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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85482| Tipo: | Dissertação |
| Título : | Insegurança alimentar e transtorno mental comum: um estudo realizado com usuários de unidades de atenção primária à saúde |
| Autor : | Sales, Andressa Eslayne Caldas |
| Tutor: | Araújo, Larissa Fortunato |
| Co-asesor: | Coelho, Carolina Gomes |
| Palabras clave en portugués brasileño: | Insegurança Alimentar;Atenção Primária à Saúde;Saúde Mental |
| Palabras clave en inglés: | Food Insecurity;Primary Health Care;Mental Health |
| Áreas de Conocimiento - CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA |
| Fecha de publicación : | 2026 |
| Citación : | SALES, Andressa Eslayne Caldas. Insegurança alimentar e transtorno mental comum: um estudo realizado com usuários de unidades de atenção primária à saúde. 2026. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/ 85482. Acesso em: 27 mar. 2026. |
| Resumen en portugués brasileño: | Introdução: A Insegurança Alimentar (IA), definida como acesso incerto ou limitado a alimentos nutricionalmente adequados e seguros, tem sido associada a desfechos adversos em saúde mental. Contudo, a manifestação desse vínculo pode variar consideravelmente com base nos graus de IA. Este cenário permanece largamente inexplorado na Atenção Primária de Saúde (APS). Objetivo: Avaliar a associação entre a IA e a presença de Transtornos Mentais Comuns (TMC), seus sintomas isolados de queixas somáticas, pensamentos depressivos, humor depressivo-ansioso e decréscimo de energia vital, entre os usuários de Unidades Básica de Saúde (UBS). Metodologia: Trata-se de estudo transversal conduzido com adultos (≥ 18 anos) adscritos a 6 UBS nas cidades de Fortaleza-CE e Belo Horizonte-MG. A coleta ocorreu entre fevereiro de 2022 a dezembro de 2023 mediante entrevista estruturada, com aplicação do Self-Reporting Questionnaire- 20 (SRQ-20), para avaliar as variáveis resposta, e da Triagem de Risco de Insegurança Alimentar, recomendado pelo Ministério da Saúde para uso na APS para mensurar a exposição. Estimou-se as magnitudes das associações e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) entre os níveis de IA e TMC, sintomas somáticos, pensamentos depressivos, humor depressivo-ansioso e decréscimo de energia vital, ajustada por sexo, idade e renda familiar por meio de regressão de Poisson com variância robusta. O nível de significância foi p<0,05. Resultados: Foram avaliados 634 usuários que compareceram à UBS, com idade média de 47,7 ± 13,7 anos. A maioria da amostra foi composta por mulheres (82,9%), que ganham menos de 2 salários-mínimos R$ 2142 (62,7%) e que se autodeclaram com raça/cor parda (54,4%). As prevalências de IA leve, moderada ou grave e TMC foram de 15,2%; 16,0% e 45,0%, respectivamente. Após completo ajustamento por possíveis confundidores, residir em domicílio com presença de IA moderada/grave foi associado a maiores prevalências de TMC (RP: 1.62; IC95%: 1.35-1.95) em comparação aos que estão em segurança alimentar. Adicionalmente, a presença de IA moderado/grave foi associada estatisticamente a maiores prevalências de todos os sintomas somáticos, pensamentos depressivos, humor depressivo-ansioso e decréscimo de energia vital medidos pelo instrumento SRQ-20, exceto tremores nas mãos (RP 1.09; IC95% 0.71-1.68). Enquanto, aqueles que residem em domicílio em IA leve permaneceram associados a maiores prevalências de TMC e apenas com os sintomas de assusta-se com facilidade; sem interesse pelas coisas; sente-se inútil em sua vida; nervoso, tenso(a) ou preocupado(a); dificuldade de pensar claramente e pensa em dar fim à sua vida, comparado aos que estão em segurança alimentar. Conclusão: Tanto a IA grave/moderada está significativamente associada a uma maior prevalência de TMC e sintomas relacionados a queixas somáticas, pensamentos depressivos, humor depressivo-ansioso e decréscimo de energia vital entre usuários da APS, ainda que com magnitudes e padrões diferentes. Essas evidências reforçam a necessidade de estratégias intersetoriais que integrem ações de segurança alimentar e promoção da saúde mental no âmbito das políticas públicas de saúde. |
| Abstract: | Introduction: Food insecurity (FI), defined as uncertain or limited access to nutritionally adequate and safe food, has been associated with adverse mental health outcomes. However, the manifestation of this link can vary considerably based on the degrees of FI. This scenario remains largely unexplored in Primary Health Care (PHC). Objective: To evaluate the association between FI and the presence of Common Mental Disorders (CMD), somatic symptoms, depressive thoughts, depressive-anxious mood, and decreased vital energy among users of Basic Health Units (BHU). Methodology: This is a cross-sectional study conducted with adults (≥ 18 years) enrolled in 6 BHUs in the cities of Fortaleza-CE and Belo Horizonte-MG. Data collection took place between February 2022 and December 2023 through structured interviews, using the Self-Reporting Questionnaire-20 (SRQ-20) to assess response variables, and the Food Insecurity Risk Screening, recommended by the Ministry of Health for use in Primary Health Care to measure exposure. The magnitudes of the associations and their respective 95% confidence intervals (95% CI) between food insecurity levels and mental health conditions, somatic symptoms, depressive thoughts, depressive-anxious mood, and decreased vital energy were estimated, adjusted for sex, age, and family income using Poisson regression with robust variance. The significance level was p<0.05. Results: 634 users who attended the BHU were evaluated, with a mean age of 47.7 ± 13.7 years. The majority of the sample consisted of women (82.9%), earning less than 2 minimum wages - R$2142.00 (62.7%) and self-identifying as mixed race/color (54.4%). The prevalences of mild, moderate, or severe food insecurity and mental health disorders were 15.2%, 16.0%, and 45.0%, respectively. After full adjustment for potential confounders, residing in a household with moderate/severe food insecurity was associated with higher prevalence of mental health disorders (PR: 1.62; 95% CI: 1.35-1.95) compared to those with food security. Additionally, the presence of moderate/severe food insecurity was statistically associated with higher prevalences of all somatic symptoms, depressive thoughts, depressive-anxious mood, and decreased vital energy measured by the SRQ-20 instrument, except for hand tremors (PR 1.09; 95% CI 0.71-1.68). While those residing in households with mild food insecurity remained associated with higher prevalences of mental health disorders (MTDs) and only with the symptoms of being easily startled; lack of interest in things; feeling worthless in their lives; nervousness, tension, or worry; difficulty thinking clearly; and thoughts of ending their lives, compared to those with food security. Conclusion: Both severe/moderate food insecurity are significantly associated with a higher prevalence of MHDs and symptoms related to somatic complaints, depressive thoughts, depressive-anxious mood, and decreased vital energy among primary health care users, albeit with different magnitudes and patterns. This evidence reinforces the need for intersectoral strategies that integrate food security actions and mental health promotion within the scope of public health policies. |
| URI : | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85482 |
| ORCID del autor: | https://orcid.org/0000-0002-7266-4741 |
| Lattes del autor: | http://lattes.cnpq.br/0718785343579667 |
| ORCID del tutor: | https://orcid.org/0000-0001-6695-0365 |
| Lattes del tutor: | http://lattes.cnpq.br/7448180611822118 |
| ORCID del co-asesor: | https://orcid.org/0000-0002-7294-3724 |
| Lattes del co-asesor: | http://lattes.cnpq.br/6861175094371291 |
| Derechos de acceso: | Acesso Embargado |
| Aparece en las colecciones: | PPGSP - Dissertações defendidas na UFC |
Ficheros en este ítem:
| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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