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Tipo: Dissertação
Título: Entre o tempo do sonho e o tempo do mundo: interlocuções entre antropologia e ficção científica em “Floresta é o nome do mundo” (1972), de Ursula K. Le Guin
Autor(es): Dias, Ana Luiza da Silva
Orientador: Almeida, Rafael Antunes
Palavras-chave em português: Ursula K. Le Guin;Floresta é o nome do mundo;Antropologia especulativa;Estudos de ficção científica
Palavras-chave em inglês: The word for world is forest;Speculative anthropology;Science fiction studies
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA
Data do documento: 2025
Citação: DIAS, Ana Luiza da Silva. Entre o tempo do sonho e o tempo do mundo: interlocuções entre antropologia e ficção científica em “Floresta é o nome do mundo” (1972), de Ursula K. Le Guin. 2025. 185 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) - Programa Associado de Pós-Graduação em Antropologia da UNILAB/UFC, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025.
Resumo: A presente dissertação discute as possíveis interlocuções entre Antropologia e Ficção Científica, tendo como objeto o livro “Floresta é o nome do mundo” (“The Word for World is Forest”), da escritora estadunidense Ursula K. Le Guin (1929-2018). De modo a realizar essa investigação, mapeei e analisei produções acadêmicas que conectassem os estudos de ficção científica com discussões antropológicas. Ao longo desse mapeamento, enquanto buscava elos teóricos entre a ficção científica e a Antropologia, tornou-se evidente a recorrência de menções e análises acerca das obras literárias dessa escritora, com a justificativa utilizada por esses autores de que seu contexto familiar teria influenciado a escrita e a criação de mundos nas quais ela engajou durante a carreira – Le Guin era filha de Alfred Kroeber (1876-1960), antropólogo e fundador do departamento de Antropologia em Berkeley, Califórnia, Estados Unidos, no início do século XX. Devido a essa proximidade com a disciplina – embora a própria escritora contestasse tal influência –, alguns autores argumentaram que suas obras de ficção científica poderiam ser caracterizadas como exercícios de “antropologia especulativa”: ou seja, ao especular sobre o futuro, Ursula K. Le Guin compõe cenários e culturas futuristas com atenção semelhante à de um antropólogo produzindo uma etnografia, dando atenção a aspectos como cultura, biologia, política, questões de gênero, etc. De modo a concentrar o escopo desta pesquisa em uma obra literária de Le Guin, elegi “Floresta é o nome do mundo”, de 1972, como objeto de análise, por reunir em si temas abrangidos pela Antropologia, como questões relacionadas ao colonialismo, a encontros violentos entre alteridades e a (des)conexão humana com a natureza. Dentre esses temas, escolhi relacionar com discussões antropológicas a importância do sonho tanto para a constituição do indivíduo Sonhador como para a prática política, e os conflitos que surgem diante da ação de um antropólogo em campo num contexto de colonização. Metodologicamente, reuni literatura que explorasse os diálogos entre Antropologia e Ficção Científica, dando ênfase às produções que analisassem obras de Ursula K. Le Guin, e busquei contribuições clássicas que pudessem oferecer suporte teórico às discussões propostas pela leitura do livro.
Abstract: This dissertation discusses the possible interlocutions between Anthropology and Science Fiction, focusing on the book “The Word for World is Forest”, by the American writer Ursula K. Le Guin (1929-2018). To carry out this investigation, I mapped and analyzed academic works that connect science fiction studies with anthropological discussions. Throughout this mapping, as I searched for theoretical links between science fiction and Anthropology, the recurrence of references to and analyses of this writer’s literary works became evident. The justification commonly offered by these authors is that her family context influenced her writing and the creation of the fictional worlds she developed over her career – Le Guin was the daughter of Alfred Kroeber (1876-1960), an anthropologist and founder of the Anthropology Department at Berkeley, California, in the early twentieth century. Due to this proximity to the discipline – although the writer herself contested such influence – some authors have argued that her science fiction works could be characterized as exercises in “speculative anthropology”: that is, by speculating about the future, Ursula K. Le Guin composes futuristic settings and cultures with an attention similar to that of an anthropologist producing an ethnography, attending to aspects such as culture, biology, politics, gender issues, and so on. In order to narrow the scope of this research to a single literary work by Le Guin, I selected the 1972 novella “The Word for World is Forest” as the object of analysis, since it brings together themes central to Anthropology, such as issues related to colonialism, violent encounters between alterities, and the human (dis)connection with nature. Among these themes, I chose to relate to anthropological discussions the importance of dreaming both for the constitution of the Athshean Dreamer as an individual and for political practice, as well as the conflicts that arise from the actions of an anthropologist in the field within a colonial context. Methodologically, I gathered literature that explores the dialogues between Anthropology and Science Fiction, emphasizing works that analyze Ursula K. Le Guin’s writings, and I sought classical contributions that could offer theoretical support for the discussions proposed through the reading of the book.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84405
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0002-4443-8536
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/4677992993789410
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/9436877886554842
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:PAPGA - Dissertações defendidas na UFC

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