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Tipo: Dissertação
Título: Análise computacional da interação entre metilmercúrio e as isoformas da apolipoproteína E
Autor(es): Monteiro, Vitória Karoline Félix
Orientador: Oriá, Reinaldo Barreto
Coorientador: Monteiro, Norberto de Kássio Vieira
Palavras-chave em português: Compostos de Metilmercúrio;Isoformas de Proteínas;Simulação por Computador
Palavras-chave em inglês: Methylmercury Compounds;Protein Isoforms;Computer Simulation
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA
Data do documento: 2026
Citação: MONTEIRO, Vitória Karoline Félix. Análise computacional da interação entre metilmercúrio e as isoformas da apolipoproteína E. 2026. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Faculdade de Medicina Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/ 87465. Acesso em: 12 ago. 2026.
Resumo: O metilmercúrio (MeHg) é um dos poluentes ambientais mais tóxicos, acumulando-se no sistema nervoso central (SNC) e no sistema cardiovascular, onde promove estresse oxidativo, disfunção mitocondrial e inflamação. Evidências epidemiológicas sugerem que a variabilidade genética, em especial as diferentes isoformas da Apolipoproteína E (ApoE), influencia a susceptibilidade individual à toxicidade mercurial. A isoforma ApoE4 tem sido associada a maior vulnerabilidade clínica, embora os mecanismos estruturais dessa associação permaneçam pouco esclarecidos. O presente estudo teve como objetivo investigar, por meio de métodos computacionais, potenciais interações entre o CH₃Hg e as isoformas da ApoE. Para isso, foram realizadas otimizações de geometria e cálculos semiempíricos com o software MOPAC, além da análise Independent Gradient Model (aIGM) para caracterização inicial das interações. Adicionalmente, empregou-se o método do Reduced Density Gradient (RDG), implementado no software Multiwfn, para avaliar de forma comparativa os perfis de interações não-covalentes (NCI) das isoformas da ApoE, na ausência e presença do CH₃Hg. Os resultados mostraram que as isoformas ApoE2 e ApoE3 apresentaram maior estabilidade ao interagir com o MeHg, enquanto a ApoE4 se mostrou menos estável. As análises RDG reforçaram esses achados, evidenciando que a presença de resíduos de cisteína favorece interações atrativas com o CH₃Hg, ao passo que sua ausência em ApoE4 resulta em menor afinidade. Assim, os achados deste trabalho reforçam hipóteses clínicas e epidemiológicas de que portadores do alelo ε4 são mais suscetíveis à toxicidade do MeHg, por não apresentarem interações protetoras estáveis com o metal. O estudo fornece uma base para compreender como variações estruturais da ApoE modulam a susceptibilidade individual, destacando a proteína como um biomarcador genético relevante em populações cronicamente expostas ao mercúrio.
Abstract: Methylmercury (MeHg) is one of the most toxic environmental pollutants, accumulating in the central nervous system (CNS) and cardiovascular system, where it promotes oxidative stress, mitochondrial dysfunction, and inflammation. Epidemiological evidence suggests that genetic variability, particularly the different isoforms of Apolipoprotein E (ApoE), influences individual susceptibility to mercury toxicity. The ApoE4 isoform has been associated with greater clinical vulnerability, although the structural mechanisms of this association remain unclear. This study aimed to investigate, using computational methods, potential interactions between CH₃Hg and ApoE isoforms. To this end, geometry optimizations and semiempirical calculations were performed with MOPAC software, in addition to Independent Gradient Model (aIGM) analysis for initial characterization of the interactions. Additionally, the Reduced Density Gradient (RDG) method, implemented in the Multiwfn software, was used to comparatively evaluate the non-covalent interaction (NCI) profiles of ApoE isoforms in the absence and presence of CH₃Hg. The results showed that the ApoE2 and ApoE3 isoforms exhibited greater stability when interacting with MeHg, while ApoE4 was less stable. RDG analyses reinforced these findings, demonstrating that the presence of cysteine residues favors attractive interactions with CH₃Hg, while their absence in ApoE4 results in lower affinity. Thus, the findings of this study reinforce clinical and epidemiological hypotheses that carriers of the ε4 allele are more susceptible to MeHg toxicity because they lack stable protective interactions with the metal. The study provides a basis for understanding how structural variations in ApoE modulate individual susceptibility, highlighting the protein as a relevant genetic biomarker in populations chronically exposed to mercury.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87465
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0002-2965-5081
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/2133135505165952
Currículo Lattes do Coorientador: http://lattes.cnpq.br/8804303821523487
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
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