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Tipo: Dissertação
Título: Experiências depressivas na perspectiva humanista de Carl Rogers: pesquisas teóricas e proposições conceituais
Título em inglês: Depressive experiences from the humanistic perspective of Carl Rogers: theoretical studies and conceptual propositions
Autor(es): Souza, Andressa Silvino de
Orientador: Castelo Branco, Paulo Coelho
Palavras-chave em português: Carl Rogers;Depressão;Psicopatologia;Terapia centrada na pessoa
Palavras-chave em inglês: Depression;Person-centred therapy;Psychopathology
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Data do documento: 2026
Citação: SOUZA, Andressa Silvino de. Experiências depressivas na perspectiva humanista de Carl Rogers: pesquisas teóricas e proposições conceituais. 2026. 104 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026.
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo realizar uma leitura da experiência depressiva a partir do arcabouço teórico da Terapia Centrada na Pessoa (TCP) de Carl Rogers. Partindo do reconhecimento da depressão como um problema complexo de saúde mental, com elevado impacto incidência e prevalência, o estudo conduz uma revisão narrativa para mapear as principais abordagens conceituais e clínicas adotadas na TCP. Foi constatada uma forte ênfase nas condições facilitadoras (empatia, congruência e consideração positiva incondicional) como principais recursos clínicos no atendimento de pessoas em sofrimento depressivo, entretanto esses conceitos aparecem de forma descritiva e pouco articulada à compreensão da experiência depressiva. A partir desses dados, foi conduzida a análise do fenômeno depressivo a partir da teoria da personalidade e do comportamento, onde foram encontradas lacunas para entender a depressão, sendo necessária a introdução da noção de self depressivo em contraste com os conceitos de self real e self ideal. Nesse sentido, a depressão é representada entre dois polos: funcionamento depressivo e funcionamento pleno. A restrição da abertura à experiência e a presença de defesas não são interpretadas necessariamente como obstáculos ao crescimento, mas como recursos temporários para conter riscos de desorganização psíquica ou impulsos autodestrutivos. Posteriormente, foi realizado um diálogo comparativo entre a abordagem humanista-experiencial e a psicopatologia fenomenológica, onde ambas convergem ao entender a depressão como um bloqueio do movimento vital e uma restrição das possibilidades de existência. Entretanto, ao nível explicativo, ocorre uma divergência: a abordagem humanista-experiencial enfatiza os processos de experienciação, simbolização e autorregulação do self; a psicopatologia fenomenológica descreve a depressão como alterações expressas na corporeidade, na temporalidade, na espacialidade e na relação com o outro. A literatura reconhece o potencial clínico da TCP no tratamento da depressão, especialmente em quadros leves e moderados, mas persiste uma lacuna teórica referente ao entendimento da depressão fundamentado nos próprios aportes da teoria da personalidade de Rogers, sendo necessárias pesquisas futuras que integrem a teoria com dados empíricos.
Abstract: The present work aimed to develop an interpretation of depressive experience based on the theoretical framework of Carl Rogers’ Person-Centered Therapy (PCT). Acknowledging depression as a complex mental health problem with significant subjective and social impact, the study conducts a narrative review to map the main conceptual and clinical approaches adopted in the PCT. A strong emphasis was identified on the facilitative conditions (empathy, congruence, and unconditional positive regard) as primary clinical resources in the care of individuals experiencing depressive suffering; however, these concepts are often presented in a descriptive manner and insufficiently articulated with a deeper understanding of the depressive experience. Based on these findings, an analysis of the depressive phenomenon was conducted drawing on Rogers’ theory of personality and behaviour, revealing theoretical gaps in the understanding of depression and indicating the need to introduce the notion of a depressed self in contrast to the concepts of the real self and the ideal self. In this perspective, depression is situated between two poles: depressed functioning and fully functioning. The restriction of openness to experience and the presence of defences are not interpreted as obstacles to growth, but as temporary resources to contain risks of psychic disorganization or self-destructive impulses. After that, a comparative dialogue was developed between the humanistic-experiential approach and phenomenological psychopathology. Both perspectives converge in understanding depression as a blockage of vital movement and a restriction of existential possibilities. They diverge, however, at the explanatory level: while the humanistic-experiential approach emphasizes processes of experiencing, symbolization, and self-regulation phenomenological psychopathology describes depression as alterations manifested in corporeality, temporality, spatiality, and the relationship with others. The literature recognizes the clinical potential of PCT in the treatment of depression, particularly in mild and moderate cases; nevertheless, a theoretical gap remains regarding an understanding of depression grounded in the core constructs of Rogers’ personality theory, indicating the need for future research integrating theory with empirical data.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86871
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/3465720949880948
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0003-4071-3411
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/1820406648964972
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
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