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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84320| Tipo: | Dissertação |
| Título: | O ensino de sociologia para uma cultura de inclusão: proposta de sequência didática sobre a educação especial inclusiva |
| Autor(es): | Vidal, Erbenia Praciano |
| Orientador: | Abreu, Domingos Sávio |
| Palavras-chave em português: | Escola;Ensino de Sociologia;Educação Especial Inclusiva |
| Palavras-chave em inglês: | School;Teaching of Sociology;Inclusive Special Education |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | VIDAL, Erbenia Praciano. O ensino de sociologia para uma cultura de inclusão: proposta de sequência didática sobre a educação especial inclusiva. 2025. 180 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Mestrado Profissional em Sociologia em Rede Nacional, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. |
| Resumo: | O presente trabalho analisa como o Ensino de Sociologia sobre Educação Especial Inclusiva contribui na compreensão dos educandos do Ensino Médio acerca da inclusão de discentes neuroatípicos (em situação de deficiências) na escola comum/regular. Essa análise tem como campo de pesquisa a EEMTI 10 de Junho¹, localizada no bairro do Bom Jardim - periferia de Fortaleza (Ceará). O mote para tal investigação surgiu das percepções da professora de Sociologia sobre as relações sociais vivenciadas entre os escolares neurotípicos (sem deficiências) e os discentes neuroatípicos (pessoas com deficiências) no cotidiano da escola citada. Constatou-se que tais interações sociais entre os estudantes da escola em análise se caracterizavam pelos conflitos, muitas vezes, causados por diferenciações ideológicas e comportamentais. Essas, por sua vez, originaram preconceitos e desencadearam discriminações que acometeram os estudantes em situação de deficiência. Assim, o objetivo dessa investigação sociológica foi averiguar se os conhecimentos da Sociologia promoveram, nos educandos neurotípicos, uma reflexão conscientizada e crítica sobre a condição dos neuroatípicos e a inclusão desses indivíduos na escola. A partir disso, buscou-se saber se essa ação pedagógica foi capaz de intervir, positivamente, no combate aos preconceitos sofridos pelos sujeitos neuroatípicos. Para tal finalidade foi elaborada uma sequência didática composta por debates e atividades sobre a educação especial inclusiva e suas correlações sendo aplicada com os alunos do 2° ano². Tal recurso didático contemplou assuntos próprios da Sociologia que se alinharam com a discussão sobre a inclusão social e escolar, especialmente, a dos discentes neuroatípicos - com Deficiência Intelectual (DI) e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para a produção dessa pesquisa (quali-quanti) foram utilizados como instrumentos metodológicos, além da sequência didática, a pesquisa bibliográfica, o questionário on-line e a entrevista semiestruturada para coleta e análise dos dados estatísticos e subjetivos. É interessante destacar que, a trajetória da mencionada docente está permeada por experiências que se relacionam às vivências positivas e negativas de discentes neuroatípicos da instituição educacional em destaque. Contraditoriamente, às ações inclusivas, estão atitudes preconceituosas que vão de encontro ao que dita a legislação vigente acerca dos direitos desses sujeitos. No caso do ambiente escolar, entende-se que os conhecimentos sociológicos podem ser utilizados como meio de reflexão e debate dessa problemática social promovendo uma conscientização coletiva entre os estudantes sobre o preconceito e combatendo práticas discriminatórias. Sabe-se que ideologias e ações desrespeitosas fazem parte do cotidiano escolar e acabam por excluir indivíduos que não se enquadram no dito “padrão social”, a exemplo dos neuroatípicos. Diante disso, constatou-se com a análise que os saberes sociológicos abordados e suas respectivas discussões, realizadas a partir de uma sequência didática sobre Educação Especial Inclusiva, contribuíram na produção de uma reflexão mais aprofundada e no melhor entendimento dos educandos neurotípicos acerca da inclusão dos estudantes com DI e/ou TEA na escola regular e que essa ação foi capaz de promover práticas mais inclusivas no espaço educacional. |
| Abstract: | This study analyzes how teaching of Sociology on Inclusive Special Education contributes to high school students' understanding about the inclusion of neurodivergent students (with disabilities) in common/regular schools. This analysis will take place at the EEMTI 10 de Junho school¹, located in Bom Jardim neighborhood—a suburb of Fortaleza city, Ceará state. The motivation for this research arose from a sociology teacher's perceptions of social relationships experienced between neurotypical students (without disabilities) and neurodivergent students (people with disabilities) in daily life of the aforementioned school. It was found that these social interactions among students at the school were characterized by conflicts, often caused by ideological and behavioral differences. These, in turn, led to prejudice and triggered discrimination that affected students with disabilities. Therefore, the objective of this research was to ascertain whether sociological knowledge promoted a conscious and critical reflection among neurotypical students about the condition of neurodivergent individuals and their inclusion in school. From this, it sought to determine if this pedagogical action was capable of positively intervening to combat the prejudice suffered by neurodivergent individuals. For that purpose, a didactic sequence consisting of debates and activities on inclusive special education and its correlations was developed and applied with 2nd-year students². That teaching resource included topics from Sociology that aligned with the discussion on social and school inclusion, especially that of neurodivergent students—with Intellectual Disability (ID) and Autism Spectrum Disorder (ASD). For the production of this (qualitative-quantitative) research, in addition to the didactic sequence, bibliographic research and the online questionnaire were used as methodological instruments for the collection and analysis of statistical data. It is interesting to note that the mentioned teacher's journey is permeated by experiences related to positive and negative experiences of neurodivergent students at the educational institution in question. Contradictory to inclusive actions are prejudiced attitudes that go against what current legislation dictates regarding the rights of these individuals. In the context of the school environment, it is understood that sociological knowledge can be used as means of reflection and debate on this social problem, promoting collective awareness among students about prejudice and combating discriminatory practices. It is known that disrespectful ideologies and actions are part of daily school life and end up excluding individuals who do not fit into the so-called "social norm," such as neurodivergent individuals. Given this, the analysis revealed that the sociological knowledge addressed and its respective discussions, carried out from a didactic sequence on Inclusive Special Education, contributed to a more in-depth reflection and a better understanding by neurotypical students regarding the inclusion of students with intellectual disabilities and/or autism spectrum disorders in regular schools, and that this action was able to promote more inclusive practices in the educational space. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84320 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/2691246030202322 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/6323771030691888 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PROFSOCIO - Dissertações defendidas na UFC |
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