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Campo DC Valor Lengua/Idioma
dc.contributor.authorOliveira, Antônio José Alves de-
dc.contributor.authorDiniz, José Nilo Bezerra-
dc.date.accessioned2016-07-05T16:44:11Z-
dc.date.available2016-07-05T16:44:11Z-
dc.date.issued2015-
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Antônio José Alves de; DINIZ, José Nilo Bezerra. Carregadores, guias e caçadores: trabalho e resistência na expedição portuguesa ao interior da África (1884 - 1885). Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, v. 46, n. 2, p. 93-115, jul./dez. 2015.pt_BR
dc.identifier.issn2318-4620-
dc.identifier.issn0041-8862-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/18156-
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherRevista de Ciências Sociaispt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectExpedição portuguesapt_BR
dc.subjectÁfricapt_BR
dc.subjectCarregadores, guias e caçadorespt_BR
dc.titleCarregadores, guias e caçadores: trabalho e resistência na expedição portuguesa ao interior da África (1884 - 1885)pt_BR
dc.typeArtigo de Periódicopt_BR
dc.description.abstract-ptbrDurante a segunda metade do século XIX, pulularam expedições científicas na África, auspiciadas pelas então potências europeias, notadamente Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha e Portugal. Essas incursões pelo interior do continente só foram possíveis pela presença de centenas de trabalhadores africanos, quer aqueles engajados em atividades logísticas, como o carregamento dos materiais científicos, dos víveres, dos presentes e dos produtos de troca; quer aqueles responsáveis pela caça e pelo preparo dos alimentos, além de intérpretes e guias. A referência aos africanos nas expedições, no entanto, aparece muitas vezes de forma indireta, no que concorre ao êxito do empreendimento – e de forma bastante explícita nas queixas e nas explicações de insucessos –, prevalecendo nos relatos e narrativas de viagens a imagem do “eterno Adão” que vagueia por uma terra nunca antes percorrida, na qual tudo descobre. Este tipo de narrativa de viagem de exploração era amplamente apreciado pelos leitores europeus. Em tais relatos, o narrador toma exclusivamente para si a autoridade da viagem, o que é enfatizado no uso de palavras como o “viajante” ou na suposição de um “nós”, que parece alcançar somente os brancos da expedição. Como salienta Lima Martins, essa autoridade arvorada pelo narrador mesclava-se ao projeto colonizador e imperialista, “a legitimidade do discurso era garantida pelo suposto papel “civilizador” do autor, fosse ele missionário relatando seus atos de conversão de culturas primitivas, hidrógrafo mapeando águas pouco navegadas, naturalista dando ordem de uma natureza indomada” (MARTINS, 2004, p. 48). Neste artigo, analisamos mais detidamente a maneira como os trabalhadores essenciais à viagem de exploração foram representados na narrativa elaborada por Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, em incursão no interior do continente africano, de Angola a Moçambique, ou, para reproduzir terminologia da época, da “Costa à Contra costa”, entre os anos de 1884 e 1885. Guias, caçadores e carregadores assumem um papel primordial na travessia, e uma leitura atenta pode evidenciar uma série de relações no empreendimento das viagens no final do século XIX; a importância atribuída pelos portugueses a tais relações, em contexto de disputas coloniais com outras potências e, principalmente, os fragmentos de vida desses trabalhadores que são escassamente apresentados nos relatos...pt_BR
Aparece en las colecciones: DCSO - Artigos publicados em revistas científicas

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