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Tipo: Resumo
Título: Ambiente, e não só a pesca, determina o futuro das lagostas no Brasil, revela estudo internacional.
Autor(es): Cruz, Raul
Ferreira, Antônio G.
Santana, João V. M.
Torres, Marina T.
Gaeta, Juliana C.
Silva, Jessica L. S. da
Barreto, Carlos G.
Borda, Carlos A.
Abreu, Jade O.
Viana, Rafael D.
Lima, Francisco R. de
Cintra, Israel H. A.
Palavras-chave em português: Mudanças ambientais;Pesca;Gestão da pesca de lagostas
Data do documento: 2026
Instituição/Editor/Publicador: Diversity
Citação: CRUZ, Raul; FERREIRA, Antônio G. ; SANTANA, João V. M. ; TORRES, Marina T.; GAETA, Juliana C.; SILVA , Jessica L. S. da; , BARRETO, Carlos G.; BORDA, Carlos A.; ABREU, Jade O.; VIANA, Rafael D. ; LIMA, Francisco R. de; CINTRA, Israel H. A. Ambiente, e não só a pesca, determina o futuro das lagostas no Brasil, revela estudo internacional.Diverity, 2025, n.1, v.8, p. 572; Disponível em: https://doi.org/10.3390/d17080572. Aceso em: 27 abril 26
Resumo: Pesquisa apoiada pela Funcap-Secitece e Sindfrio-Fiec mostra que mudanças ambientais influenciam diretamente a produtividade dos estoques e podem transformar a forma de gerir a pesca no país. Um estudo com participação de pesquisadores do projeto lagosta, apoiado pelo Programa Cientista-Chefe da Funcap, está ganhando destaque nacional e internacional ao trazer novas evidências sobre o papel do ambiente na dinâmica dos estoques pesqueiros. Publicado na revista científica Diversity (MDPI), sob o título “Effect of Environmental Variability on Lobster Stocks (Panulirus) in Waters off Brazil and Cuba”, o trabalho reúne cientistas do Brasil e do exterior e propõe uma mudança de paradigma na gestão da pesca de lagostas. Pela primeira vez no Brasil, o estudo integra dados ambientais ao longo do ciclo de vida das lagostas com informações de desembarque das principais espécies comerciais. Os resultados indicam que o recrutamento — entrada de novos indivíduos na população — é altamente sensível às condições ambientais, e não apenas ao tamanho do estoque reprodutor. Na prática, isso significa que a produtividade das lagostas pode variar mesmo sem aumento da pesca, evidenciando que fatores como temperatura do mar e produtividade oceânica desempenham papel decisivo. A pesquisa também revela diferenças marcantes entre Brasil e Cuba, associadas a características regionais, especialmente à influência da descarga do rio Amazonas no Atlântico Sul Ocidental. Os autores destacam que incorporar essas variáveis ambientais nas estratégias de manejo pode tornar as políticas pesqueiras mais eficazes, preditivas e alinhadas ao equilíbrio dos ecossistemas marinhos. O estudo representa um avanço estratégico ao conectar ciência, gestão e sustentabilidade, fortalecendo as ações do Programa Cientista-Chefe e contribuindo para o uso responsável dos recursos pesqueiros no Brasil.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86044
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0001-9909-9941
https://orcid.org/0000-0002-3675-5005
https://orcid.org/0000-0002-4796-5948
https://orcid.org/0000-0001-6435-8229
https://orcid.org/0000-0001-5822-454X
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:LABOMAR - Artigos publicados em revistas científicas

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