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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86639| Tipo: | Tese |
| Título: | “Porque a minha vida é isso: uma comunidade!”: ancestralidade, escolaridade, exílio e insílio em representações de mulheres quilombolas e de mulheres moçambicanas |
| Autor(es): | Lourenço, Valéria Correia |
| Orientador: | Bergamini Junior, Atilio |
| Coorientador: | Fernandes, Camila do Valle |
| Palavras-chave em português: | Literatura quilombola;Literatura moçambicana;Resistência |
| Palavras-chave em inglês: | Quilombola literature;Mozambican literature;Resistance |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | LOURENÇO, Valéria Correia. Orientador: Atilio Bergamini Junior. Coorientadora: Camila do Valle. 2025. 241 f. Tese (Doutorado em Letras) - Programa de Pós-graduação em Letras, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. |
| Resumo: | O presente trabalho “Porque a minha vida é isso: uma comunidade!”: ancestralidade, escolaridade, exílio e insílio em representações de mulheres quilombolas e de mulheres moçambicanas é uma tentativa de fazer ecoar a voz das mulheres quilombolas do Brasil em diálogo com a literatura brasileira, a voz das mulheres moçambicanas em diálogo com a literatura de Moçambique, além de entrelaçar todas essas vozes e costurá-las com a minha memória sobre ser uma mulher negra brasileira. Inicialmente, analiso a representação dos quilombos e das quilombolas na literatura brasileira desde o século XIX até a atualidade, especificamente na prosa; em seguida, destaco as legislações brasileiras que se referem às comunidades quilombolas para compreender como este conceito foi se modificando ao longo dos séculos; e, através das narrativas de mulheres quilombolas da Bahia, do Ceará e do Maranhão pretendo, além de definir o que é quilombo, ser quilombola, memória, ancestralidade e resistência pelas vozes delas mesmas, esboçar uma possível definição para o termo “literatura quilombola” e, assim, ampliar o que conhecemos como literatura brasileira. Em Moçambique, realizei o mesmo movimento, analisei as representações de mulheres moçambicanas em alguns textos em prosa daquele país e, em seguida, entrevistei moçambicanas do norte e do sul do país. No Brasil, entrevistei 16 (dezesseis) mulheres com idade entre 28 e 94 anos, em Moçambique, foram entrevistadas 6 (seis) mulheres do norte e do sul do país com idade entre 18 e 43 anos. Entretanto, somente algumas entrevistas serão analisadas. Considero as entrevistadas como parte do referencial teórico, da perspectiva metodológica, e como participantes da tese. São elas: Dona Gorete Gomes, Quilombo das Queimadas, Crateús, Ceará; Dorinete Serejo, Quilombo de Canelatiua, Alcântara, Maranhão; Felizarda Said, Nampula, Norte de Moçambique; Gina Dantas, Ceará, Fortaleza; Irene de Jesus, Quilombo de Itamatatiua, Alcântara, Maranhão; Maria da Paixão [Dona Lia] Quilombo Flores, Bahia; Michelly Lourenço, Quilombo das Queimadas, Crateús, Ceará; Neide de Jesus, Quilombo de Itamatatiua, Alcântara, Maranhão; Roberta Xavier, Quilombo das Queimadas, Crateús, Ceará; Rosa Francisco, articuladora na ASCHA, Nampula, Norte de Moçambique; Sofia Abdallah, Maputo, Sul de Moçambique; Zena Alberto, Nampula, Norte de Moçambique; Yara Costa, Norte de Moçambique; Yara Marcelino, Maputo, Sul de Moçambique. Ao trazer essas conversas para nosso trabalho, elas estão entrelaçadas com textos literários e com minhas memórias para compreender como todas nossas histórias se aproximam e se afastam. O texto terá um diálogo teórico com Abdias Nascimento (2016; 2019), Alfredo Wagner Berno de Almeida (2008), Beatriz Nascimento (2021), Conceição Evaristo (2003), Edimilson de Almeida Pereira (2010), Francisco Noa (2020; 2022), Nazir Ahmed Can (2020), Grada Kilomba (2019), Leda Maria Martins (2021), Lélia Gonzalez (2020), Regina Dalcastagnè (2012), entre outras(os) autoras(es). No entanto, as entrevistas com as mulheres também serão consideradas como aporte teórico para este trabalho. |
| Abstract: | The present work “Because this is my life: a community!”: ancestry, education, exile and insilio in the representations of quilombola women and mozambican women is an attempt to echo the voice of quilombola women from Brazil in dialogue with Brazilian literature, the voice of Mozambican women in dialogue with Mozambican literature, in addition to intertwining all these voices and sewing them with my memory of being a black Brazilian woman. Initially, I analyze the representation of quilombos and quilombolas in Brazilian literature from the 19th century to the present day, specifically in prose; then, I highlight the Brazilian legislation that refers to quilombola communities to understand how this concept has changed over the centuries; and, through the narratives of quilombola women from Bahia, Ceará and Maranhão, I intend, in addition to defining what a quilombo is, being a quilombola, memory, ancestry and resistance through their own voices, to outline a possible definition for the term “quilombola literature” and, thus, expand what we know as Brazilian literature. In Mozambique, I did the same thing, analyzing the representations of Mozambican women in some prose texts from that country and then interviewing Mozambican women from the north and south of the country. In Brazil, I interviewed 16 (sixteen) women aged between 28 and 94, while in Mozambique, I interviewed 6 (six) women from the north and south of the country aged between 18 and 43. However, only a few interviews will be analyzed. I consider the interviewees as part of the theoretical framework, the methodological perspective, and as participants in the thesis. They are: Dona Gorete Gomes, Quilombo das Queimadas, Crateús, Ceará; Dorinete Serejo, Quilombo de Canelatiua, Alcântara, Maranhão; Felizarda Said, Nampula, Northern Mozambique; Gina Dantas, Fortaleza, Ceará; Irene de Jesus, Quilombo de Itamatatiua, Alcântara, Maranhão; Maria da Paixão [Dona Lia], Quilombo Flores, Bahia; Michelly Lourenço, Quilombo das Queimadas, Crateús, Ceará; Neide de Jesus, Quilombo de Itamatatiua, Alcântara, Maranhão; Roberta Xavier, Quilombo das Queimadas, Crateús, Ceará; Rosa Francisco, coordinator at ASCHA, Nampula, Northern Mozambique; Sofia Abdallah, Maputo, Southern Mozambique; Zena Alberto, Nampula, Northern Mozambique; Yara Costa, Northern Mozambique; Yara Marcelino, Maputo, Southern Mozambique. By bringing these conversations into our work, they are intertwined with literary texts and my memories to understand how all our stories come together and move apart. The text will have a theoretical dialogue with Abdias Nascimento (2016; 2019), Alfredo Wagner Berno de Almeida (2008), Beatriz Nascimento (2021), Conceição Evaristo (2010), Edmilson de Almeida Pereira (2010), Francisco Noa (2020; 2022), Nazir Ahmed Can (2020), Grada Kilomba (2019), Leda Maria Martins (2021), Lélia Gonzalez (2019), Regina Dalcastagnè (2012), among other authors. However, the interviews with the women will also be considered as theoretical input for this work. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86639 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0000-0003-3475-7119 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/0561205711559090 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/2909018676095967 |
| ORCID do Coorientador: | https://orcid.org/0000-0002-6614-5224 |
| Currículo Lattes do Coorientador: | http://lattes.cnpq.br/7915939564541273 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGLE - Teses defendidas na UFC |
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