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dc.contributor.advisorRamos, Francisco Régis Lopes-
dc.contributor.authorMendes, Ruan Carlos-
dc.date.accessioned2026-01-19T20:03:18Z-
dc.date.available2026-01-19T20:03:18Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.citationMENDES, Ruan Carlos. “Desenterrar ossadas da poeira dos tempos”: sentidos e usos do passado escrito na obra de Airton Maranhão. 2026. 270 f. Tese (Doutorado em História) - Programa de Pós-Graduação em História, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84349-
dc.description.abstractThis research aims to analyze the literary writing of Airton Maranhão (1950 – 2015) as a constructor of memories for those and that which is not (in the author's own conception) properly remembered, constituting itself as a writing that formulates meanings for the written past and for the various spatialities that were narrated, thus being a fictional art that desires to be able to "give time to space," since Maranhão's literary work (poems, novels, and chronicles) was dedicated to the city of Russas - CE and its people (living and dead). This study also analyzes Maranhão's relationships (possible tensions or encounters) within the "artistic field," which he helped build and was a part of, and his affiliation with and involvement in memory institutions that brought together intellectuals and artists in the city. It discusses the relationships between fiction, memory, temporality, and spatiality, as well as analyzing how an author is formed within a specific "field." We understand that Maranhão's writing remained "imprisoned" and "exercised" a particular way of "seeing and saying" about "Northeastern culture," or so-called "popular culture." We investigate the uses that Maranhão made, through literature, of the "fantastic/magical" and the folkloric to construct memories for a space. We analyzed why a space, or "reality," needed to be written in this way to be expressed. More than a job, it's an inalienable "mission" for those who are said to be (and also perceive themselves) as bearing the duty of not letting the "dust of the past" cover everything with its cloak of oblivion. In his literary writing, Maranhão primarily worked with absences, absent figures who became present in his narratives and took on the contours of the past. From this study, we understand how this writer constructed new “writing tombs” for the dead who do not want to return (1999), but whose absences need to be inscribed in the time of the living. We investigated how Maranhão's writing has operated "cuts" in time and how it (re)connected them in the literary representation of a space and time of saudade (a feeling of longing or nostalgia). The methodology is based on the analysis of the literary work of the aforementioned writer, but not an analysis with the intention of qualifying the work literarily, but rather to bring literature into thought alongside history, to reflect on how a writer, in "speaking" of the world, is also an "investigator," since we understand literature as a "form of knowledge." The research results indicate that in Maranhão's work, which sought to temporalize his hometown, time and space cannot be thought of as separate from each other, and that between history and literature there is a "porous boundary."pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.title“Desenterrar ossadas da poeira dos tempos”: sentidos e usos do passado escrito na obra de Airton Maranhãopt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description.abstract-ptbrEsta pesquisa objetiva analisar a escrita literária de Airton Maranhão (1950 – 2015) como construtora de memórias a quem e ao que não é (na concepção desse próprio autor) devidamente lembrado, constituindo-se como uma escrita formuladora de sentidos para o passado escrito e para as diversas espacialidades que foram narradas, sendo assim uma arte ficcional desejosa de ser capaz “de dar tempo ao espaço”, pois a obra literária de Maranhão (poesias, romances e crônicas) foi dedicada à cidade de Russas - CE e sua gente (vivos e mortos). Também são analisadas quais as relações (possíveis tensões ou encontros) de Maranhão dentro do “campo artístico” – que ajudou a construir e do qual fez parte – e sua filiação e atuação nas instituições de memória que reuniam intelectuais e artistas da cidade, discutindo as relações entre ficção, memória, temporalidade e espacialidade, assim como analisando como um autor se fabrica em um determinado “campo”. Compreendemos que a escrita de Maranhão permaneceu “prisioneira” e “exercitou” uma dada forma de “ver e dizer” a “cultura nordestina”, ou a dita “cultura popular”. Investigamos os usos que Maranhão fez – pela via literária – do “fantástico/mágico” e do folclórico para construir memórias para um espaço. Analisamos o porquê de um espaço ou o “real”, para ser dito, precisou ser assim escrito. Mais que um ofício, uma “missão” inalienável de quem é dito (e também se percebe) como portador do dever de não deixar a “poeira do passado” cobrir tudo com seu manto de esquecimento. Maranhão trabalhou em sua escrita literária, sobretudo, com ausências, ausentes que se tornavam presentes em suas narrativas e ganhavam um contorno de passado. Compreendemos, a partir deste estudo, como esse escritor construiu novos “túmulos escriturários” para os mortos que não querem volta (1999), mas que precisam ter suas ausências inscritas no tempo dos vivos. Investigamos os modos como a escrita de Maranhão operou “cortes” no tempo e como os (re)ligou na representação literária de um espaço e de um tempo da saudade. A metodologia é firmada na análise da obra literária do referido escritor, mas não uma análise com a pretensão de qualificar a obra literariamente, mas sim trazer a literatura para pensar junto com a história, refletir como um escritor ao “dizer” do mundo é também um “investigador”, pois compreendemos a literatura como uma “forma de conhecimento”. O resultado da pesquisa indica que na obra de Maranhão – que buscava temporalizar sua cidade natal – tempo e espaço não podem ser pensados distantes um do outro, e que entre história e literatura há uma “fronteira porosa”.pt_BR
dc.subject.ptbrTempopt_BR
dc.subject.ptbrEspaçopt_BR
dc.subject.ptbrLiteraturapt_BR
dc.subject.ptbrFicçãopt_BR
dc.subject.ptbrHistóriapt_BR
dc.subject.enTimept_BR
dc.subject.enLiteraturept_BR
dc.subject.enSpacept_BR
dc.subject.enFictionpt_BR
dc.subject.enStorypt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIApt_BR
local.author.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5904-5228pt_BR
local.author.latteshttp://lattes.cnpq.br/0627947482271690pt_BR
local.advisor.latteshttp://lattes.cnpq.br/0673001612414612pt_BR
local.date.available2026-01-19-
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