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Tipo: TCC
Título: A estética da angústia: uma análise do pessimismo no cinema distópico contemporâneo
Autor(es): Almeida, Yarlei Irley de Lima
Orientador: Didímo, Marcelo
Palavras-chave em português: Cinema Distópico;Estética;Biopolítica;Pessimismo;Ficção Científica
Palavras-chave em inglês: Dystopian Cinema;Aesthetics;Biopolitics;Pessimism;Science Fiction
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::CINEMA
Data do documento: 2025
Citação: ALMEIDA, Yarlei Irley de Lima. A estética da angústia: uma análise do pessimismo no cinema distópico contemporâneo. 2025. 85 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Cinema e Audiovisual) — Instituto de Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026.
Resumo: Neste trabalho investiga-se a construção da angústia como forma de estética no cinema distópico contemporâneo, demonstrando como o pessimismo se manifesta na gramática audiovisual para além do enredo. Partindo da premissa de que as distopias atuais transicionaram do medo de regimes totalitários explícitos para formas de opressão mais sutis e ambientais, estabelece-se um diálogo entre a imagem cinematográfica e a filosofia. A fundamentação teórica articula o conceito sensorial de "atmosferas" de Gernot Böhme com as dinâmicas de biopolítica e controle de Michel Foucault e Gilles Deleuze, integrando ainda o pessimismo metafísico de Arthur Schopenhauer e o horror cósmico de Eugene Thacker. Através da análise de A Chegada (2016), Blade Runner 2049 (2017) e Interstelar (2014), observa-se como a arquitetura brutalista, o desenho de som e a "violência lenta" materializam um mal-estar onde o futuro deixa de ser promessa para tornar-se ameaça. Conclui-se que o gênero reflete as ansiedades profundas do século XXI, expressando o medo da obsolescência humana diante da tecnologia e a constatação da indiferença do universo.
Abstract: The construction of angst as a form of aesthetics in contemporary dystopian cinema isinvestigated, demonstrating how pessimism manifests in the audiovisual grammar beyond theplot. Starting from the premise that current dystopias have transitioned from the fear ofexplicit totalitarian regimes to more subtle and environmental forms of oppression, a dialogueis established between the cinematic image and philosophy. The theoretical frameworkarticulates Gernot Böhme's sensory concept of "atmospheres" with the dynamics of biopoliticsand control by Michel Foucault and Gilles Deleuze, further integrating Arthur Schopenhauer'smetaphysical pessimism and Eugene Thacker's cosmic horror. Through the analysis of Arrival(2016), Blade Runner 2049 (2017), and Interstellar (2014), it is observed how brutalistarchitecture, sound design, and "slow violence" materialize a malaise where the future ceasesto be a promise to become a threat. It is concluded that the genre reflects the deep anxieties ofthe 21st century, expressing the fear of human obsolescence in the face of technology and therealization of the universe's indifference.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85600
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0003-1711-5181
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/3854747435598002
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:CINEMA E AUDIOVISUAL - Monografias

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