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Tipo: Artigo de Periódico
Título: A influência de variáveis ambientais na distribuição de manguezais no Nordeste do Brasilrdeste do Brasil.
Autor(es): Sá, Ana Caroline Damasceno Souza de
Pinheiro, Lidriana
Palavras-chave em português: Bosque de mangue;Apicum;Costa semiárida do Brasil
Palavras-chave em inglês: Mangrove forests;Salt flats;Brazilian semi-arid coast
Data do documento: 2025
Instituição/Editor/Publicador: Sociedade & Natureza
Citação: SÁ, Ana Caroline Damasceno Souza de; PINHEIRO, Lidriana. A influência de variáveis ambientais na distribuição de manguezais no Nordeste do Brasil. Sociedade & Natureza, v. 37, p. 1-16, 2025. Disponível em: DOI: 10.14393/SN-v37-2025-72756. Acesso em: 15 abr. 2025.
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo espacializar os manguezais e correlacioná-los com variáveis ambientais, a fim de verificar se existe variação na distribuição dos bosques de mangue e apicum em áreas com diferentes padrões de precipitação e períodos de seca dentro de uma mesma região brasileira. Foram utilizadas imagens do satélite CBERS-4A e vetorização manual dos polígonos de bosques de mangues e apicuns no software QGIS v. 3.10.14, além de trabalhos de campo. A análise de Correlação de Pearson, realizada no software RStudio, considerou variáveis como precipitaçã o, meses secos, espécies de mangue, fragmentação e tamanho da área. Os resultados indicam que a variação na precipitação e o número de meses secos têm uma forte influência na distribuição dos manguezais. Por exemplo, no estuário hipersalino Piranhas-Açu (RN), observou-se uma grande fragmentação dos bosques de mangue, com 1.379 polígonos mapeados em uma área de 2.396 ha, recebendo 500 mm de precipitação anual e 8 meses secos. Já nos estuários de Timonha (CE) e Itarema (CE), com 1.000 mm de chuva e 6 meses secos, foram identificados 131 e 118 polígonos, respectivamente, em 2.482 e 1.093 ha. Em contrapartida, o estuário do rio Mamanguape (PB), com a maior precipitação anual de 1.750 mm e apenas 3 meses secos, tem uma distribuição de 4.256 ha em 24 polígonos. Em relação aos apicuns, o Piranhas-Açu (RN) apresenta uma fragmentação de 674 polígonos em uma área de 4.858 ha e o estuário do rio Mamanguape (PB) seis polígonos mapeados em uma área de 2,4 ha. A pesquisa destaca os impactos de variáveis climáticas na distribuição dos manguezais, bem como a interferência antrópica no uso do solo devido a atividades econômicas e os efeitos negativos da fragmentação, ressaltando a importância da conservação e manejo adequado desses ecossistemas vitais.
Abstract: This research aims to spatialize mangroves and correlate them with environmenta l variables, exploring potential variation in the distribution of mangrove and salt flat forests in relation to areas with different rainfall patterns and drought periods withinthe same Brazilian region. CBERS-4A satellite images and manual vectorization of mangrove and apicum forest polygons in QGIS v. 3.10.14 software were used, as well as fieldwork. Pearson's correlation analysis, carried out using RStudio software, considered variables such as rainfall, dry months, mangrove species, fragmentation, and area size. The results indicate that variations in rainfall and the number of dry months have a strong influence on the distribution of mangroves. For example, in the Piranhas-Açu hypersaline estuary (RN), a large fragmentation of mangrove forests was observed, with 1.379 polygons mapped in an area of 2.396 ha, receiving 500 mm of annual rainfall and having 8 dry months. In the Timonha (CE) and Itarema (CE) estuaries, with 1000 mm of rain and 6 dry months, 131 and 118 polygons were identified, respectively, on 2482 and 1093 ha. In contrast, the Mamanguape River estuary (PB), with the highest annual rainfall of 1750 mm and only 3 dry months, has a distribution of 4256 ha in 24 polygons. As for the salt flats, the Piranhas-Açu (RN) has a fragmentation of 674 polygons in an area of 4858 ha and the Mamanguape River estuary (PB) has six polygons mapped in an area of 2.4 ha. The research highlights the impacts of climatic variables on the distribution of mangroves, anthropogenic interference in land use due to economic activities and the negative effects of fragmentation, underscoring the importance of conservation and proper management of these vital ecosystems
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80484
ISSN: 1982-4513ArtigosA influência de variáveis ambientais na distribuição de manguezais no Nordeste do BrasilThe Influence of Environmental Variables on the Distribution of Mangroves in Northeast BrazilAna Caroline Damasceno Souza de Sá1Lidriana Pinheiro2Palavras-chaveBosque de mangue Apicum Costa semiárida do BrasilBiogeografia de manguezaisResumoEsta pesquisa tem como objetivo espacializar os manguezais e correlacioná-los com variáveis ambientais, a fim de verificar se existe variação na distribuição dos bosques de mangue e apicum em áreas com diferentes padrões de precipitação e períodos de seca dentro de uma mesma região brasileira. Foram utilizadas imagens do satélite CBERS-4A e vetorização manual dos polígonos de bosques de mangues e apicuns no software QGIS v. 3.10.14, além de trabalhos de campo. A análise de Correlação de Pearson, realizada no software RStudio, considerou variáveis como precipitaçã o, meses secos, espécies de mangue, fragmentação e tamanho da área. Os resultados indicam que a variação na precipitação e o número de meses secos têm uma forte influência na distribuição dos manguezais. Por exemplo, no estuário hipersalino Piranhas-Açu (RN), observou-se uma grande fragmentação dos bosques de mangue, com 1.379 polígonos mapeados em uma área de 2.396 ha, recebendo 500 mm de precipitação anual e 8 meses secos. Já nos estuários de Timonha (CE) e Itarema (CE), com 1.000 mm de chuva e 6 meses secos, foram identificados 131 e 118 polígonos, respectivamente, em 2.482 e 1.093 ha. Em contrapartida, o estuário do rio Mamanguape (PB), com a maior precipitação anual de 1.750 mm e apenas 3 meses secos, tem uma distribuição de 4.256 ha em 24 polígonos. Em relação aos apicuns, o Piranhas-Açu (RN) apresenta uma fragmentação de 674 polígonos em uma área de 4.858 ha e o estuário do rio Mamanguape (PB) seis polígonos mapeados em uma área de 2,4 ha. A pesquisa destaca os impactos de variáveis climáticas na distribuição dos manguezais, bem como a interferência antrópica no uso do solo devido a atividades econômicas e os efeitos negativos da fragmentação, ressaltando a importância da conservação e manejo adequado desses ecossistemas vitais.KeywordsMangrove forests Salt flats Brazilian semi-arid coast Mangrove biogeographyAbstractThis research aims to spatialize mangroves and correlate them with environmenta l variables, exploring potential variation in the distribution of mangrove and salt flat forests in relation to areas with different rainfall patterns and drought periods withinthe same Brazilian region. CBERS-4A satellite images and manual vectorization of mangrove and apicum forest polygons in QGIS v. 3.10.14 software were used, as well as fieldwork. Pearson's correlation analysis, carried out using RStudio software, considered variables such as rainfall, dry months, mangrove species, fragmentation, and area size. The results indicate that variations in rainfall and the number of dry months have a strong influence on the distribution of mangroves. For example, in the Piranhas-Açu hypersaline estuary (RN), a large fragmentation of mangrove forests was observed, with 1.379 polygons mapped in an area of 2.396 ha, receiving 500 mm of annual rainfall and having 8 dry months. In the Timonha (CE) and Itarema (CE) estuaries, with 1000 mm of rain and 6 dry months, 131 and 118 polygons were identified, respectively, on 2482 and 1093 ha. In contrast, the Mamanguape River estuary (PB), with the highest annual rainfall of 1750 mm and only 3 dry months, has a distribution of 4256 ha in 24 polygons. As for the salt flats, the Piranhas-Açu (RN) has a fragmentation of 674 polygons in an area of 4858 ha and the Mamanguape River estuary (PB) has six polygons mapped in an area of 2.4 ha. The research highlights the impacts of climatic variables on the distribution of mangroves, anthropogenic interference in land use due to economic activities and the negative effects of fragmentation, underscoring the importance of conservation and proper management of these vital ecosystems.
Currículo Lattes do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0003-1037-5685
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
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