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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86205| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Presas fora de cela: mulheres com tornozeleira eletrônica |
| Título em inglês: | Prisoners outside cells: women under electronic monitoring |
| Autor(es): | Silva, Lara Larissa da Cunha |
| Orientador: | Paiva, Luiz Fábio Silva |
| Palavras-chave em português: | Monitoração eletrônica;Tornozeleira eletrônica;Mulheres;Cotidiano |
| Palavras-chave em inglês: | Electronic monitoring;Electronic ankle monitor;Women;Everyday life |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA |
| Data do documento: | 2026 |
| Citação: | SILVA, Lara Larissa da Cunha. Presas fora de cela: mulheres com tornozeleira eletrônica. 2026. 131 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. |
| Resumo: | Os presídios convencionais restringem a liberdade da população encarcerada por meio da presença de muros, celas, grades, policiais penais, dentre outros elementos similares que visam a exclusão dessas pessoas do restante da sociedade. Tendo em vista que esse aprisionamento não é a única medida punitiva aplicada e legitimada pelo Estado, optou-se por atentar para a política de monitoração eletrônica. Quando submetida à essa medida, a pessoa é sujeitada a utilizar um aparelho de vigilância, punição e controle social que é acoplado ao seu tornozelo e que permite o seu rastreamento em tempo real. Dessa forma, ela cumpre sua pena fora dos muros do presídio enquanto gerencia seu próprio aprisionamento. Todavia, por mais que essa medida se diferencie das prisões convencionais, demonstra-se ainda o presente aprisionamento da população monitorada, mesmo que fora dos muros das penitenciárias, através da problematização em torno do funcionamento dessa política. Diante disso, especificamente, visa-se compreender a monitoração eletrônica sob um ponto de vista generificado, isto é, entende-se que pessoas de diferentes gêneros vivenciam o cerceamento de liberdades de formas distintas e, por isso, teve-se como foco as experiências de mulheres que vivem com a chamada tornozeleira eletrônica. Investiga-se as particularidades dessa política quando vivenciada pela população feminina, a partir das desigualdades e violências de gênero instituintes da sociedade brasileira, assim como as de classe, raça, geração, orientação sexual e educacionais. Trata-se de uma investigação qualitativa, de abordagem compreensiva, acerca do cotidiano dessas pessoas e de como a monitoração se faz presente nas sutilezas do dia a dia, nas tarefas comumente consideradas corriqueiras. Em outras palavras, atenta-se ao cotidiano dessa população, tendo em vista o alcance das violências produzidas pela monitoração nas esferas consideradas mais ordinárias da vida. Além das tarefas cotidianas, investiga-se também as relações familiares e de amizade das interlocutoras a partir do uso da tornozeleira, assim como as possibilidades trabalhistas e de educação, também tendo em vista a monitoração. Metodologicamente, foram realizadas pesquisas de campo, entrevistas semiestruturadas, conversações, investigações em perfis de redes sociais de mulheres monitoradas que compartilham suas rotinas e leitura de obra autobiográfica de uma das interlocutoras. Desse modo, entende-se que, por mais que a monitoração eletrônica produza efeitos gerais àqueles submetidos a ela, homens e mulheres, por exemplo, interpreta-se que ela é uma política que também gera fenômenos heterogêneos a depender do grupo social que é o alvo. No caso da população feminina, compreende-se que as dinâmicas dessa medida punitiva e de vigilância se interseccionam com desigualdades já instituídas na sociedade brasileira e que, assim, precisam de um olhar atento e específico. Por fim, espera-se colaborar com os estudos em torno da conflitualidade e da violência, sobretudo nas discussões em torno da política de monitoração eletrônica, sob um ponto de vista que leva em conta as especificidades de experiências femininas. |
| Abstract: | Conventional prisons restrict the freedom of the incarcerated population through the presence of walls, cells, bars, correctional officers, among other similar elements aimed at excluding these individuals from the rest of society. Considering that imprisonment is not the only punitive measure applied and legitimized by the State, attention was directed towards the policy of electronic monitoring. When subjected to this measure, the individual is required to wear a device of surveillance, punishment, and social control attached to their ankle, which enables real-time tracking. In this way, the sentence is served outside prison walls, while the individual manages their own confinement. However, although this measure differs from conventional imprisonment, the continued confinement of the monitored population is still evident, even outside penitentiary walls, through a critical examination of how this policy operates. Specifically, the aim is to understand electronic monitoring from a gendered perspective; that is, it is assumed that people of different genders experience the restriction of freedoms in distinct ways, and therefore the focus is placed on the experiences of women living with the so-called electronic ankle monitor. The particularities of this policy as experienced by the female population are investigated in light of the gender inequalities and violences that structure Brazilian society, as well as those related to class, race, generation, sexual orientation, and education. This is a qualitative investigation, grounded in a comprehensive approach, concerning the everyday lives of these individuals and how monitoring manifests itself in the subtleties of daily life, in tasks commonly regarded as routine. In other words, attention is directed to the everyday life of this population, considering the reach of the violences produced by monitoring in spheres regarded as the most ordinary aspects of life. In addition to everyday tasks, the family and friendship relationships of the interlocutors are also examined in light of the use of the ankle monitor, as well as employment and educational possibilities, likewise considering the effects of monitoring. Methodologically, field research was conducted, including semi-structured interviews, informal conversations, examinations of social media profiles of monitored women who share their routines, and the reading of an autobiographical work by one of the interlocutors. Thus, it is understood that, although electronic monitoring produces general effects on those subjected to it — men and women, for example — it is interpreted as a policy that also generates heterogeneous phenomena depending on the social group targeted. In the case of the female population, it is understood that the dynamics of this punitive and surveillance measure intersect with inequalities already established in Brazilian society and therefore require careful and specific attention. Finally, it is hoped that this study will contribute to research on conflict and violence, particularly to discussions surrounding the policy of electronic monitoring, from a perspective that takes into account the specificities of women’sexperiences. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/86205 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0009-0004-1732-4770 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/4239268378617529 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0002-2669-5635 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/0301446708793558 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGS - Dissertações defendidas na UFC |
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