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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84452| Tipo: | TCC |
| Título: | Expressão heterológica e purificação do fragmento variável de cadeia única do anticorpo monoclonal anti-CD19 FMC63 para estudos de aplicação em imunoterapias do câncer |
| Autor(es): | Lima, Bruna de Sousa |
| Orientador: | Pessoa, Cláudia do Ó |
| Coorientador: | Furtado, Gilvan Pessoa |
| Palavras-chave em português: | Neoplasias;Imunoterapia;Antígenos CD19 |
| Palavras-chave em inglês: | Neoplasms;Immunotherapy;CD19 antigens |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA |
| Data do documento: | 2022 |
| Citação: | LIMA, Bruna de Sousa. Expressão heterológica e purificação do fragmento variável de cadeia única do anticorpo monoclonal anti-CD19 FMC63 para estudos de aplicação em imunoterapias do câncer. 2022. 69 f. Monografia (Graduação em Farmácia) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/844512 Acesso em: 24 jan. 2026. |
| Resumo: | Dados da base populacional do INCA apontam que, no Brasil, o câncer é um grande problema de saúde pública. Além da alta taxa de incidência, seu tratamento é complexo e de alto custo, visto que uma parcela significativa dos medicamentos utilizados na terapia precisa ser importada. Nesse contexto, a imunoterapia tem ganhado cada vez mais destaque, se mostrando uma estratégia de tratamento promissora. Uma nova classe de imunoterápicos, conhecida como Receptores Quiméricos de Antígeno (CARs), consiste na modificação genética das células T derivadas do próprio paciente para expressar um receptor com a capacidade de reconhecer antígenos específicos presentes nas células alvo malignas. Um dos principais antígenos utilizados como alvo é o receptor de membrana CD19, uma proteína superexpressa em neoplasias de células B. A unidade responsável pelo reconhecimento do antígeno em um sistema CAR, geralmente é composta por um fragmento variável de cadeia única (scFv). Em CARs aprovados pela FDA que possuem o CD19 como alvo, é utilizado um scFv derivado do anticorpo murino FMC63, onde pode ser inserido marcadores de proteína (tag), como a tag cMyc, para facilitar a manipulação laboratorial e a execução de experimentos de detecção e purificação. Deste modo, este trabalho objetivou expressar o scFv derivado do anticorpo FMC63 em sistema procarioto, com e sem a tag c-Myc, purificá-los e verificar a estabilidade das proteínas expressas. A expressão heteróloga foi realizada overnight a 15 °C utilizando o vetor pET-SUMO, a cepa de E. coli SHuffle e o IPTG, como indutor. O processo de purificação foi realizado por cromatografia de afinidade com metal imobilizado e as purificações foram avaliadas por SDS-PAGE, sendo realizados ainda ensaios de imunodetecção (Western blot) e de estabilidade térmica. A partir da eletroforese de proteínas e pelo Western blot, foi confirmada a expressão dos scFv anti-CD19. Foi alcançado um rendimento de 0,80 mg/L de cultura através da expressão e purificação da porção solúvel para o scFv anti-CD19 sem a tag c-Myc e um rendimento de 0,34 mg/L para scFv anti-CD19 com a tag c-Myc. O perfil de estabilidade térmica, obtidos por fluorescência intrínseca do triptofano, foi similar entre os scFv expressos. Conclui-se que os scFv anti-CD19 com e sem a tag c-Myc puderam ser expressos e purificados com a metodologia proposta e que a tag c-Myc não interfere na estabilidade da estrutura do scFv. A perspectiva é padronizar o processo de expressão e purificação do scFv, a fim de possibilitar a realização de ensaios de capacidade de ligação e afinidade, para verificar se a tag c-Myc interfere na interação anticorpo-antígeno. |
| Abstract: | INCA's Population Base data indicates that cancer has become a huge public health problem in Brazil. Besides the high incidence rate, its treatment is complex and costly, since a representative portion of the drugs used in therapy are imported. In this context, immunotherapy has gained increasing prominence, proving to be a promising treatment strategy. A new class of immunotherapics, known as Chimeric Antigen Receptors (CARs), consists of genetically modifying patient-derived T cells to express a receptor with the ability to recognize specific antigens present on target malignant cells. One of the main antigens used as a target is the CD19 membrane receptor, a protein overexpressed in B-cell neoplasms. The domain responsible for antigen recognition in a CAR is usually composed of a single-chain variable fragment (scFv). In FDA-approved CARs targeting CD19, it is used a scFv derived from the murine antibody FMC63, in which protein markers (tags), such as the c-Myc tag, can be inserted to facilitate laboratory manipulation and the execution of detection and purification experiments. Thus, this work aimed to express the scFv derived from the FMC63 antibody in a prokaryotic system, with and without the c-Myc tag, purify them and verify the stability of the expressed proteins. Heterologous expression was performed overnight at 15 °C using pET-SUMO vector, E. coli SHuffle strain and IPTG as inducer. The purification process was performed by immobilized metal affinity chromatography and the purifications were evaluated by SDS-PAGE, and immunodetection (Western blot) and thermal stability assays were also performed. From protein electrophoresis and Western blot, the expression of the anti-CD19 scFv was confirmed. A yield of 0.80 mg/L culture was achieved by expression and purification of the soluble portion for the anti-CD19 scFv and a yield of 0.34 mg/L for anti-CD19 scFv with the c-Myc tag. The thermal stability profile, obtained by intrinsic tryptophan fluorescence, was similar among the expressed scFv. It is concluded that the anti-CD19 scFv with and without the c-Myc tag were able to be expressed and purified with the proposed methodology and that the c-Myc tag does not interfere in the stability of the scFv structure. The prospect is to standardize the process of expression and purification of the scFv, in order to enable the performance of binding capacity and affinity assays, to verify if the c-Myc tag interferes in the antibody-antigen interaction. |
| Descrição: | Este documento está disponível online com base na Portaria nº 348, de 08 de dezembro de 2022, disponível em: https://biblioteca.ufc.br/wp-content/uploads/2022/12/portaria348-2022.pdf, que autoriza a digitalização e a disponibilização no Repositório Institucional (RI) da coleção retrospectiva de TCC, dissertações e teses da UFC, sem o termo de anuência prévia dos autores. Em caso de trabalhos com pedidos de patente e/ou de embargo, cabe, exclusivamente, ao autor(a) solicitar a restrição de acesso ou retirada de seu trabalho do RI, mediante apresentação de documento comprobatório à Direção do Sistema de Bibliotecas. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84452 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0002-4344-4336 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/1305553577433058 |
| ORCID do Coorientador: | https://orcid.org/0000-0002-8797-7783 |
| Currículo Lattes do Coorientador: | http://lattes.cnpq.br/4259673144880085 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | FARMÁCIA - Monografia |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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