Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79898| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Catalisar o sensível: uma cartografia dos afetos no cárcere |
| Autor(es): | Nogueira, Beatriz Machado Alves |
| Orientador: | Gorczevski, Deisimer |
| Palavras-chave em português: | Artes no cárcere;Cartografia;Invenção de si;Filosofia da diferença;Alteridade |
| Palavras-chave em inglês: | Arts in prison;Cartography;Self-invention;Fhilosophy of difference;Otherness |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES |
| Data do documento: | 2024 |
| Citação: | NOGUEIRA, Beatriz Machado Alves. Catalisar o sensível: uma cartografia dos afetos no cárcere. 2025. 132 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. |
| Resumo: | Esta pesquisa nasceu e se desenvolveu pela nutrição de um solo inquieto sobre as prisões dos corpos e da energia pulsional de vida. A dissertação foi cultivada com base crítica, artística e filosófica para a questão da alteridade, da imagem do outro. Imagem essa criada por um sujeito e insistentemente reelaborada a partir da imagem de si e da relação que se criou com este que é o "outro". Experienciar a partilha com aquele que tem muito a falar, a libertar. Criar, com relatos ensaísticos, após anos de convivência com a temática do cárcere, adentrando às grades de algumas prisões brasileiras, com hora para retornar para a liberdade do corpo, em conjunto com minha produção fotográfica intra e extramuros, faz pensar sobre como todo esse cenário é montado em nosso contemporâneo dentro e fora do cárcere. Mergulho em uma criação estética da linguagem e da imagem como prática política e de existência coletiva. Seguindo, pergunto quais são as potencialidades ativas e quais são os limites para uma pesquisa que perpassa pelos relatos de vivências no cárcere e pela criação de imagens em ambiente de privação de liberdade em sobreposição ou colagens com cenas que convoquem o paradoxo para o pensamento: a liberdade, o inconsciente imagético e a natureza em ato. Nesse processo, percebo como funciona a dinâmica no campo da macrofísica e da microfísica da violência (HAN, 2017) criando um jogo entre o real e o ficcional, como forma crítica da violência que se alimenta dos dispositivos biopolíticos (FOUCAULT, 2014) que regulam as visualidades da experiência violenta e o imaginário que criamos e disseminamos a partir das imagens, corpos e espaços em contextos de marginalização na contemporaneidade. Por fim, trago a importância dos afetos na pesquisa e na escrita acadêmica, já que fui guiada justamente por eles, pelos incômodos e paradoxos que a pesquisa com o cárcere suscita. Por perdurar fora da zona de conforto durante boa parte desse trajeto, passo a entender que é este estado de afetação que dá forças para exercitar o estado de alteridade necessário para sustentarmos as práticas e o estado de micropolítica necessário no contemporâneo. |
| Abstract: | This research was born and developed by nourishing a restless soil on the prisons of bodies and the instinctual energy of life. The dissertation was cultivated with a critical, artistic and philosophical basis for the question of otherness, of the image of the other. This image is created by a subject and insistently reworked based on the image of oneself and the relationship that one has created with this "other". Experiencing sharing with someone who has much to say, to free. Creating, with essayistic reports, after years of living with the theme of imprisonment, entering the bars of some Brazilian prisons, with time to return to the freedom of the body, together with my photographic production inside and outside the walls, makes one think about how this entire scenario is set up in our contemporary world inside and outside of prison. I immerse myself in an aesthetic creation of language and image as a political practice and collective existence. Next, I ask what are the active potentialities and what are the limits for a research that goes through the reports of experiences in prison and the creation of images in an environment of deprivation of liberty in overlapping or collages with scenes that call the paradox to thought: freedom, the unconscious imagery and nature in action. In this process, I perceive how the dynamics in the field of macrophysics and microphysics of violence (HAN, 2017) work, creating a game between the real and the fictional, as a critical form of violence that feeds on the biopolitical devices (FOUCAULT, 2014) that regulate the visualities of the violent experience and the imaginary that we create and disseminate from images, bodies and spaces in contexts of marginalization in contemporary times. Finally, I bring up the importance of affects in academic research and writing, since I was guided precisely by them, by the discomforts and paradoxes that research with prison raises. By remaining outside of my comfort zone for much of this journey, I come to understand that it is this state of affectation that gives me the strength to exercise the state of alterity necessary to sustain the practices and state of micropolitics necessary in contemporary times. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79898 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0009-0005-4363-8711 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/9460656282051370 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0002-7433-8798 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/8038568167789231 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGARTES - Dissertações defendidas na UFC |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| 2024_dis_bmanogueira.pdf | 7,57 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.