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Tipo: Dissertação
Título: Saúde materno-infantil: saberes e práticas do agente comunitário de saúde na visita domiciliar no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde
Autor(es): Pitta, Sylmara Carlos Brito Dos Santos
Orientador: Neto, Ruy de Deus e Mello
Coorientador: Arruda, Carlos André Moura
Palavras-chave em português: Atenção primária à saúde;Saúde materno-infantil;Agentes comunitários de saúde;Visita domiciliar;Políticas públicas de saúde;Avaliação de políticas públicas
Palavras-chave em inglês: Primary health care;Maternal and child health;Community health agents;Home visit;Public health policies;Public policy evaluation
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICAS PUBLICAS
Data do documento: 2025
Citação: PITTA, Sylmara Carlos Brito dos Santos. Saúde materno-infantil: saberes e práticas do agente comunitário de saúde na visita domiciliar no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde. 2025. 81 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Avaliação de Políticas Públicas, Fortaleza, CE, 2025.
Resumo: As Políticas Públicas de Saúde (PPS) têm papel central na promoção da saúde maternoinfantil, buscando reduzir a morbimortalidade e garantir o cuidado integral à mulher e à criança. No Brasil, a Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF) e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), é o principal cenário de implementação dessas políticas, especialmente em comunidades vulneráveis. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) são protagonistas nesse processo, realizando visitas domiciliares para prevenção, promoção da saúde e acompanhamento de gestantes e crianças. No entanto, persistem lacunas no conhecimento e nas práticas desses profissionais quanto à atenção materno-infantil, o que pode comprometer a qualidade da assistência. O presente estudo visa avaliar o conhecimento e as práticas dos agentes comunitários de saúde na atenção materno-infantil durante a visita domiciliar na atenção primária à saúde. Logo, trata-se de estudo qualitativo, sob uso de referencial interpretativo no campo da pesquisa social. Foi realizado no município de Itaitinga/Ceará, no período entre maio e junho de 2005, envolvendo 14 agentes comunitários de saúde atuantes em seis equipes de Saúde da Família selecionadas com base na localização geográfica e presença de vulnerabilidades sociais. A apreensão do material qualitativo foi realizada por meio de grupos focais, nos quais os agentes comunitários de saúde discutiram suas experiências e conhecimentos. Os materiais qualitativos foram analisados utilizando a Análise Temática, buscando identificar padrões e temas relevantes. A análise dos grupos focais revelou que os ACS desempenham papel essencial na identificação precoce de gestantes, na orientação sobre o pré-natal e no acompanhamento contínuo da gestante e da criança. Práticas como a conferência do cartão da gestante, o incentivo à vacinação, a promoção do aleitamento materno e o monitoramento do desenvolvimento infantil foram recorrentes nos relatos. No entanto, também foram evidenciadas dificuldades como a ausência de balanças para aferição de peso, desinteresse das usuárias por ações educativas sem benefício material, resistência ao diagnóstico de infecções sexualmente transmissíveis, e sobrecarga laboral. Outros aspectos identificados incluem a baixa adesão das gestantes adolescentes ao acompanhamento, pouca participação paterna, fragilidade da saúde mental das ACS e a desvalorização da qualidade do atendimento em favor da quantidade de metas cumpridas. Os resultados evidenciaram a complexidade do trabalho dos ACS na atenção materno-infantil e apontaram para a necessidade de valorização institucional de sua atuação. A escuta qualificada, o fortalecimento da rede de apoio às famílias e a revalorização das ações educativas emergem como estratégias fundamentais para qualificar o cuidado. Além disso, torna-se imperativo o investimento em educação permanente e infraestrutura básica, como materiais e instrumentos de trabalho, para garantir que as ações desenvolvidas sejam sustentáveis e eficazes. A pesquisa reforça o papel do ACS como elo entre a comunidade e os serviços de saúde, destacando que o cuidado à saúde materno-infantil deve considerar as especificidades territoriais, socioculturais e emocionais das usuárias, favorecendo uma atenção mais humanizada, integral e resolutiva.
Abstract: Public Health Policies (PPS) play a central role in promoting maternal and child health, aiming to reduce morbidity and mortality and ensure comprehensive care for women and children. In Brazil, Primary Health Care (APS), through the Family Health Strategy (ESF) and the Community Health Agents Program (PACS), serves as the main setting for the implementation of these policies, especially in vulnerable communities. Community Health Agents (ACS) are key players in this process, conducting home visits for prevention, health promotion, and monitoring of pregnant women and children. However, gaps persist in the knowledge and practices of these professionals regarding maternal and child care, which may compromise the quality of assistance. This study aims to evaluate the knowledge and practices of community health agents in maternal and child care during home visits within primary health care. It is therefore a qualitative study, guided by an interpretive framework in the field of social research. The study was conducted in the municipality of Itaitinga, Ceará, involving 14 community health agents working in six Family Health teams selected based on geographic location and presence of social vulnerabilities. The qualitative data were collected through focus groups, in which community health agents discussed their experiences and knowledge. The qualitative materials were analyzed using Thematic Analysis, aiming to identify patterns and relevant themes. The focus group analysis revealed that Community Health Agents (ACS) play a crucial role in the early identification of pregnant women, guidance on prenatal care, and ongoing monitoring of both the mother and child. Practices such as verifying the maternal health card, promoting vaccination, encouraging breastfeeding, and tracking child development were frequently mentioned in participants' accounts. However, several challenges were also identified, including the absence of scales for weighing, users' lack of interest in educational activities that offer no material benefit, resistance to sexually transmitted infection diagnoses, and workload overload. Other aspects observed include low adherence among adolescent pregnant women, limited paternal involvement, fragility in ACS mental health, and the devaluation of service quality in favor of meeting quantitative targets. The results highlighted the complexity of ACS work in maternal and child care and pointed to the need for institutional recognition of their contributions. Active listening, strengthening family support networks, and revaluing educational initiatives emerge as fundamental strategies to improve care quality. Moreover, investment in continuing education and basic infrastructure, such as materials and working tools, is essential to ensure that implemented actions are sustainable and effective. The research reinforces the role of ACS as a bridge between the community and health services, emphasizing that maternal and child health care must take into account users’ territorial, sociocultural, and emotional specificities, promoting more humanized, comprehensive, and effective care.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/82733
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/3795138836635188
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/6766154341629596
Currículo Lattes do Coorientador: http://lattes.cnpq.br/9475347288545728
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:MAPP - Dissertações defendidas na UFC

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