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Tipo: TCC
Título: Análise da ligação da olanzapina ao receptor humano de dopamina D3 através de cálculos quânticos
Autor(es): Mesquita, Larisse Maia
Orientador: Zanatta, Geancarlo
Palavras-chave em português: Esquizofrenia;Antipsicóticos;Docking molecular;MFCC
Palavras-chave em inglês: Schizophrenia;Antipsychotics;Molecular docking;MFCC
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Data do documento: 2017
Citação: MESQUITA, Larisse Maia. Análise da ligação da olanzapina ao receptor humano de dopamina D3 através de cálculos quânticos. 2026. 61 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Biotecnologia) — Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2017.
Resumo: A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica caracterizada pela perda de contato com a realidade. A hipótese bioquímica melhor aceita para interpretar essa patologia é a hipótese dopaminérgica, na qual afirma que a excessiva liberação da dopamina pode determinar ou agravar diversas condições psicóticas. A principal linha de tratamento da esquizofrenia dá-se através dos agentes antipsicóticos, ligantes que atuam como moduladores dos receptores de dopamina. Dentre os antipsicóticos disponíveis no mercado está a olanzapina, um agente com características atípicas e amplamente utilizado na clínica. Dentre os receptores de dopamina, recentemente o receptor D3 surgiu como um alvo em potencial para um tratamento da esquizofrenia, principalmente pelo seu potencial terapêutico com reduzida incidência de sintomas extrapiramidais. Desta forma, compreender o mecanismo de interação dos variados antipsicóticos com este receptor é crucial para o desenvolvimento de agentes terapêuticos melhorados. Neste trabalho utilizou-se a estrutura tridimensional do receptor humano de dopamina D3 co-cristalizado com o antagonista eticloprida para investigar-se, in silico, o perfil de ligação da olanzapina, através de métodos de mecânica quântica. Surprendentemente, a análise do estado de protonação e equilíbrio indicou que olanzapina, em condições de pH fisiologico, apresenta-se em duas formas, uma neutra (olanzapina 47) e outra protonada (olanzapina 52). Desta forma, ambos os estados de protonação foram investigados durante este estudo. Nosso resultados indicam que os resíduos Asp110, Val111, Phe345, Phe346, Ile183, Tyr373, Ser192, His349, Val189, Cys114 e Trp342 apresentaram os maiores valores de energia de ligação dos complexos. A energia total de ligação (antipsicótico-D3) foi –52,2 kcal/mol para o olanzapina 47 e -86,6 kcal/mol para a olanzapina 52, indicando que a forma protonada da olanzapina, apesar de estar em equilíbrio com a forma neutra apresenta maior tendência de interação com o receptor de dopamina D3. Estes resultados serão úteis para a melhor compreensão dos mecanismos de atipicidade de alguns agentes antipsicóticos e auxiliarão no desenvolvimento racional de novos fármacos.
Abstract: The schizophrenia is a psychiatric disease characterized by the contact loss with the reality. The most accepted biochemistry hypothesis to explain schizophrenia is the dopaminergic hypothesis, in which it states that the excessive release of dopamine may cause or worsen several psychotic conditions. The main strategy of treatment is through the antipsychotic drugs, which act as dopamine receptor modulators. Among the agents used in clinic is Olanzapine, a second-generation atypical antipsychotic. Recently the D3 receptor has emerged as a potential target for a treatment of schizophrenia, mainly because of its therapeutic potential with a reduced incidence of extrapyramidal symptoms. In this way, understanding the mechanism of interaction of the various antipsychotics with this receptor is crucial for the development of improved therapeutic agents. In this work the three-dimensional structure of the human dopamine D3 receptor co-crystallized with the antagonist eticlopride was used to investigate, in silico, the binding profile of olanzapine, by quantum mechanics methods. Surprisingly, analysis of the protonation and balance states indicated that olanzapine, under conditions of physiological pH, is presented in two forms, one neutral (olanzapine 47) and one protonated (olanzapine 52).Thus, both states of protonation were investigated during this study. Our results indicate that residues Asp110, Val111, Phe345, Phe346, Ile183, Tyr373, Ser192, His349, Val189, Cys114 and Trp342 showed the highest binding energy values of the complexes. The total binding energy (antipsychotic-D3) was -52.2 kcal / mol for olanzapine 47 and -86.6 kcal / mol for olanzapine 52, indicating that the protonated form of olanzapine, despite being in balance with neutral form exhibits a greater tendency to interact with the dopamine D3 receptor. These results will be useful for a better understanding of the mechanisms of atypicity of some antipsychotic agents and will aid in the rational development of new drugs.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85377
Currículo Lattes do(s) Autor(es): https://lattes.cnpq.br/6538508123398290
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0003-0111-5347
Currículo Lattes do Orientador: https://lattes.cnpq.br/0917233985436545
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:BIOTECNOLOGIA - Monografias

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