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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85032| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Impacto da transfobia na (in)segurança alimentar de pessoas transgênero e travestis no Brasil |
| Autor(es): | Melo Junior, Eudes de Oliveira |
| Orientador: | Lima, Francisca Elisângela |
| Palavras-chave em português: | Gastronomia;Pessoas transgênero;Travestis;Segurança alimentar e nutricional;Saúde pública |
| Palavras-chave em inglês: | Gastronomy;Transgender people;Transvestites;Food and nutritional security;Public health |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | MELO JUNIOR, Eudes Oliveira de. Impacto da transfobia na (in)segurança alimentar de pessoas transgênero e travestis no Brasil. 112 f. 2026. Dissertação (Mestrado em Gastronomia) - Programa de Pós-Graduação em Grastronomia, Instituto de Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. |
| Resumo: | A insegurança alimentar, caracterizada pela falta de acesso regular a alimentos saudáveis, nutritivos e em quantidade suficiente, é um problema social de alta prevalência mundial, o qual atinge de maneira desproporcional grupos em situação de vulnerabilidade. Nesse contexto, pessoas transgênero e travestis encontram-se em risco ainda mais acentuado, uma vez que, vivem em extremo risco à insegurança alimentar devido à transfobia e seus processos de marginalização. Diante disso, relacionando a epidemiologia com a insegurança alimentar e a gastronomia para compreender as raízes da fome, sua distribuição na sociedade e os impactos específicos sobre as pessoas transgênero, a presente pesquisa tem como objetivo: avaliar a insegurança alimentar no Brasil de pessoas transgênero e travestis, bem como sua associação com as características sociodemográficas e com a transfobia internalizada. Trata-se de um estudo epidemiológico, analítico, transversal, realizado no Brasil, incluindo os 26 Estados da Federação e o Distrito Federal. A amostra foi composta por 551 pessoas brasileiras, residentes no Brasil, autodeclaradas homem ou mulher transgênero, travesti ou pessoa não-binária; e com idade igual ou superior a 18 anos, com plano de amostragem não probabilístico com ponderação para corrigir a desproporção de habitantes por macrorregião. Os dados foram coletados por meio de um questionário digital via Google Formulários®, divulgado via Instagram® e Facebook®, contendo o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, um questionário das características sociodemográficas, a Escala de Preconceito Autorrelatado contra a Transexualidade e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. A análise foi realizada pela estatística descritiva e analítica complexa e ponderada, utilizando teste de associação F de Wald e Regressões Lineares Simples com correção de Erros Padrão e Generalizadas de Poisson e Binomial Negativa com coeficientes exponenciados em logaritmo, adotando-se intervalo de confiança de 95%, margem de erro (α) de 5% e poder de 0.95. Os resultados descrevem que a população trans e travesti que compõe a amostra é majoritariamente composta por pessoas brancas (56,7%), homens trans (34,3%), com idades entre 18 e 25 anos (67,5%), ensino médio completo (73,6%) e renda familiar <1 salário mínimo. Quanto aos níveis de Segurança Alimentar e Nutricional, 23,6% encontram-se em Segurança Alimentar, 28,1% em IA leve, 16,4% em IA moderada e 31,8% em IA grave. A prevalência geral de insegurança alimentar é de 76,4%, e possui associação estatisticamente significante (p<0,05) com cor da pele, escolaridade, renda e transfobia internalizada. As associações analíticas evidenciaram que a insegurança alimentar é influenciada pela transfobia internalizada de maneira positiva e moderada (r 0,37; p<0,001), configurando-se como um grave problema de saúde pública. A alta prevalência de insegurança alimentar em pessoas transgênero demanda estratégias e políticas públicas de combate à fome e proteção social, como a criação de cozinhas solidárias trans inclusivas e a promoção de cursos de capacitação profissional em gastronomia a fim de gerar empregos e renda, reduzindo estruturalmente a insegurança alimentar e integrando políticas de saúde nutricional preventivas associadas à gastronomia. Além de contribuir com o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, relacionado ao objetivo 2, Fome zero e Agricultura Sustentável. |
| Abstract: | Food insecurity, characterized by the lack of regular access to healthy, nutritious food in sufficient quantity, is a social problem of high global prevalence, which disproportionately affects groups in vulnerable situations. In this context, transgender and travesti people are at even greater risk, since they live at extreme risk of food insecurity due to transphobia and its marginalization processes. Given this, relating epidemiology with food insecurity and gastronomy to understand the roots of hunger, its distribution in society, and the specific impacts on transgender people, this research aims to: evaluate food insecurity in Brazil among transgender and travesti people, as well as its association with sociodemographic characteristics and internalized transphobia. This is an epidemiological, analytical, cross-sectional study, conducted in Brazil, including the 26 States of the Federation and the Federal District. The sample was composed of 551 Brazilian people, residing in Brazil, self-declared as transgender man or woman, travesti, or non-binary person; and aged 18 years or older, with a nonprobabilistic sampling plan with weighting to correct for the disproportion of inhabitants per macro-region. Data were collected using a digital questionnaire via Google Forms®, disseminated via Instagram® and Facebook®, containing the Informed Consent Form, a sociodemographic characteristics questionnaire, the Self-Reported Prejudice against Transsexuality Scale, and the Brazilian Food Insecurity Scale. The analysis was performed using descriptive and complex, weighted analytical statistics, using the Wald F association test and Simple Linear Regressions with Standard Error correction and Generalized Poisson and Negative Binomial Regressions with log-exponentiated coefficients, adopting a 95% confidence interval, a 5% margin of error (α), and a power of 0.95. The results describe that the trans and travesti population comprising the sample is mostly composed of white people (56.7%), trans men (34.3%), aged between 18 and 25 years (67.5%), with completed high school education (73.6%) and family income <1 minimum wage. Regarding Food and Nutritional Security levels, 23.6% are in Food Security, 28.1% in mild FI, 16.4% in moderate FI, and 31.8% in severe FI. The general prevalence of food insecurity is 76.4%, and it has a statistically significant association (p<0.05) with skin color, education level, income, and internalized transphobia. The analytical associations showed that food insecurity is influenced by internalized transphobia in a positive and moderate manner (r 0.37; p<0.001), configuring it as a serious public health problem. The high prevalence of food insecurity in transgender people demands strategies and public policies to combat hunger and provide social protection, such as the creation of trans-inclusive solidarity kitchens and the promotion of professional training courses in gastronomy in order to generate jobs and income, structurally reducing food insecurity and integrating preventive nutritional health policies associated with gastronomy. In addition to contributing to the achievement of the Sustainable Development Goals, related to objective 2, Zero Hunger and Sustainable Agriculture. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/85032 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0009-0002-7687-6060 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/8431992135569090 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0002-7543-6947 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/8467892494853944 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Embargado |
| Aparece nas coleções: | PPGGASTRONOMIA - Dissertações defendidas na UFC |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| 2025_dis_eomelojunior.pdf 🔒 Disponível em 2027-11-11 | Dissertação | 1,71 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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