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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87269| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Sonhar o trauma: memória, autoficção e subjetividade na literatura pós-ditatorial |
| Autor(es): | Cassiano, Humberto Mesquita |
| Orientador: | Ruggieri, Mariana Peceguini |
| Palavras-chave em português: | Trauma;Sonho;Representação;Autoficção |
| Palavras-chave em espanhol: | Trauma;Sueño;Representación;Autoficción |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Data do documento: | 2026 |
| Citação: | CASSIANO, Humberto Mesquita. Sonhar o trauma: memória, autoficção e subjetividade na literatura pós-ditatorial. Orientadora: Mariana Peceguini Ruggieri. 2026. 112 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Programa de Pós-graduação em Letras, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. |
| Resumo: | Este trabalho remonta à noção de representação da transmissão traumática no contexto pós-ditatorial latino-americano. Para tanto, em um primeiro momento, mobilizam-se aportes teóricos acerca de temas centrais ao estudo, como a pós-memória e o sonho. Esse capítulo inicial tem como objetivo aprofundar a discussão conceitual que permeia as análises desenvolvidas nos capítulos seguintes. O procedimento retórico-metodológico que orienta esse preâmbulo consiste em delimitar previamente o quadro teórico, de modo a preservar a análise literária de digressões excessivas. Já no segundo momento, toma-se como corpus os romances Caderno de ossos, de Julia Codo, e Space Invaders, de Nona Fernández, fazendo uma tecitura entre sonho, trauma, representação e pós-memória. Nessa leitura, parte-se da hipótese de que os sonhos evocados nos romances demonstram, por uma janela alternativa, a permanência de traumas históricos, revelando-se oriundos ora do núcleo familiar, ora de uma (in)consciência coletiva. Sendo assim, este capítulo é composto, sobretudo, por uma análise atenta das obras literárias, embora pilares teóricos da psicanálise também apareçam ao longo da discussão. Na terceira parte do trabalho, discute-se a autoficção como uma estratégia criativa que lida conscientemente com os dilemas éticos na representação de traumas históricos dentro da literatura contemporânea. Na realização desse movimento retórico-metodológico, introduz-se a discussão no âmbito da subjetividade, levando em consideração os escritos de Walter Benjamin, W. G. Sebald, Beatriz Sarlo e Leonor Arfuch. A partir disso, o debate recai sobre a autoficção como sinal de uma mudança no paradigma mimético da realidade, marcada pelo declínio da sinceridade do projeto autobiográfico tradicional, discussão fundamentada aqui pelos escritos de Carla Milani Damião. Feitas essas ponderações teóricas, propõe-se uma reflexão a respeito da metalinguagem presente em algumas obras da literatura contemporânea, estabelecendo um diálogo com a literatura da segunda geração. O intuito é perceber, por um lado, a liberdade narrativa de textos mais abertamente ficcionais e, compará-los, por outro, com obras que evidenciam tensões e receios quanto à ficcionalização de eventos traumáticos. Nessa alternância, há um redirecionamento da subjetividade que passa a ser definida pelo caráter frágil e fragmentário. |
| Resumen: | Este trabajo se remonta la noción de representación de la transmisión traumática en el contexto posdictatorial latinoamericano. Para ello, en un primer momento, se movilizan aportes teóricos acerca de temas centrales del estudio, como la posmemoria y el sueño. Este capítulo inicial tiene como objetivo profundizar la discusión conceptual que atraviesa los análisis desarrollados en los capítulos siguientes. El procedimiento retórico-metodológico que orienta este preámbulo consiste en delimitar previamente el marco teórico, con el fin de preservar el análisis literario de digresiones excesivas. En un segundo momento, se toma como corpus las novelas Caderno de ossos, de Julia Codo, y Space Invaders, de Nona Fernández, estableciendo una tecitura entre sueño, trauma, representación y posmemoria. En esta lectura, se parte de la hipótesis de que los sueños evocados en las novelas muestran, a través de una ventana alternativa, la permanencia de traumas históricos, revelándose ora provenientes del núcleo familiar, ora de una (in)consciencia colectiva. De este modo, este capítulo está compuesto, sobre todo, por un análisis atento de las obras literarias, aunque pilares teóricos del psicoanálisis también aparecen a lo largo de la discusión. En la tercera parte del trabajo, se discute la autoficción como una estrategia creativa que lidia conscientemente con los dilemas éticos en la representación de traumas históricos dentro de la literatura contemporánea. En la realización de este movimiento retórico-metodológico, se introduce la discusión en el ámbito de la subjetividad, teniendo en cuenta los escritos de Walter Benjamin, W. G. Sebald, Beatriz Sarlo y Leonor Arfuch. A partir de ello, el debate recae sobre la autoficción como señal de un cambio en el paradigma mimético de la realidad, marcado por el declive de la sinceridad del proyecto autobiográfico tradicional, discusión fundamentada aquí en los escritos de Carla Milani Damião. Hechas estas consideraciones teóricas, se propone una reflexión acerca del metalenguaje presente en algunas obras de la literatura contemporánea, estableciendo un diálogo con la literatura de la segunda generación. El objetivo es percibir, por un lado, la libertad narrativa de textos más abiertamente ficcionales y, por otro, compararlos con obras que evidencian tensiones y recelos en cuanto a la ficcionalización de eventos traumáticos. En esta alternancia, se produce un redireccionamiento de la subjetividad, que pasa a definirse por su carácter frágil y fragmentario. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/87269 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/4254137745059899 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/8483226063381015 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGLE- Dissertações defendidas na UFC |
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