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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83576| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Avaliação da eficácia dos testes para diagnóstico de disautomia cardiovascular |
| Título em inglês: | Evaluation of the effectiveness of tests for the diagnosis of cardiovascular dysautonomia. |
| Autor(es): | Brasil, Helena Nogueira |
| Orientador: | Rocha, Eduardo Arrais |
| Palavras-chave em português: | Doenças do Sistema Nervoso Autônomo;Valor Preditivo dos Testes;Frequência Cardíaca |
| Palavras-chave em inglês: | Autonomic Nervous System Diseases;Predictive Value of Tests;Heart Rate |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::CARDIOLOGIA |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | BRASIL, Helena Nogueira. Avaliação da Eficácia dos Testes para Diagnóstico de Disautonomia Cardiovascular. Dissertação (Mestrado em Ciências Cardiovasculares) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83576. Acesso em: 27 nov. 2025. |
| Resumo: | A disfunção do sistema nervoso autônomo abrange um espectro amplo de síndromes clínicas, frequentemente subdiagnosticadas, com implicações significativas na morbimortalidade. Entre elas, a neuropatia autonômica cardiovascular (NAC) se destaca, sobretudo em indivíduos com diabetes mellitus (DM), sendo considerada um marcador independente de risco cardiovascular. O presente estudo objetivou avaliar o desempenho do protocolo dos sete testes, composto por quatro testes reflexos autonômicos cardiovasculares (CARTs) e três testes de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) espectral no diagnóstico de NAC em uma população com suspeita clínica de disautonomia não exclusivamente diabética. Foram analisados 177 pacientes encaminhados para avaliação de disautonomia entre 2017 e 2024. Além do uso de testes como t de Student e Mann-Whitney, avaliamos a acurácia diagnóstica dos testes por curvas ROC, com cálculo da área sob a curva (AUC), sensibilidade, especificidade, valor preditivo negativo (VPN) e positivo (VPP). Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. A média de idade foi de 53,3 ± 21,5 anos, com predomínio do sexo feminino. A síndrome disautonômica mais prevalente foi a hipotensão ortostática neurogênica (58,8%). A prevalência de NAC estabelecida (≥3 testes positivos) foi de apenas 18%. Houve superioridade dos componentes espectrais da VFC em relação aos CARTs. Os componentes de muito baixa frequência (VLF), com AUC 0,854, sensibilidade 81,2% e especificidade 89,5%, e alta frequência (HF), com AUC 0,842, sensibilidade 78,1%, especificidade 90,2%, apresentaram melhor desempenho global (acurácia 88%). Por outro lado, os testes respiratórios apresentaram baixa sensibilidade com especificidade máxima (100%). O escore clássico CARTs também mostrou baixa sensibilidade (25%), limitando seu uso como ferramenta de rastreio isolada. A idade foi o único fator demográfico significativamente associado à NAC. Diante destes achados, propomos um modelo de avaliação em dois estágios. O primeiro estágio, de triagem, utiliza os três componentes espectrais da VFC, devido à sua alta sensibilidade. A presença de pelo menos um componente alterado indica a necessidade de prosseguir para investigação diagnóstica. O segundo estágio, confirmatório, é baseado nos testes reflexos com maior especificidade: razão de Valsalva, coeficiente 30:15 e resposta pressórica aos 3 minutos da ortostase. O diagnóstico de NAC é sustentado pela positividade de pelo menos um teste confirmatório. Essa estratégia visa tornar o protocolo mais eficiente e menos oneroso do que a aplicação integral do protocolo dos sete testes. Este estudo contribui para a discussão sobre a padronização diagnóstica da NAC e propõe um caminho para protocolos mais sensíveis, objetivos e aplicáveis na prática clínica. |
| Abstract: | Autonomic nervous system dysfunction encompasses a wide spectrum of clinical syndromes that are often underdiagnosed and carry significant implications for morbidity and mortality. Among them, cardiovascular autonomic neuropathy (CAN) stands out, particularly in individuals with diabetes mellitus (DM), and is considered an independent marker of cardiovascular risk. This study aimed to evaluate the performance of the seven-test protocol—comprising four classical cardiovascular autonomic reflex tests (CARTs) and three spectral heart rate variability (HRV) tests—in diagnosing CAN in a population with clinical suspicion of autonomic dysfunction, not exclusively diabetic. A total of 177 patients referred for autonomic assessment between 2017 and 2024 were analyzed. In addition to using statistical tests such as Student’s t-test and Mann-Whitney, we assessed diagnostic accuracy through ROC curves, calculating the area under the curve (AUC), sensitivity, specificity, negative predictive value (NPV), and positive predictive value (PPV). A p-value < 0.05 was considered statistically significant. The mean age was 53.3 ± 21.5 years, with a predominance of females. The most prevalent autonomic syndrome was neurogenic orthostatic hypotension (58.8%). The prevalence of established CAN (≥3 positive tests) was only 18%. The spectral HRV components outperformed the CARTs. The very low-frequency (VLF) component showed an AUC of 0.854, with 81.2% sensitivity and 89.5% specificity; the high-frequency (HF) component presented an AUC of 0.842, sensitivity of 78.1%, and specificity of 90.2%, with an overall diagnostic accuracy of 88%. In contrast, respiratory-based reflex tests had low sensitivity but maximum specificity (100%). The classic CARTs score also showed low sensitivity (25%), limiting its utility as a standalone screening tool. Age was the only demographic factor significantly associated with CAN. Based on these findings, we propose a two-stage assessment model. The first stage—screening—includes the three spectral HRV components (VLF, LF, and HF), given their high sensitivity. The presence of at least one abnormal component indicates the need for further diagnostic investigation. The second stage—confirmation—is based on the reflex tests with the highest specificity: Valsalva ratio, 30:15 coefficient, and the 3-minute orthostatic blood pressure response. The diagnosis of CAN is supported when at least one confirmatory test is abnormal. This strategy aims to enhance the efficiency and reduce the cost of autonomic evaluation compared to the full seven-test protocol. This study contributes to the ongoing discussion on standardizing CAN diagnosis and proposes a more sensitive, objective, and clinically applicable approach. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83576 |
| ORCID do(s) Autor(es): | http://orcid.org/0000-0001-7837-5839 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | https://lattes.cnpq.br/3680132664082175 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0001-7837-5839 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/5719585040761686 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGCARDIO - Dissertações defendidas na UFC |
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