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Tipo: Tese
Título : Interculturalidade e farmácias vivas: plantas medicinais nas práticas da saúde indígena
Autor : Nobre, Micael Pereira
Tutor: Bandeira, Mary Anne Medeiros
Palabras clave en portugués brasileño: Fitoterapia;Plantas Medicinais;Assistência Farmacêutica;Povos Indígenas
Palabras clave en inglés: Phytotherapy;Pharmaceutical Services;Plants, Medicinal;Indigenous Peoples
Áreas de Conocimiento - CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA
Fecha de publicación : 2026
Citación : NOBRE, Micael Pereira. Interculturalidade e farmácias vivas: plantas medicinais nas práticas da saúde indígena. 2026. 150 f. Tese (Doutorado em Ciências Farmacêuticas) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86959. Acesso em: 30 jun. 2026.
Resumen en portugués brasileño: A Organização Mundial da Saúde (OMS) define Plantas Medicinais como aquelas que produzem ação farmacológica. Partindo dessa premissa, a interculturalidade no Sistema Único de Saúde (SUS) envolve o reconhecimento e a articulação entre saberes tradicionais indígenas e conhecimentos científicos sobre estas plantas. Esta tese investigou a inserção do Agente Indígena de Cultivo no SUS, o impacto de uma capacitação intercultural em plantas medicinais para agentes e lideranças indígenas do Ceará e a aplicabilidade de um produto educacional (cartilha). A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do projeto "Interculturalidade e Farmácias Vivas no SUS Ceará", articulado entre SESA-CE, UFC e DSEI-CE. Metodologicamente, organizou-se em três eixos: i) estudo qualitativo, baseado em análise documental e revisão integrativa sobre o Agente Indígena de Cultivo na assistência farmacêutica; ii) pesquisa-ação quanti-qualitativa, com pré e pós-teste antes e após oficina de capacitação intercultural envolvendo 18 agentes e lideranças dos povos Tremembé, Tabajara, Kalabaça, Tapeba e Pitaguary; e iii) análise documental e de conteúdo sobre a aplicabilidade da cartilha. Os resultados do primeiro eixo evidenciaram que a institucionalização do Agente Indígena de Cultivo amplia o acesso a fitoterápicos, fortalece a autonomia comunitária e contribui para modelos assistenciais culturalmente sensíveis. O segundo eixo demonstrou que houve evolução significativa na segurança para orientar a população e na internalização de conceitos de destoxificação, dosagem exata e preparo. Os resultados do terceiro eixo demonstraram que a Cartilha de Beneficiamento Primário possui elevada aplicabilidade e viabilidade operacional no SUS, alinhando protocolos de qualidade ao respeito irrestrito aos sistemas tradicionais indígenas de cura. Conclui-se que a articulação entre o Agente de Cultivo, a capacitação e a cartilha constitui estratégia potente para a qualificação e o empoderamento das lideranças, promovendo o diálogo entre ciência farmacêutica e conhecimento ancestral no SUS. Parecer do Comitê de Ética: nº 8.327.008 (FACERES/CONEP).
Abstract: The World Health Organization (WHO) defines Medicinal Plants as those that produce a pharmacological action. Based on this premise, interculturality within the Unified Health System (SUS) involves the recognition and articulation between traditional indigenous knowledge and scientific insights regarding these plants. This thesis analyzed the inclusion of the Indigenous Cultivation Agent within the SUS, evaluated the impact of an intercultural training program on medicinal plants for indigenous agents and leaders in Ceará, and analyzed the applicability of an educational product (booklet). The research was developed within the scope of the project "Interculturality and Living Pharmacies in SUS Ceará", coordinated among SESA-CE, UFC, and DSEI-CE. Methodologically, it was organized into three axes: i) a qualitative study based on document analysis and an integrative review regarding the Indigenous Cultivation Agent in pharmaceutical assistance; ii) a quantitativequalitative action research with pre- and post-tests before and after an intercultural training workshop involving 18 agents and leaders from the Tremembé, Tabajara, Kalabaça, Tapeba, and Pitaguary peoples; and iii) a document and content analysis on the applicability of the booklet. Results from the first axis showed that institutionalizing the Indigenous Cultivation Agent expands access to herbal medicines, strengthens community autonomy, and contributes to culturally sensitive care models. The second axis demonstrated significant progress in participants' confidence to guide the population and in the internalization of concepts such as detoxification, exact dosage, and preparation. The results of the third axis demonstrated that the Primary Processing Booklet has high applicability and operational viability within the SUS, aligning quality protocols with unrestricted respect for traditional indigenous healing systems. In conclusion, the articulation among the Cultivation Agent, the intercultural training, and the booklet constitutes a powerful strategy for the qualification and empowerment of leaders, promoting dialogue between pharmaceutical science and ancestral knowledge within the SUS. Ethics Committee Approval: No. 8.327.008 (FACERES/CONEP).
URI : http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86959
Lattes del autor: http://lattes.cnpq.br/6079292923478994
ORCID del tutor: https://orcid.org/0009-0008-1262-0174
Lattes del tutor: http://lattes.cnpq.br/6291887019034026
Derechos de acceso: Acesso Aberto
Aparece en las colecciones: DFAR - Teses defendidas na UFC

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