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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86816| Tipo: | Tese |
| Título: | Análise da expressão de genes envolvidos na síntese de translesão e na integridade do DNA em pacientes com leucemia mieloide crônica em uso de inibidores de tirosina-quinase |
| Autor(es): | Gadelha, Anna Thawanny Gadelha |
| Orientador: | Lemes, Romélia Pinheiro Gonçalves |
| Palavras-chave em português: | Leucemia Mieloide Crônica (LMC);Inibidores de Tirosina Quinases (ITQs);Reparo de DNA;Expressão Gênica;Estabilidade Genômica |
| Palavras-chave em inglês: | Chronic Myeloid Leukemia (CML);Tyrosine Kinase Inhibitors (TKIs);DNA Repair;Gene Expression;Genomic Stability |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | MOURA, Anna Thawanny Gadelha. Análise da expressão de genes envolvidos na síntese de translesão e na integridade do DNA em pacientes com leucemia mieloide crônica em uso de inibidores de tirosina-quinase. 2025. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Medicamentos ) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86816. Acesso em: 17 jun. 2026. |
| Resumo: | Introdução: A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma neoplasia hematológica caracterizada pela presença do cromossomo Filadélfia (Ph), resultante da translocação t(9;22)(q34;q11), que origina o gene de fusão BCR-ABL. Este gene codifica uma oncoproteína com atividade tirosina quinase constitutivamente ativa, que impulsiona a patogênese da LMC, promovendo danos ao DNA e comprometendo a integridade genômica. Inibidores de tirosina quinase (ITQs) como imatinibe, dasatinibe e nilotinibe são fundamentais no tratamento da LMC, mas há preocupações quanto aos seus efeitos genotóxicos e como o mecanismo de reparo de lesões do DNA e tolerância ao dano ainda atuam nesse cenário. Objetivo: O objetivo deste estudo é investigar a expressão de genes envolvidos na síntese de translesão e na manutenção da integridade do DNA (REV1, SETD2, APEX1 e POLB) em pacientes com LMC em uso de ITQs de primeira e segunda geração, e explorar suas implicações na estabilidade genômica e na resposta ao tratamento. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal envolvendo 71 pacientes com LMC em fase crônica e 25 indivíduos saudáveis como grupo controle. Os dados clínico-laboratoriais foram coletados dos prontuários médicos. Amostras de sangue periférico foram coletadas e a expressão gênica foi quantificada por RT-qPCR. As diferenças das expressões gênicas entre grupos e variáveis prognósticas foram avaliadas com comparações estatísticas (Mann-Whitney, Kruskal-Wallis + pós-testes Dunn/Bonferroni). Análises de regressão logística multivariada (método stepwise) e curvas ROC avaliaram o valor preditivo dos genes na ausência de resposta citogenética completa (RCgC) e resposta molecular (RM). Além disso, foi conduzida uma MANOVA ajustada para resposta terapêutica (RCgC, RM) e tipo de ITQ, a fim de identificar efeitos conjuntos sobre a expressão gênica. Resultados: Na comparação inicial, constatou-se redução significativa da expressão de POLB e APEX1 em pacientes com LMC (p < 0,0001), indicando comprometimento da via de reparo por excisão de bases (BER). Pacientes com cariótipo alterado apresentaram maior expressão de APEX1 (p < 0,0001), e aqueles classificados como baixo risco pelo escore EUTOS exibiram níveis elevados de POLB (p = 0,049). A estratificação pelo tipo de ITQ demonstrou que o uso de dasatinibe ou nilotinibe associou-se a níveis mais elevados de REV1 e SETD2 (p < 0,005) em comparação ao imatinibe. A MANOVA indicou efeito estatisticamente significativo sobre a expressão de REV1 (p = 0,001) e SETD2 (p = 0,045), demonstrando influência do tratamento e da resposta clínica. Nas curvas ROC, REV1 apresentou AUC de 0,733 para ausência de RCgC (IC95%: 0,564–0,909) e 0,721 para ausência de RM (IC95%: 0,564–0,877). Na regressão logística multivariada, a superexpressão de REV1 aumentou em aproximadamente 16 vezes a chance de ausência de RCgC (OR = 15,9; p = 0,039), enquanto a expressão elevada de SETD2 exerceu efeito protetor (OR = 0,358; p = 0,022). Além disso, a baixa expressão de APEX1 foi mais pronunciada nos subgrupos refratários à RCgC, reforçando o papel essencial da BER na manutenção da estabilidade genômica. Conclusão: Os resultados indicam que a deficiência de POLB e APEX1, combinada à ativação de REV1 e SETD2, está fortemente relacionada à instabilidade genômica e à resistência terapêutica na LMC. O uso de ITQs de segunda geração reforçou a dependência de mecanismos de tolerância ao dano genético, destacando a importância da via TLS mediada por REV1. A superexpressão de REV1 emergiu como fator independente de pior prognóstico, enquanto SETD2 exerceu efeito protetor, evidenciando seu potencial valor como biomarcadores moleculares para a estratificação de risco e otimização de estratégias terapêuticas. Nesse cenário, a compreensão integrada das vias de reparo e tolerância ao dano configura um subsídio crucial para a prevenção da evolução clonal e o aprimoramento do manejo clínico de pacientes com LMC. |
| Abstract: | Introduction: Chronic Myeloid Leukemia (CML) is a hematologic neoplasm characterized by the presence of the Philadelphia chromosome (Ph), resulting from the t(9;22)(q34;q11) translocation, which generates the BCR-ABL fusion gene. This gene encodes an oncoprotein with constitutive tyrosine kinase activity that drives CML pathogenesis by promoting DNA damage and compromising genomic integrity. Tyrosine kinase inhibitors (TKIs), such as imatinib, dasatinib, and nilotinib, are fundamental in the treatment of CML; however, concerns remain regarding their genotoxic effects and the role of DNA damage repair and damage tolerance mechanisms under therapeutic pressure. Objective: This study aimed to investigate the expression of genes involved in translesion synthesis and maintenance of genomic integrity (REV1, SETD2, APEX1, and POLB) in patients with CML receiving first- or second-generation TKIs, and to explore their implications for genomic stability and treatment response. Methods: A cross-sectional study was conducted involving 71 patients with chronic-phase CML and 25 healthy individuals as the control group. Clinical and laboratory data were collected from medical records. Peripheral blood samples were obtained, and gene expression was quantified by RT-qPCR. Differences in gene expression between groups and prognostic variables were evaluated using Mann-Whitney and Kruskal-Wallis tests with Dunn/Bonferroni post hoc analysis. Multivariate logistic regression (stepwise method) and ROC curve analyses were employed to assess the predictive value of genes for the absence of complete cytogenetic response (CCyR) and molecular response (MR). Additionally, a MANOVA was performed, adjusted for therapeutic response (CCyR, MR) and type of TKI, to identify joint effects on gene expression. Results: In the initial comparison, a significant reduction in POLB and APEX1 expression was observed in CML patients compared to controls (p < 0.0001), indicating impairment of the base excision repair (BER) pathway. Patients with an altered karyotype showed higher expression of APEX1 (p < 0.0001), and those classified as low-risk according to the EUTOS score exhibited higher POLB levels (p = 0.049). Stratification by type of TKI demonstrated that dasatinib or nilotinib use was associated with increased expression of REV1 and SETD2 (p < 0.005) compared to imatinib. MANOVA indicated a statistically significant effect on REV1 (p = 0.001) and SETD2 (p = 0.045) expression, reflecting the influence of treatment type and clinical response. In ROC curve analyses, REV1 showed an AUC of 0.733 for absence of CCyR (95% CI: 0.564–0.909) and 0.721 for absence of MR (95% CI: 0.564–0.877). In multivariate logistic regression, REV1 overexpression increased the odds of absence of CCyR by approximately 16-fold (OR = 15.9; p = 0.039), while high SETD2 expression exerted a protective effect (OR = 0.358; p = 0.022). Additionally, low APEX1 expression was more pronounced in patients refractory to achieving CCyR, underscoring the essential role of BER in maintaining genomic stability. Conclusion: The results indicate that deficiency of POLB and APEX1, combined with activation of REV1 and SETD2, is strongly associated with genomic instability and therapeutic resistance in CML. The use of second-generation TKIs further reinforced the reliance on damage tolerance mechanisms, highlighting the importance of the REV1-mediated TLS pathway. REV1 overexpression emerged as an independent predictor of poor prognosis, whereas SETD2 exerted a protective effect, suggesting their potential as molecular biomarkers for risk stratification and optimization of therapeutic strategies. In this context, an integrated understanding of DNA repair and damage tolerance pathways provides critical insights for preventing clonal evolution and improving the clinical management of CML patients. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86816 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0000-0001-6582-7867 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/2819393054207667 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0003-3178-412X |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/8202510508068072 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PGDITM - Teses defendidas na UFC |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| 2025_tese_atgmoura.pdf | tese | 1,8 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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