Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83679
Tipo: Tese
Título: Impacto da síndrome respiratória aguda grave nos desfechos de parto prematuro e baixo peso ao nascer em gestantes no Ceará, Brasil, durante a pandemia de COVID-19
Autor(es): Silva Filho, José Quirino da
Orientador: Lima, Aldo Angelo Moreira
Palavras-chave em português: Saúde Pública;COVID-19;SARS-CoV-2;Epidemiologia;Gravidez
Palavras-chave em inglês: Epidemiology;Pregnancy;Public Health;COVID-19;SARS-CoV-2
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA
Data do documento: 2025
Citação: SILVA FILHO, José Quirino da. Impacto da síndrome respiratória aguda grave nos desfechos de parto prematuro e baixo peso ao nascer em gestantes no Ceará, Brasil, durante a pandemia de COVID-19. 2025. Tese (Doutorado em Ciências Médicas) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83679. Acesso em: 04 dez. 2025.
Resumo: No final de 2019, em Wuhan, na China, uma doença viral provocada pelo SARS-CoV-2 se espalhou pelo mundo, levando à declaração da pandemia de COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde. A COVID-19 é uma doença com manifestações clínicas que variam desde infecções assintomáticas até quadros respiratórios graves. Outros dois membros desse gênero foram responsáveis por surtos anteriores de doenças humanas: a síndrome respiratória aguda grave (SARS), causada pelo SARS-CoV, e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), provocada pelo MERS-CoV. Estudos demonstraram que a gravidez é um fator de risco para resultados obstétricos e neonatais adversos de muitas infecções virais respiratórias, demonstrando a importância de analisar o impacto da COVID-19 nos desfechos materno-fetais. Este estudo analisou o impacto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e da COVID-19 em gestantes no estado do Ceará entre 2020 e 2022. Utilizando dados das notificações ao sistema de vigilância de internações por SRAG (SINAN Influenza) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), foram descritas as características clínico-epidemiológicas dos casos de COVID-19 na população e em mulheres grávidas. O estudo comparou dados clínicos-epidemiológicos nas crianças nascidas de gestantes com e sem registro de SRAG e avaliou a gravidade da COVID-19 nas mães de acordo com sintomas e morbidades pré-existentes. Analisamos o impacto dos efeitos materno-fetais prejudiciais de baixo peso ao nascer (<2500 gramas) e nascimento pré-termo (<37 semanas). Os resultados revelaram 2.434 casos de SRAG em gestantes, representando 2% do total de notificações no período. Entre essas gestantes, 72 evoluíram para óbito, com uma taxa de letalidade de 3%. A incidência de COVID-19 em gestantes seguiu a tendência das ondas epidêmicas, com pico de casos em 2021. Crianças nascidas de mães com registro de SRAG durante a epidemia de COVID-19 tiveram 2 vezes mais chances de nascer com baixo peso (OR=2,239; IC 95%=1,683–2,977) ou ser prematuras (OR=2,438; IC 95%=1,920–3,096) em comparação com mães sem registro de SRAG.
Abstract: In late 2019, in Wuhan, China, a viral disease caused by SARS-CoV-2 spread worldwide, leading the World Health Organization to declare the COVID-19 pandemic. COVID-19 is characterized by clinical manifestations ranging from asymptomatic infections to severe respiratory conditions. Two other members of this genus have previously caused outbreaks of human disease: severe acute respiratory syndrome (SARS), caused by SARS-CoV, and Middle East respiratory syndrome (MERS), caused by MERS-CoV. Studies have shown that pregnancy is a risk factor for adverse obstetric and neonatal outcomes from many respiratory viral infections, underscoring the importance of analyzing the impact of COVID-19 on maternal and fetal outcomes. This study analyzed the impact of severe acute respiratory syndrome (SARS) and COVID-19 on pregnant women in the state of Ceará between 2020 and 2022. Using data from notifications to the SARS hospitalization surveillance system (SINAN Influenza) and the Live Birth Information System (SINASC), we described the clinical and epidemiological characteristics of COVID-19 cases in the general population and among pregnant women. The study compared clinical and epidemiological data on children born to pregnant women with and without a history of SARS and assessed the severity of COVID-19 in mothers based on symptoms and pre-existing morbidities. We analyzed the impact of detrimental maternal-fetal outcomes such as low birth weight (<2,500 grams) and preterm birth (<37 weeks). The results revealed 2,434 cases of SARS in pregnant women, representing 2% of total notifications during the study period. Among these pregnant women, 72 died, corresponding to a fatality rate of 3%. The incidence of COVID-19 in pregnant women followed the trend of the epidemic waves, with a peak in 2021. Children born to mothers with a history of SARS during the COVID-19 epidemic were twice as likely to be born with low birth weight (OR = 2.239; 95% CI = 1.683–2.977) or prematurely (OR = 2.438; 95% CI = 1.920–3.096) compared to those born to mothers without a history of SARS.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83679
ORCID do(s) Autor(es): 0000-0002-9619-4553
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/3429470092098322
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0002-0299-1747
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/2153321168945169
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:DMC - Teses defendidas na UFC

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
2025_tese_jqsilvafilho.pdf10,63 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.