Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86127| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Avaliação do impacto dos traumas perineais severos no assoalho pélvico: estudo de coorte |
| Autor(es): | Garcia, Carolina de Alencar Ohi |
| Orientador: | Neto, José Ananias Vasconcelos |
| Palavras-chave em português: | Complicações do trabalho de parto;Parto;Qualidade de vida;Incontinência urinária;Dor pélvica;Sexualidade;Oásis |
| Palavras-chave em inglês: | Parturition;Obstetric Labor Complications;Quality of Life;Urinary Incontinence;Pelvic Pain;Oases;Sexuality |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::SAUDE MATERNO-INFANTIL |
| Data do documento: | 2024 |
| Citação: | GARCIA, Carolina de Alencar Ohi. Avaliação do impacto dos traumas perineais severos no assoalho pélvico: estudo de coorte. 2024. 84 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde da Mulher e da Criança) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/86127. Acesso em: 05 maio 2026. |
| Resumo: | Objetivos: as lesões obstétricas perineais severas (OASIS) estão relacionadas com importante impacto negativo na qualidade de vida de quem as sofre. Tais impactos podem ocorrer em decorrência de uma série de sintomas, como a incontinência anal (IA), dor, distúrbios na sexualidade entre outros. O presente estudo avaliou a incidência das OASIS, a prevalência dos sintomas urinários, intestinais e sexuais, bem como seus impactos na qualidade de vida, de uma população de mulheres atendidas em hospital terciário localizado no nordeste brasileiro. Métodos: foi realizado um estudo de coorte no período de julho de 2022 a janeiro de 2024, com mulheres que sofreram OASIS durante o parto (grupo com OASIS), estas foram comparadas com o grupo controle (grupo sem OASIS), e foram excluídas aquelas que possuíam sintomas de disfunção do assoalho pélvico (DAP) prévios. Questionários específicos (Pelvic Floor Distress Inventory PFDI – 20, Pelvic Floor Impact Questionnaire - PFIQ, Índice de Função Sexual Feminina - FSFI, e Short Form SF – 36) foram aplicados presencialmente, durante a internação (T0), pela pesquisadora e/ou bolsistas da UFC, e de maneira virtual (whatsapp, mensagem de texto) ou através de contato telefônico, três (T1) e seis (T2) meses após o parto. O banco de dados foi estruturado em planilha de Excel® e avaliados quanto a distribuição da normalidade através do teste de Kolmogorov Smirnov. As conclusões tiveram como base os valores de p usando a faixa de corte tradicional de 5%, e a análise descritiva das variáveis se deu por tabelas e gráficos. Resultados: a incidência de OASIS no período estudado foi de 1,2%. A primiparidade (p=0,03), a analgesia peridural (p=0,041), o uso do vácuo-extrator (p=0,046), e o maior peso do recém-nascido (RN) (p=0,002) estiveram associados com um maior risco de OASIS. Os sintomas urinários estiveram mais prevalentes no grupo com OASIS apenas em T1 (p=0,01), bem como a incontinência urinária (IU), que se mostrou mais prevalente apenas no T1 (p=0,047). Já os sintomas intestinais estavam mais associados com as OASIS em T0 (p=0,008) e T1 (p=0,04), e a incontinência anal (IA) mostrou prevalência de 2,4% ao final do estudo. Os sintomas pélvicos foram semelhantes em ambos os grupos. No SF – 36, observou-se melhora na qualidade de vida ao longo do tempo. Ambos os grupos se mostraram disfuncionais quanto a sexualidade, com pontuações abaixo do ponto de corte ao longo de todo o estudo, apesar da melhora observada. A dor e a excitação foram piores no grupo com OASIS em T2 (p=0,037 e p=0,013 respectivamente). No PFDI-20, os sintomas intestinais, urinários e o escore total foram piores no grupo com OASIS no T1 (p=0,014, p=0,005, p=0,006), e em T2 somente o escore total foi pior (p=0,048). Os sintomas urinários, intestinais e gerais ocasionaram maior impacto negativo na qualidade de vida do grupo com OASIS em T2 (p=0,028, p=0,04, p=0,017). Conclusão: fatores de risco para o surgimento das OASIS foram identificados, bem como os impactos, físicos e na qualidade de vida, que tais lesões ocasionam a essas mulheres. Houve associação da OASIS com dor pélvica, IU, e disfunções sexuais. |
| Abstract: | Objectives: Severe obstetric perineal injuries (OASIS) are related to a significant negative impact on the quality of life of those who suffer them. Such impacts can occur as a result of a series of symptoms, such as anal incontinence (AI), pain, sexual disorders, among others. The present study evaluated the incidence of OASIS, the prevalence of urinary, intestinal and sexual symptoms, as well as their impact on quality of life, in a population of women treated at a tertiary hospital located in northeastern Brazil. Methods: a cohort study was carried out from July 2022 to January 2024, with women who suffered OASIS during childbirth (group with OASIS), these were compared with the control group (group without OASIS), and those who had previous symptoms of pelvic floor dysfunction (PAD). Specific questionnaires (Pelvic Floor Distress Inventory PFDI – 20, Pelvic Floor Impact Questionnaire - PFIQ, Female Sexual Function Index - FSFI, and Short Form SF – 36) were applied in person, during hospitalization (T0), by the researcher and/or UFC fellows, and virtually (Whatsapp, text message) or via telephone contact, three (T1) and six (T2) months after birth . The database was structured in an Excel® spreadsheet and evaluated for normality distribution using the Kolmogorov Smirnov test. The conclusions were based on p values using the traditional cutoff range of 5%, and the descriptive analysis of the variables was carried out using tables and graphs. Results: the incidence of OASIS in the studied period was 1.2%. Primiparity (p=0.03), epidural analgesia (p=0.041), use of a vacuum extractor (p=0.046), and greater newborn (NB) weight (p=0.002) were associated with a greater risk of OASIS. Urinary symptoms were more prevalent in the group with OASIS only at T1 (p=0.01), as well as urinary incontinence (UI), which was more prevalent only at T1 (p=0.047). Intestinal symptoms were more associated with OASIS at T0 (p=0.008) and T1 (p=0.04), and anal incontinence (AI) showed a prevalence of 2.4% at the end of the study. Pelvic symptoms were similar in both groups. In SF – 36, an improvement in quality of life was observed over time. Both groups were dysfunctional in terms of sexuality, with scores below the cutoff point throughout the study, despite the improvement observed. Pain and excitement were worse in the group with OASIS at T2 (p=0.037 and p=0.013 respectively). In the PFDI-20, intestinal and urinary symptoms and the total score were worse in the group with OASIS at T1 (p=0.014, p=0.005, p=0.006), and at T2 only the total score was worse (p=0.048). Urinary, intestinal and general symptoms had a greater negative impact on the quality of life of the group with OASIS at T2 (p=0.028, p=0.04, p=0.017). Conclusion: risk factors for the emergence of OASIS were identified, as well as the physical and quality of life impacts that such injuries cause to these women. There was an association of OASIS with pelvic pain, UI, and sexual dysfunctions. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86127 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/1355223149951055 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/9146236822602311 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | MPSMC - Dissertações defendidas na UFC |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| 2024_dis_caogarcia.pdf | 1,78 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.