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Campo DC Valor Lengua/Idioma
dc.contributor.advisorAbreu, Mônica Cavalcanti Sá de-
dc.contributor.authorMesquita, Maria do Socorro Silva-
dc.date.accessioned2025-12-19T18:35:30Z-
dc.date.available2025-12-19T18:35:30Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.citationMESQUITA, Maria do Socorro Silva. Contribuições das organizações sociais no enfrentamento dos impactos das energias renováveis e na resistência às assimetrias de poder em comunidades tradicionais. 2025. Tese (Doutorado em Administração e Controladoria) – Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83955-
dc.description.abstractThe climate crisis intensifies the urgency of the energy transition, but the way it has been conducted in Brazil reveals structural contradictions. Renewable energy projects, often presented as sustainable alternatives, have reproduced historical power asymmetries when implemented in the territories of traditional communities. This study analyzed the contributions of Civil Society Organizations (CSOs) in addressing socio-environmental impacts and resisting the inequalities produced by the expansion of wind and solar farms along the coast of Ceará, focusing on the experiences of Amontada and Camocim. The research adopted a qualitative approach grounded in Critical Discourse Analysis (CDA), which made it possible to understand how power relations are produced, legitimized, and contested in the discourses of companies, the State, communities, and CSOs. Fragments of speech, metaphors, modulations, and analogies were examined, highlighting the discursive strategies used either to make territorial and cultural rights invisible or to affirm them. This methodological choice enabled the analysis to capture not only the material impacts of the projects—such as land dispossession, environmental degradation, and restricted access to essential resources—but also the symbolic and identity effects that shape community resistance. The findings reveal that the resistance of traditional communities is not a rejection of the energy transition itself, but a critique of the exclusionary way in which projects are implemented. The absence of free, prior, and informed consultation, the manipulation of information, and the unfulfilled promise of economic benefits reinforce the perception that these initiatives transform territories into “sacrifice zones,” where marginalized populations bear disproportionate socio-environmental costs without fair access to benefits. In this context, CSOs emerge as central actors: they provide legal support, build solidarity networks, dispute dominant development narratives, and connect local agendas to national and international movements for environmental justice. The contribution of CSOs goes beyond mediation: by improving communities’ access to strategic information and strengthening their organizational capacities, they become vectors of political transformation. This process expands community protagonism and consolidates strategies of resistance that combine social mobilization, public protests, legal actions, and political advocacy. These practices configure a multifaceted form of resistance that is projected as a structural struggle for territorial defense and cultural recognition. In this sense, the study confirms the thesis that CSOs are fundamental to mitigating power asymmetries, enhancing resistance, and promoting more democratic debates about the future of the energy transition. The study concludes that the energy transition, to be legitimate, must be built in a participatory, democratic, and socially just way, recognizing diverse knowledge systems and the rights of historically vulnerable populations—otherwise, it will continue to reproduce inequalities and deepen exclusion. Thus, organized civil society is reaffirmed as a crucial force capable of challenging power structures, articulating resistance, and pointing towards an environmental governance that is fair, inclusive, and sustainable. This research advances by demonstrating the potential of CDA for the field of Administration and Controllership, by articulating discourse analysis with issues of socio-environmental governance and social participation. The approach highlights how corporate, institutional, and community strategies intersect in arenas of dispute, allowing Administration to understand not only organizational structures but also the discourses that legitimize or contest power practices. Despite its contributions, the research presents limitations. The focus on Amontada and Camocim restricts the generalization of the results, and the difficulty of accessing institutional and corporate data limited the direct confrontation between community discourses and official records. Nevertheless, these challenges also indicate avenues for future research: expanding the geographical scope of analysis, conducting comparative studies in other regions and countries, exploring the relationship between new energy technologies and environmental justice, and examining the growing transnational articulation of CSOs.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleContribuições das organizações sociais no enfrentamento dos impactos das energias renováveis e na resistência às assimetrias de poder em comunidades tradicionaispt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description.abstract-ptbrA crise climática intensifica a urgência da transição energética, mas a forma como ela vem sendo conduzida no Brasil revela contradições estruturais. Projetos de energia renovável, apresentados como alternativas sustentáveis, têm reproduzido assimetrias históricas de poder quando implantados em territórios de comunidades tradicionais. Este estudo analisou as contribuições das Organizações da Sociedade Civil (OSC) no enfrentamento dos impactos socioambientais e na resistência às desigualdades produzidas pela expansão dos parques eólicos no litoral cearense, com foco nas experiências de Amontada e Camocim. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, fundamentada na Análise Crítica do Discurso, o que possibilitou compreender como se produzem, legitimam e contestam relações de poder nos discursos de empresas, Estado, comunidades e OSC. Foram examinados fragmentos de fala, metáforas, modulações e analogias, evidenciando as estratégias discursivas utilizadas para invisibilizar ou, ao contrário, para afirmar direitos territoriais e culturais. Essa opção metodológica permitiu captar não apenas os impactos materiais dos empreendimentos – como desapropriação de terras, degradação ambiental e restrição ao acesso a recursos essenciais –, mas também os efeitos simbólicos e identitários que marcam a resistência comunitária. Os resultados revelam que a resistência das comunidades tradicionais não é uma recusa à transição energética em si, mas uma crítica à forma excludente como os projetos são implementados. A ausência de consulta prévia, livre e informada, a manipulação de informações e a promessa não cumprida de benefícios econômicos reforçam a percepção de que tais empreendimentos transformam territórios em “zonas de sacrifício”, nas quais populações marginalizadas arcam de forma desproporcional com os custos socioambientais, sem acesso justo aos benefícios. Nesse cenário, as OSC emergem como atores centrais: oferecem suporte jurídico, articulam redes de solidariedade, disputam narrativas de desenvolvimento sustentável e conectam agendas locais a movimentos nacionais e internacionais por justiça ambiental. A contribuição das OSC extrapola o papel de mediadoras: ao qualificarem o acesso das comunidades à informação e ao fortalecerem suas capacidades organizativas, tornam-se vetores de transformação política. Esse processo amplia o protagonismo comunitário e consolida estratégias de enfrentamento que combinam mobilização social, protestos públicos, ações jurídicas e incidência política. Tais práticas configuram uma resistência multifacetada, que se projeta como luta estruturante pela defesa territorial e pelo reconhecimento cultural. Nesse sentido, o estudo confirma a tese de que as OSC são fundamentais para mitigar assimetrias de poder, potencializar a resistência e promover debates mais democráticos sobre os rumos da transição energética. Conclui-se que a transição energética, para ser legítima, deve ser construída de forma participativa, democrática e socialmente justa, reconhecendo a diversidade de saberes e os direitos das populações historicamente vulnerabilizadas – caso contrário, continuará a reproduzir desigualdades, aprofundando cenários de exclusão. Reafirma-se, assim, a centralidade da sociedade civil organizada como força capaz de tensionar estruturas de poder, articular resistências e apontar caminhos para uma governança ambiental justa, inclusiva e sustentável. Esta pesquisa avança ao demonstrar o potencial da ACD para o campo da Administração e Controladoria, ao articular análise discursiva com problemas de governança socioambiental e participação social. A abordagem metodológica ilumina como estratégias empresariais, institucionais e comunitárias se entrecruzam em arenas de disputa, permitindo à Administração compreender não apenas estruturas organizacionais, mas também os discursos que legitimam ou contestam práticas de poder. Apesar das contribuições, a pesquisa apresenta limitações. A concentração em Amontada e Camocim restringe a generalização dos resultados, e a dificuldade de acesso a dados institucionais e corporativos limitou a confrontação direta entre falas comunitárias e registros empresariais. Tais desafios, contudo, também apontam caminhos futuros: ampliar o escopo geográfico da investigação, analisar comparativamente experiências em outros estados e países, explorar a relação entre novas tecnologias energéticas e justiça ambiental, e examinar a crescente articulação transnacional das OSC.pt_BR
dc.subject.ptbrOrganizações da Sociedade Civilpt_BR
dc.subject.ptbrJustiça ambientalpt_BR
dc.subject.ptbrTransição energéticapt_BR
dc.subject.ptbrComunidades tradicionaispt_BR
dc.subject.ptbrAssimetria de poderpt_BR
dc.subject.enCivil Society Organizationspt_BR
dc.subject.enEnvironmental justicept_BR
dc.subject.enEnergy transitionpt_BR
dc.subject.enTraditional communitiespt_BR
dc.subject.enPower asymmetrypt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAOpt_BR
local.author.latteshttps://lattes.cnpq.br/7808914205202035pt_BR
local.advisor.latteshttp://lattes.cnpq.br/0364887644912747pt_BR
local.date.available2025-12-19-
Aparece en las colecciones: PPAC - Teses defendidas na UFC

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