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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86395| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Análise dos determinantes socioeconômicos do diabetes autorreferido no Brasil: uma abordagem econométrica |
| Autor(es): | Rodrigues Filho, Luiz Eguiberto Lopes |
| Orientador: | França, João Mário Santos de |
| Palavras-chave em português: | Diabetes;Determinantes Socioeconômicos da Saúde;Modelo Logit;Índice de Concentração;Decomposição Blinder-Oaxaca |
| Palavras-chave em inglês: | Diabetes;Socioeconomic inequalities;Health economics;Logit Model;Concentration Index;Blinder–Oaxaca decomposition |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA |
| Data do documento: | 2026 |
| Citação: | RODRIGUES FILHO, Luiz Eguiberto Lopes . Análise dos determinantes socioeconômicos do diabetes autorreferido no Brasil: uma abordagem econométrica. 2026. 71f. Dissertação (Mestrado) - FEAAC - Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade - CAEN - Programa de Pós-Graduação em Economia, Universidade Federal do Ceará, Fortalezsa, 2026. |
| Resumo: | Este estudo analisa os determinantes socioeconômicos associados ao diagnóstico de diabetes mellitus autorreferido no Brasil, utilizando os microdados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019. Parte-se da hipótese de que o diabetes não se distribui aleatoriamente na população, mas segue gradientes sistemáticos ao longo da idade e da posição ocioeconômica. A estratégia empírica combina a estimação de um modelo logit binário, o cálculo do Índice de Concentração corrigido de Erreygers e técnicas de decomposição, incluindo a decomposição não linear de Oaxaca–Blinder. Os resultados indicam forte concentração do diabetes entre indivíduos mais velhos e um gradiente socioeconômico mais moderado quando ordenado pela renda. A idade, a hipertensão e a obesidade estão fortemente associadas à maior probabilidade de diagnóstico, enquanto níveis mais elevados de escolaridade exercem efeito protetivo relevante, mesmo após o controle por renda e hábitos de vida. As análises de decomposição indicam que as diferenças educacionais na prevalência do diabetes não podem ser plenamente atribuídas às características observáveis incluídas no modelo, embora a decomposição não permita identificar com precisão estatística a contribuição relativa dos componentes. De forma semelhante, no caso racial, embora existam diferenças na prevalência do diabetes entre grupos, a decomposição sugere que essas disparidades estão associadas, em parte, à distribuição desigual de características socioeconômicas e de acesso aos serviços de saúde, devendo tais resultados ser interpretados com cautela. Em conjunto, os resultados reforçam a interpretação do diabetes como um desfecho moldado por processos sociais acumulados ao longo do ciclo de vida. Conclui-se que o enfrentamento do diabetes no Brasil demanda políticas intersetoriais que combinem o fortalecimento do acesso à saúde com o combate às desigualdades estruturais de educação e renda. |
| Abstract: | This study analyzes the socioeconomic determinants associated with self-reported diabetes mellitus in Brazil, using microdata from the 2019 National Health Survey (Pesquisa Nacional de Saúde – PNS). It is based on the hypothesis that diabetes is not randomly distributed in the population, but follows systematic gradients across age and socioeconomic position. The empirical strategy combines the estimation of a binary logit model, the calculation of the Erreygers-corrected Concentration Index, and decomposition techniques, including the nonlinear Oaxaca–Blinder decomposition. The results indicate a strong concentration of diabetes among older individuals and a more moderate socioeconomic gradient when ranked by income. Age, hypertension, and obesity are strongly associated with a higher probability of diagnosis, while higher levels of education exhibit a relevant protective effect, even after controlling for income and lifestyle factors. The decomposition analyses suggest that educational differences in diabetes prevalence cannot be fully attributed to observable characteristics included in the model, although the decomposition does not allow precise statistical identification of the relative contribution of explained and unexplained components. Similarly, in the case of racial differences, while disparities in diabetes prevalence are observed across groups, the decomposition suggests that these differences are partly associated with the unequal distribution of socioeconomic characteristics and access to health services, and should therefore be interpreted with caution. Overall, the findings reinforce the interpretation of diabetes as an outcome shaped by social processes accumulated over the life course. The study concludes that effectively addressing diabetes in Brazil requires intersectoral public policies that combine improved access to healthcare with broader efforts to reduce structural inequalities in education. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86395 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/5122550617869768 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/8959281661090118 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | CAEN - Dissertações defendidas na UFC |
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