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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85439| Tipo: | TCC |
| Título : | Lugar de reencontro: permanência da vida no Parque Rio Branco |
| Autor : | Souza, Pe pePe Silva |
| Tutor: | Santiago, Zilsa Maria Pinto |
| Palabras clave en portugués brasileño: | Parque urbano;Educação ambiental;Processo participativo;Planejamento insurgente;;Movimento socioambiental;Justiça ambiental;Florestania |
| Palabras clave en inglés: | Urban park;Environmental education;Participative process;nsurgent planning;Socio-environmental movement;Environmental justice;Forest citizenship |
| Áreas de Conocimiento - CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS |
| Fecha de publicación : | 2026 |
| Citación : | SOUZA, Pe pePe Silva. Lugar de reencontro: permanência da vida no Parque Rio Branco. 2026. 230 f. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Instituto de Arquitetura e Urbanismo e Design, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2026. |
| Resumen en portugués brasileño: | Este Trabalho de Conclusão de Curso investiga o Parque Rio Branco, parque urbano em Fortaleza, como um território simbólico de luta, memória e reexistência socioambiental. A pesquisa analisa o papel dos parques urbanos enquanto espaços de vida, encontro e educação ambiental, tensionando as práticas contemporâneas de planejamento e gestão da cidade sob a ótica da justiça ambiental e do direito à cidade. A partir do histórico de abandono e da recente reforma do parque — marcada pela ausência de diálogo com a comunidade e pela priorização de critérios estéticos e políticos —, o estudo revela como o modelo tecnocrático de urbanismo ainda ignora dimensões essenciais de pertencimento, ecologia e comunidade. O trabalho fundamenta-se em autores como Milton Santos, David Harvey, Giselle Tanaka, Nêgo Bispo, Ailton Krenak e outros, articulando suas reflexões sobre técnica, território, planejamento e coexistência como bases para uma leitura crítica da cidade contemporânea. A abordagem metodológica insere-se no campo da assessoria técnica popular e do planejamento participativo insurgente, compreendendo o ato de projetar como prática política e educativa. Nessa perspectiva, o parque é concebido como espaço de aprendizagem ecológica e emancipação comunitária, no qual o convívio entre seres humanos e não humanos torna-se fundamento de uma nova urbanidade ou da “florestania”. Trançando idéias advindas de práticas de educação ambiental e de assessoria técnica popular e experiências de luta comunitária por áreas verdes e espaços comuns, o trabalho se articula em relação direta com a vivência no parque e com o Movimento Proparque, que o defende há trinta anos. O estudo também se apoia em experiências de outros parques no Brasil, como os parques naturalizados de Fortaleza (CE), o Parque Ecológico Aldeia de Carapicuíba (SP) e o Parque em Rede Pedra de Xangô (BA), onde a natureza e a historicidade são reconhecidas como sujeitos de direito e coautoras do espaço urbano. Metodologicamente, o trabalho se estrutura como pesquisa-ação participativa, integrando observação empírica, oficinas comunitárias, pesquisa documental e revisão teórica interdisciplinar. O objetivo é elaborar, em processo colaborativo comunitário, um projeto de intervenções no parque priorizando a organização de espaço de educação ambiental e de encontro, a fim de sanar as lacunas deixadas pela reforma recém executada e fomentar a continuidade do parque como espaço de pulsão de vida. O projeto elaborado funciona como produto aberto de serventia para a comunidade em suas lutas políticas em defesa do parque, sendo rediscutido para além do tempo de conclusão do presente trabalho. O texto propõe, por fim, uma leitura poética e crítica da cidade: sob o pavimento urbano, há uma floresta latente, feita de rios, afetos e resistências. Reflorestar o parque é, portanto, um gesto de contracolonização do urbanismo, uma prática de florestania e reconciliação entre técnica e vida. O parque, nesse sentido, não é apenas um espaço de lazer, mas um território de permanência da vida humana e não humana, onde o ato de projetar se transforma em ato de cuidado, e o espaço público, em semente de futuro. |
| Abstract: | This undergraduate thesis investigates Parque Rio Branco, an urban park in Fortaleza (Brazil), as a symbolic territory of dispute, memory, and socio-environmental re-existence. The research analyzes the role of urban parks as spaces of life, encounter and environmental education, questioning ontemporary planning and management practices of the city from the perspectives of environmental justice and the right to the city. Drawing from the park’s history of neglect and its recent reform — marked by the absence of community dialogue and the prioritization of aesthetic and political criteria — the study reveals how the technocratic urban model continues to disregard essential dimensions of belonging, ecology, and community. The work is grounded in theoretical contributions by Milton Santos, David Harvey, Giselle Tanaka, Nêgo Bispo, Ailton Krenak and others, whose reflections on technique, territory, planning, and coexistence support a critical reading of the contemporary city. The methodological approach aligns with popular technical advisory practices and insurgent participatory planning, understanding design as a political and educational act. From this perspective, the park is conceived as a space for ecological learning and community emancipation, where the coexistence of humans and non-humans forms the basis for a new urban condition — that of florestania (forest citizenship). Interweaving ideas from environmental education, popular technical assistance and community struggles for green areas and common spaces, the work maintains a direct relationship with the lived experience of the park and with Movimento Proparque, which has defended it for over three decades. The study also draws from other brazilian experiences, such as the naturalized parks of Fortaleza (CE), the Aldeia de Carapicuíba Ecological Park (SP), and the Pedra de Xangô Network Park (BA), where nature and historicity are recognized as subjects of rights and co-authors of urban space. Methodologically, the research is structured as participatory action research, integrating empirical observation, community workshops, document research and interdisciplinary theoretical review. The goal is to collaboratively develop a community-based intervention project for Parque Rio Branco, prioritizing the creation of spaces for environmental education and social encounter that respond to the gaps left by the recent reform and foster the park's continued existence as a vibrant space of life. The project thus emerges as an open, evolving tool for community use and as a political instrument for ongoing advocacy in defense of the park. Finally, the text proposes a poetic and critical reading of the city: beneath the urban pavement lies a latent forest, made of rivers, affections, and resistances. To reforest the park is to enact an act of decolonizing urbanism, a practice of florestania and reconciliation between technique and life. In this sense, the park is not merely a leisure space but a territory of life’s persistence, human and non-human alike — where the act of designing becomes an act of care, and public space a seed of future coexistence |
| URI : | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85439 |
| ORCID del tutor: | https://orcid.org/0000-0001-9980-4954 |
| Lattes del tutor: | http://lattes.cnpq.br/9920573087860921 |
| Derechos de acceso: | Acesso Aberto |
| Aparece en las colecciones: | ARQUITETURA E URBANISMO - Memorial |
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