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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/51118
Tipo: | Artigo de Periódico |
Título : | O mistério do Pavão Misterioso |
Autor : | Tavares Júnior, Luiz |
Palabras clave : | Resende, José Camelo de Melo, 1885-1964. O Pavão Misterioso (Cordel - 1923);Literatura de cordel;Literatura de cordel brasileira;Cultura popular |
Fecha de publicación : | 1974 |
Editorial : | Revista de Comunicação Social |
Citación : | TAVARES JÚNIOR, Luiz. O mistério do Pavão Misterioso. Revista de Comunicação Social, Fortaleza (CE), v. 4, n. 2, p. 24-34, 1974. |
Resumen en portugués brasileño: | O Pavão Misterioso é um folheto famoso, dentro da Literatura de Cordel. Minhas preocupações com ela levaram-me, então, a tentar uma leitura deste folheto, hoje, um clássico, em seu gênero. Apoiar-me-ei mui amplamente em princípios barthesianos, cuja diretriz fundamental consiste em deixar o poema falar, através de seus símbolos, sem temor do personalismo do crítico, que se inspira num subjetivismo comprometido com o texto, cujo enigma será desvendado, através do deciframento dos vários códigos, em que se cifra a mensagem. De autoria de José Camelo de Melo, na afirmação do folhetinista Azulão, colhida no Mercado de São Cristóvão, o poema compõe-se de 141 estrofes. Estrutura-se nos moldes da versificação popular mais corrente, a saber, utilização de sextilhas, com versos de sete sílabas, rima consoante, com a seguinte disposição, ABCBDB, como se pode ver na primeira sextilha, cujo esquema métrico se repete em todas elas: Eu vou contar a história/Dum pavão misterioso/Que levantou vôo da Grécia/Com um rapaz corajoso/Raptando a uma Condessa/Filha dum Conde orgulhoso. O poema é uma narrativa, criada pela imaginação do poeta, que não se afasta dos modelos da narrativa nordestina da Literatura de Cordel. Reproduz as estruturas das histórias populares. Retoma os mesmos caminhos, emprega os mesmos processos estéticos. Não se afasta dos topoi estilísticos e temáticos, que constituem o enlevo do povo, cujas frustrações se vêem compensadas no relato de riquezas, na descrição de belezas femininas, na alusão a castigos de ricos orgulhosos, na exaltação dos humildes e nas aventuras de jovens casais, cujo amor tropeça em obstáculo superior, advindo da oposição dos pais, da diferença de classe social, ou de força superior. Todo este quadro ficcional se codifica na primeira estrofe, que, à semelhança de um "argumento", propõe o assunto a ser narrado. |
URI : | http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/51118 |
Derechos de acceso: | Acesso Aberto |
Aparece en las colecciones: | DCSO - Artigos publicados em revistas científicas |
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