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Tipo: Dissertação
Título: Santas e pecadoras: o estereótipo feminino nos filmes de horror slasher de Halloween (1978) a Pânico (1996)
Título em inglês: Saints and sinners: the female stereotype in slasher horror movies from Halloween (1978) to Scream (1996)
Autor(es): Moreira Neto, Cândido Matos
Orientador: Vieira, Marcelo Dídimo Souza
Palavras-chave em português: Cinema;Horror slasher;Representação feminina;Estereótipo
Palavras-chave em inglês: Movies;Slasher;Female representation;Stereotype
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO
Data do documento: 2025
Citação: MOREIRA NETO, Cândido Matos. Santas e pecadoras: o estereótipo feminino nos filmes de horror slasher de Halloween (1978) a Pânico (1996). 2025. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Instituto de Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025.
Resumo: O trabalho de pesquisa que aqui se apresenta analisa como a construção de personagens femininas em filmes de horror slasher é influenciada pelo estereótipo social, este baseado em uma visão patriarcal do comportamento feminino ideal. O subgênero em questão surgiu como uma resposta para a liberação de temas e comportamentos nas telas do cinema que ocorreu com o fim do Código Hays na década de 1960 sendo este um sistema de regras que regulava o que poderia ou não aparecer temática e visualmente nos filmes produzidos comercialmente nos EUA. Porém, ainda que aparentemente se opusessem ao referido Código, os filmes slasher, na maioria das vezes, reforçavam o conservadorismo que este propagava, principalmente no tratamento dado às personagens femininas. Para compreender isso, se busca, primeiramente, entender as raízes do subgênero ao ser traçado um percurso histórico que vai de Psicose (Psycho, 1960) e A Tortura do Medo (Peeping Tom, 1960), considerados precursores dos filmes slasher, até Pânico (Scream, 1996). Após isso, se procura entender como surgem os estereótipos e sua relação com os clichês, com base no que é apresentado por Ruth Amossy e Anne Herschberg Pierrot. A partir disso, se analisa a relação dos estereótipos femininos com o cinema e como as mulheres se apresentam a partir do olhar masculino (male gaze), termo conceituado por Laura Mulvey, mas também discutido por E. Ann Kaplan. Por fim, se propõe uma divisão em categorias para as personagens femininas em filmes de horror slasher: a mãe, a melhor amiga/ a (s) vadia (s) e a final girl (garota sobrevivente que é ou se torna protagonista, termo cunhado por Carol J. Clover). A decisão das análises não focarem apenas nas protagonistas ocorre porque é necessário realizar um comparativo com as outras mulheres apresentadas em cada narrativa, visto que essas personagens, muitas vezes, servem para reforçar o estereótipo que serve de base para a criação da protagonista ao personificarem seus próprios estereótipos. Enquanto a final girl representa um ideal de comportamento que preza pela virtude, castidade, instinto maternal (algumas vezes), respeito às leis, as mulheres que a circundam na narrativa representam outras facetas femininas que muitas vezes são colocadas em contraponto à protagonista.
Abstract: The research presented here analyzes how the construction of female characters in slasher horror films is influenced by social stereotypes, which are based on a patriarchal view of ideal female behavior. The subgenre in question emerged as a response to the liberalization of themes and behaviors on the big screen that occurred with the end of the Hays Code in the 1960s, a system of rules that regulated what could or could not appear thematically and visually in films commercially produced in the United States. However, even though they apparently opposed the Code, slasher films, in most cases, reinforced the conservatism that it propagated, especially in the treatment given to female characters. To understand this, we first seek to understand the roots of the subgenre by tracing a historical path that goes from Psycho (1960) and Peeping Tom (1960), considered precursors of slasher films, to Scream (1996). After this, we seek to understand how stereotypes arise and their relationship with clichés, based on what is presented by Ruth Amossy and Anne Herschberg Pierrot. From this, we analyze the relationship between female stereotypes and cinema and how women present themselves from the male gaze (male gaze), a term conceptualized by Laura Mulvey, but also discussed by E. Ann Kaplan. Finally, we propose a division into categories for female characters in slasher horror films: the mother, the best friend/bitch(s) and the final girl (a surviving girl who is or becomes the protagonist, a term coined by Carol J. Clover). The decision to not focus solely on the protagonists in the analyses is because it is necessary to make a comparison with the other women presented in each narrative, since these characters often serve to reinforce the stereotype that serves as the basis for the creation of the protagonist by personifying their own stereotypes. While the final girl represents an ideal of behavior that values virtue, chastity, maternal instinct (sometimes), respect for the law, the women that surround her in the narrative represent other feminine facets that are often placed in contrast to the protagonist.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85038
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/2420221064009165
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0003-1711-5181
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/3854747435598002
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:PPGCOM - Dissertações defendidas na UFC

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