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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84625| Tipo: | Dissertação |
| Título: | O racismo estrutural: a percepção dos policiais militares negros cearenses sobre a atuação policial |
| Título em inglês: | Structural racism: the perception of black military police officers in Ceará regarding police performance |
| Autor(es): | Nascimento, Isaac Rodrigues do |
| Orientador: | Sá, Leonardo Damasceno de |
| Palavras-chave em português: | Policial Militar;Negro;Racismo estrutural;Percepções |
| Palavras-chave em inglês: | Military Police;Black;Racism;Perceptions |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | NASCIMENTO, Isaac Rodrigues do. O racismo estrutural: a percepção dos policiais militares negros cearenses sobre a atuação policial. 2025. 103 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. |
| Resumo: | O racismo estrutural tem seu grau de incidência na atuação policial militar, porém, é um tema eminentemente sensível no ambiente militar, sobretudo pelo rigor do regime e contradição com a missão constitucional da instituição encarregada pela manutenção da ordem pública e da paz social. Em alguns casos, o negacionismo dos policiais militares perpetua junto às comunidades periféricas formas explícitas e sutis do racismo. Tais peculiaridades não são exceções entre os policiais militares negros. É nesse cenário que a presente pesquisa se desenvolve para analisar a percepção dos policiais militares negros sobre a atuação policial militar. Metodologicamente, caminhou-se por uma abordagem qualitativa, com a utilização de Survey (questionários) e entrevistas, estes complementares na investigação sobre percepção policial militar em estudo. Os resultados deste trabalho evidenciaram que ao ingressarem na corporação há um certo distanciamento dos policiais militares negros de suas origens e do grupo racial negro. Porém, apesar da negativa da prática de um racismo institucionalizado, foi verificado que as práticas racistas na atuação policial militar são trazidas pelos policiais militares da sociedade para sua atividade, onde o exercício do “poder de polícia” reforça essa predisposição. Os policiais militares negros têm a percepção da estruturação do racismo, pois também são integrantes da população negra, porém, consideram que a abordagem preferencial aos seus assemelhados decorre do perfil sócio criminal e não em decorrência da cor da pele. Portanto, depreende-se que os policiais militares negros compreendem a relação entre o racismo e a atuação policial militar, mas negam sua prática de maneira institucionalizada. Entretanto, ocorporativismo, a censura velada e a adequação a um cotidiano profissional desviante não devem ser descartados na percepção apreendida. Além disso, torna-se necessário que as instituições sociais, desde a tenra idade, desenvolvam o adequado letramento racial para incutir nos futuros policiais militares o respeito à dignidade do grupo racial negro, além de considerar a necessidade de uma educação antirracista continuada. |
| Abstract: | Structural racism has its incidence in military police work, but it is an eminently sensitive topic within the military environment, particularly due to the regime's rigor and its contradiction with the constitutional mission of the institution charged with maintaining public order and social peace. In some cases, the military police's denialism perpetuates explicit and subtle forms of racism in peripheral communities. Such peculiarities are no exception among Black military police officers. This research is conducted within this context, aiming to analyze Black military police officers' perceptions of military police work. Methodologically, a qualitative approach was adopted, using surveys (questionnaires) and interviews, which complement the investigation into military police perceptions under study. The results of this study showed that upon joining the force, Black military police officers experience a certain distance from their origins and the Black racial group. However, despite the denial of institutionalized racism, it was found that racist practices in military police work are brought by military police officers from society into their work, where the exercise of "police power" reinforces this predisposition. Black military police officers are aware of the structure of racism, as they are also members of the Black population. However, they believe that the preferential treatment of their peers stems from their socio-criminal profile and not from skin color. Therefore, it can be inferred that Black military police officers understand the relationship between racism and military police action, but deny its institutionalized practice. However, corporatism, veiled censorship, and adaptation to a deviant professional routine should not be dismissed from this perception. Furthermore, it is necessary for social institutions, from an early age, to develop adequate racial literacy in order to instill in future military police officers respect for the dignity of the Black racial group, without considering the need for ongoing anti-racist education. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84625 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/9013072176179511 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0001-5983-9132 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/0430275226558223 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGS - Dissertações defendidas na UFC |
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