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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79231
Tipo: | Dissertação |
Título: | Perfil socioeconômico, obstétrico e clínico de mulheres gestantes HIV positivas: os casos de uma maternidade de referência em Fortaleza–CE |
Autor(es): | Saunders, Anuzia Lopes |
Orientador: | Amaral, João Joaquim Freitas do |
Palavras-chave em português: | Gestante;HIV;Grupos Raciais;Estudos Transversais |
Palavras-chave em inglês: | Pregnant Women;HIV;Racial Groups;Cross-Sectional Studies |
CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE |
Data do documento: | 2023 |
Citação: | SAUDERS, Anuzia Lopes. Perfil socioeconômico, obstétrico e clínico de mulheres gestantes HIV positivas: os casos de uma maternidade de referência em Fortaleza–CE. 2023. 42 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde da Mulher e da Criança) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2023. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/79231. Acesso em: 24 dez. 2023. |
Resumo: | Este trabalho teve por finalidade descrever o perfil socioeconômico, obstétrico e clínico de mulheres gestantes soropositivas para o vírus HIV, em uma maternidade de referência em Fortaleza – CE. Metodologia:estudoepidemiológicodescritivo, com corte transversal, realizado em uma maternidade de referência terciária, no ano de 2020. A população do estudo são mulheres grávidas com diagnóstico de HIV positivo. A coleta dos dados foi por meio de entrevista com auxílio de questionários estruturados e consolidados na ferramenta Google Forms. A apresentação dos dados se deu por meio de gráficos e tabelas, divididos em 3 eixos temáticos: dados socioeconômicos, perfil obstétrico e situação clínica da infecção pelo vírus HIV. Resultados: foram entrevistadas 75 gestantes, destas 33,3% eram oriundas de Fortaleza e as demais provenientes do interior do estado. 62,7% tinham entre 18 e 30 anos de idade, a maioria da raça/cor parda, com ensino fundamental completo e união estável sem formalização, a principal fonte de renda é por meio de programas social. No momento da entrevista 49,3% das gestantes estavam no 2º trimestre gestacional, 82,7% eram multíparas, 64% tinham entre 1 e 2 filhos, e 34,6% das gestantes apresentavam risco aumentado para complicações obstétricas.A via de parto mais desejada entre as entrevistas foi a via vaginal com 56%. Das pesquisadas, 64% já possuíam diagnóstico da infecção pelo HIV antes da atual gestação, dessas, 45,8% foram diagnosticadas na gestação anterior.No compartilhamento do diagnóstico com a parceria sexual, 89,3% já haviam compartilhado a sorologia com o parceiro, 76% tinham ciência da condição sorológica do parceiro, e destes 35,1% têm sorologia positiva para o HIV. Foi observado que 65% das pacientes possuíam vinculação com a maternidade e um serviço de atenção especializada. Nas condições clínicas das entrevistadas mais da metade, 52,4%, possuíam boa contagem de células CD4 e 76,3% encontravam-se com a carga viral indetectável, destacamos que esses dados não são expresivos, visto que, menos da metade das mulheres tinham os dois exames registrados em prontuário; 64% das entrevistadas já faziam uso da terapia medicamentosa. Vinte e uma mulheres iniciaram a TARV na atual gestação, destas 52,4%, entre a 13º e 20ª semana gestacional. Outras 6 gestantes ainda aguardavam prescrição para o início da terapia. Apenas 37,5% receberam orientações sobre planejamento reprodutivo seguro. Conclusão:concluimos que as políticas a prevenção ao HIV/Aids em mulheres devem ser concentradas ainda no período pré concepção, com oferta de exames periódicos, e orientações sobre redução de danos, pois indetificamos que ainda há falhas no diagnóstico precoce. Outro ponto importante é o manejo clínico das gestantes com diagnóstico; orientá-las quanto a concepção segura, quanto a redução dos risco da transmissão vertical, empoderá-las a gestar de forma segura e saudável, além de garantir uma assistência pré-natal com exames e tratamentos oportunos. Só assim iremos frear a cadeia da trasmissão e alcançar os indicadores almejados de eliminação da transmissão vertical do HIV, considerando que esse agravo é evitável quando ofertado as condições necessárias e oportunas para a mãe e seu filho. |
Abstract: | This work aimed to describe the socioeconomic, obstetric and clinical profile of HIV-positive pregnant women in a reference maternity hospital in Fortaleza - CE. Methodology: A descriptive, cross-sectional epidemiological study carried out in a tertiary reference maternity hospital in 2020. The study population consisted of pregnant women diagnosed with HIV. Data collection was through interviews with the aid of a structured and consolidated questionnaire in the Google Forms tool. The presentation of data is through graphs and tables, divided into 3 thematic axes: socioeconomic data, obstetric profile and clinical situation of HIV infection. Results: 75 pregnant women were interviewed, of which 33.3% were from Fortaleza and the others from the interior of the state. 62.7% were between 18 and 30 years old, the majority of mixed race/color, with complete primary education and stable union without formalization, the main source of income is through social programs. At the time of the interview, 49.3% of the pregnant women were in the 2nd trimester of pregnancy, 82.7% were multiparous, 64% had between 1 and 2 children and 34.6% of the pregnant women were at increased risk for obstetric complications. The most desired mode of delivery among the interviews was the vaginal route with 56%. Of those surveyed, 64% had already been diagnosed with HIV infection before the current pregnancy, of which 45.8% were diagnosed in the previous pregnancy. In sharing the diagnosis with the sexual partner, 89.3% had already shared the serology with the partner, 76% were aware of the serological condition of the partner and of these 35.1% have positive serology for HIV. It was observed that 65% of the patients had a connection with the maternity and a specialized care service. In the clinical conditions of the interviewees, more than half, 52.4%, had a good CD4 cell count and 76.3% had an undetectable viral load, we emphasize that these data are not expressive, since less than half of the women had both exams recorded in their medical records. 64% of the interviewees were already using drug therapy. Twenty-one women started ART in the current pregnancy, of which 52.4% between the 13th and 20th gestational week. Another 6 pregnant women were still waiting for a prescription to start therapy. Only 37.5% received guidance on safe reproductive planning. Conclusion: We conclude that HIV/AIDS prevention policies in women should still be concentrated in the pre-conception period, offering periodic exams, and guidance on harm reduction, as we identified that there are still flaws in early diagnosis. Another important point is the clinical management of pregnant women with the diagnosis; guiding them regarding safe conception, reducing the risk of vertical transmission, empowering them to carry out safe and healthy pregnancies, in addition to guaranteeing prenatal care with timely exams and treatment. This is the only way we will stop the transmission chain and achieve the desired indicators of eliminating vertical transmission of HIV, considering that this problem is preventable when the necessary and timely conditions are offered for the mother and her child. |
URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79231 |
Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/5218842497389990 |
Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
Aparece nas coleções: | MPSMC - Dissertações defendidas na UFC |
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