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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87152| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Ensino de história e narrativas visuais: racismo ambiental e a construção do pertencimento no Jangurussu, em Fortaleza |
| Autor(es): | Vieira, Jéssica de Santana |
| Orientador: | Jesus, Leandro Santos Bulhões de |
| Palavras-chave em português: | Ensino de História;Racismo ambiental;Narrativas visuais;Pertencimento;Jangurussu;Educação antirracista |
| Palavras-chave em inglês: | History teaching;Environmental racism;Visual narratives;Belonging;Anti-racist Education |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| Data do documento: | 2026 |
| Citação: | VIEIRA, Jéssica de Santana. Ensino de história e narrativas visuais: racismo ambiental e a construção do pertencimento no Jangurussu, em Fortaleza. 2026. 206 f. Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em Ensino de História, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. |
| Resumo: | Esta dissertação investiga o racismo ambiental e as narrativas visuais no Jangurussu, em Fortaleza, a partir da análise da série “Catadores do Jangurussu”, de Descartes Gadelha, e do Acervo e Museu Uma Filomena, de Leo Silva. No campo do ensino de História, examina como aulas-oficina em espiral, com turmas do 6o ao 9o ano, podem mobilizar consciência histórica e racial e contribuir para a construção de pertencimento ao território. Tem como objetivo geral propor e analisar uma abordagem de ensino de História, nos anos finais do Ensino Fundamental, que toma a história do Jangurussu à luz do racismo ambiental e culmina na elaboração de um caderno didático voltado para o fortalecimento da consciência histórica, da consciência racial e das práticas de cidadania dos/as estudantes. A análise articula o conceito de racismo ambiental à discussão sobre pertencimento, memória e território (bell hooks; Maria Beatriz Nascimento), dialogando com a educação antirracista no ensino de História, analisando a implementação das leis no 10.639/2003 e no 11.645/2008 e com as contribuições de Paulo Freire e Isabel Barca para uma prática pedagógica crítica e participativa. Metodologicamente, a proposta organiza-se em aulas-oficina em espiral, que articulam ver, lembrar, questionar e produzir sobre o Jangurussu, suas memórias e lutas, e cocriam o caderno didático “Jangurussu por nós: Do lixão à resistência”, elaborado coletivamente como exemplo de material que vincula história local, racismo ambiental e educação antirracista. Conclui-se que o Jangurussu, historicamente marcado pelo racismo ambiental, pode ser apropriado como objeto de ensino de História capaz de produzir pertencimento e consciência histórica e racial. Ao articular memória local, narrativas visuais e aulas-oficina em espiral, a pesquisa contribui para o ensino de História ao oferecer um exemplo concreto de material didático e de prática pedagógica que disputam memórias e desafiam narrativas oficiais sobre territórios periféricos. |
| Abstract: | This dissertation investigates environmental racism and visual narratives in Jangurussu, a neighborhood in Fortaleza, through the analysis of the series Catadores do Jangurussu, by Descartes Gadelha, and the Acervo e Museu Uma Filomena (AMUF), created by Leo Silva. Within the field of History teaching, it examines how spiral workshop classes developed with students from the 6th to the 9th grades can mobilize historical and racial consciousness and contribute to the construction of a sense of belonging to the territory. The general objective is to propose and analyze an approach to History teaching in the final years of Elementary Education that addresses the history of Jangurussu in light of environmental racism and culminates in the development of a didactic notebook aimed at strengthening students’ historical consciousness, racial consciousness, and citizenship practices. The analysis articulates the concept of environmental racism with discussions on belonging, memory, and territory (bell hooks; Maria Beatriz Nascimento), while also engaging with anti-racist education in History teaching (Laws No. 10.639/2003 and No. 11.645/2008) and with the contributions of Paulo Freire and Isabel Barca to a critical and participatory pedagogical practice. Methodologically, the proposal is organized into spiral workshop classes structured around seeing, remembering, questioning, and producing knowledge about Jangurussu, its memories, and its struggles. These activities culminated in the co-creation of the didactic notebook Jangurussu por nós: Do lixão à resistência (“Jangurussu by Us: From the Dump to Resistance”), collectively developed as an example of educational material linking local history, environmental racism, and anti- racist education. The study concludes that Jangurussu, historically marked by environmental racism, can be appropriated as an object of History teaching capable of fostering belonging as well as historical and racial consciousness. By articulating local memory, visual narratives, and spiral workshop classes, the research contributes to History teaching by offering a concrete example of didactic material and pedagogical practice that dispute memories and challenge official narratives about peripheral territories. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87152 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/9751792533396223 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org.br/0000-0002-7735-1015 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/1892221694481474 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PROFHISTÓRIA - Dissertações defendidas na UFC |
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