor.authorGomes, Thaís Pereira-
dc.date.accessioned2026-06-09T13:33:50Z-
dc.date.available2026-06-09T13:33:50Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.citationGOMES, Thaís Pereira. Narrar para não desaparecer: corpo, silêncio e memória em O Conto da Aia. Orientadora: Cristina Maria da Silva. 2026. 99 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Programa de Pós-graduação em Letras, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86642-
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleNarrar para não desaparecer: corpo, silêncio e memória em O Conto da Aiapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstract-ptbrEsta dissertação investiga como o corpo feminino se constitui como um território político de dominação e resistência em contextos opressivos, tomando como objeto central O Conto da Aia, de Margaret Atwood. A análise demonstra como regimes exemplificados pela teocracia de Gilead, inscrevem seu poder por meio do controle absoluto da corporalidade, da vigilância sistemática e do silenciamento, reduzindo a mulher à sua função biológica reprodutiva e transformando-a em propriedade coletiva. O estudo fundamenta-se teoricamente em pensadores como Michel Foucault, Silvia Federici, Jeanne Marie Gagnebin e Aleida Assmann. A pesquisa estrutura-se em três eixos analíticos: o primeiro, dedicado à genealogia histórica do silenciamento, traça um percurso que vincula a objetificação do corpo feminino na Antiguidade aos mecanismos contemporâneos de controle, como a imposição do véu e a legislação sobre o útero, evidenciando que Gilead radicaliza práticas patriarcais profundamente arraigadas; o segundo eixo, que explora a memória como prática insurgente, examina como a protagonista Offred utiliza o corpo como “espaço da recordação”, a escrita clandestina e a narrativa interior como formas de contra-discurso; por fim, o terceiro eixo concentra-se nas formas de resistência, focando na sororidade silenciosa e nos gestos de cuidado entre as mulheres. A conclusão principal demonstra que a resistência persiste, manifestando-se de modo fragmentado e cotidiano através da narração, da memória e dos laços de cuidado. Assim, a obra de Atwood, ao estabelecer um diálogo direto com opressões históricas e contemporâneas, revela-se menos uma projeção futurista e mais uma reatualização e radicalização literária de estruturas misóginas. Desse modo, o corpo feminino, principal alvo da violência política, afirma-se também como um lugar indelével de inscrição da história e de insurgência. A força política da narrativa de Atwood reside, portanto, em demonstrar que a humanidade não se extingue nos porões da opressão, mas se refaz, teimosamente, nos gestos mínimos de quem narra, recorda e cuida.pt_BR
dc.description.abstract-esEsta disertación investiga cómo el cuerpo femenino se constituye como un territorio político de dominación y resistencia en contextos opresivos, tomando como objeto central El cuento de la criada, de Margaret Atwood. El análisis demuestra cómo regímenes ejemplificados por la teocracia de Gilead inscriben su poder mediante el control absoluto de la corporalidad, la vigilancia sistemática y el silenciamiento, reduciendo a la mujer a su función biológica reproductiva y transformándola en propiedad colectiva. El estudio se fundamenta teóricamente en pensadores como Michel Foucault, Silvia Federici, Jeanne Marie Gagnebin y Aleida Assmann. La investigación se estructura en tres ejes analíticos: el primero, dedicado a la genealogía histórica del silenciamiento, traza un recorrido que vincula la objetificación del cuerpo femenino en la Antigüedad con mecanismos contemporáneos de control, como la imposición del velo y la legislación sobre el útero, evidenciando que Gilead radicaliza prácticas patriarcales profundamente arraigadas; el segundo eje, que explora la memoria como práctica insurgente, examina cómo la protagonista Offred utiliza el cuerpo como “espacio del recuerdo”, la escritura clandestina y la narrativa interior como formas de contra-discurso; por último, el tercer eje se concentra en las formas de resistencia, centrándose en la sororidad silenciosa y en los gestos de cuidado entre las mujeres. La conclusión principal demuestra que la resistencia persiste, manifestándose de modo fragmentado y cotidiano a través de la narración, la memoria y los lazos de cuidado. Así, la obra de Atwood, al establecer un diálogo directo con opresiones históricas y contemporáneas, se revela menos como una proyección futurista y más como una reactualización y radicalización literaria de estructuras misóginas. De este modo, el cuerpo femenino, principal blanco de la violencia política, se afirma también como un lugar indeleble de inscripción de la historia y de insurgencia. La fuerza política de la narrativa de Atwood reside, por tanto, en demostrar que la humanidad no se extingue en los sótanos de la opresión, sino que se rehace, obstinadamente, en los gestos mínimos de quien narra, recuerda y cuida.pt_BR
dc.subject.ptbrLiteratura Comparadapt_BR
dc.subject.ptbrMargaret Atwoodpt_BR
dc.subject.ptbrCorpo femininopt_BR
dc.subject.ptbrMemóriapt_BR
dc.subject.ptbrResistênciapt_BR
dc.subject.esCuerpo femeninopt_BR
dc.subject.esMemoriapt_BR
dc.subject.esResistenciapt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRASpt_BR
local.author.latteshttp://lattes.cnpq.br/3560134095889122pt_BR
local.advisor.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-3784-8323pt_BR
local.advisor.latteshttp://lattes.cnpq.br/0296938001965033pt_BR
local.date.available2026-06-09-
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