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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84508| Tipo: | Dissertação |
| Título : | Estresse ocupacional e risco cardiovascular entre policiais militares: um estudo com enfoque biopsicossocial |
| Autor : | Barreto, Kariza Lopes |
| Tutor: | Macena, Raimunda Hermelinda Maia |
| Palabras clave en portugués brasileño: | Doenças Cardiovasculares;Estresse Ocupacional;Policiais Militares;Violência |
| Palabras clave en inglés: | Cardiovascular Diseases;Occupational Stress;Military Police;Violence |
| Áreas de Conocimiento - CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA |
| Fecha de publicación : | 2026 |
| Citación : | BARRETO, Kariza Lopes. Estresse ocupacional e risco cardiovascular entre policiais militares: um estudo com enfoque biopsicossocial. 2026. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, 2026. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/ 84508. Acesso em: 28 jan. 2026. |
| Resumen en portugués brasileño: | As doenças crônicas não transmissíveis, em especial as cardiovasculares (DCV), constituem um dos principais desafios da Saúde Pública, sendo responsáveis por elevada morbimortalidade no Brasil. Entre os grupos ocupacionais mais vulneráveis destacam-se os policiais militares (PM), cuja rotina laboral é marcada por exposição contínua à violência, jornadas prolongadas, elevada demanda emocional e restrita autonomia no trabalho. Tais condições favorecem a ativação crônica de mecanismos neuroendócrinos relacionados ao estresse, contribuindo para o adoecimento físico e mental e aumento do risco cardiovascular. Este estudo analisa a relação entre o estresse ocupacional crônico e o risco de DCV em PM do estado do Ceará, considerando o papel mediador do adoecimento mental e o efeito modulador da idade no contexto biopsicossocial do trabalho. Trata-se de um estudo observacional, analítico e transversal, de abordagem quantitativa, realizado com PM em exercício no estado do Ceará. A amostra foi obtida por amostragem estratificada em múltiplos estágios, totalizando 1.762 participantes. A coleta de dados ocorreu entre 2019 e 2021, por meio de questionário eletrônico autoaplicável, contendo variáveis sociodemográficas, comportamentais, ocupacionais, psicossociais e de saúde. A variável desfecho foi a presença autorreferida de DCV, construída de forma dicotômica a partir do relato de HAS, infarto do miocárdio, doença cardíaca ou AVC. As análises incluíram estatística descritiva e testes de associação bivariada, com cálculo de razões de risco (RR) e intervalos de confiança de 95% (IC95%), adotando-se nível de significância de p<0,05. As análises foram organizadas segundo as dimensões do modelo teórico biopsicossocial. O estudo foi aprovado pelo CEP, sob parecer número 2.237.838. A prevalência de DCV foi de 15,5% (IC95%: 13,7–17,4). O risco foi significativamente maior entre homens (18,5%) em comparação às mulheres (7,8%) (RR=2,37; IC95%: 1,58–3,54). Observou-se gradiente etário, com maior risco entre policiais com 41 anos ou mais (27,6%) (RR=4,10; IC95%: 2,76–6,10), em relação aos com até 30 anos (6,7%; RR=1,00). Menor escolaridade associou-se a maior risco (20,5%; RR=1,55; IC95%: 1,20–2,00). Indicadores de sofrimento mental apresentaram forte associação com DCV, destacando-se sofrimento psíquico pelo SRQ20 (22,2%; RR=2,03; IC95%: 1,60–2,58), pensamentos depressivos (24,6%; RR=2,08; IC95%: 1,65–2,63) e distúrbios do sono (19,1%; RR=1,76; IC95%: 1,36–2,27). Entre os hábitos de vida, sedentarismo (21,3%; RR=1,84; IC95%: 1,45–2,34) e necessidade de intervenção no uso de álcool (21,5%; RR=2,38; IC95%: 1,81–3,14) destacaram-se. A exposição à violência moral (25,8%; RR=2,06; IC95%: 1,62–2,62) e psicológica (23,2%; RR=1,73; IC95%: 1,35–2,22) mostrou associação expressiva com DCV. As doenças cardiovasculares entre policiais militares apresentaram elevada prevalência e forte associação com fatores ocupacionais, psicossociais e comportamentais, especialmente sofrimento mental e violência no trabalho. Os achados evidenciam a necessidade de políticas integradas de vigilância em saúde do trabalhador, com foco na saúde mental, na reorganização das condições laborais e na promoção de estilos de vida saudáveis no âmbito da segurança pública. |
| Abstract: | Non-communicable chronic diseases, particularly cardiovascular diseases (CVD), represent one of the major challenges in Public Health and are responsible for high morbidity and mortality in Brazil. Among the most vulnerable occupational groups are military police officers, whose work routine is characterized by continuous exposure to violence, extended working hours, high emotional demands, and limited job autonomy. Such conditions promote chronic activation of stress-related neuroendocrine mechanisms, contributing to physical and mental illness and increasing cardiovascular risk. This study examines the relationship between chronic occupational stress and the risk of CVD among military police officers in the state of Ceará, Brazil, considering the mediating role of mental illness and the moderating effect of age within the biopsychosocial work context. This is an observational, analytical, cross-sectional study with a quantitative approach, conducted among active-duty military police officers in the state of Ceará. The sample was obtained through multi-stage stratified sampling and comprised 1,762 participants. Data collection was carried out between 2019 and 2021 using a self-administered electronic questionnaire that included sociodemographic, behavioral, occupational, psychosocial, and health-related variables. The outcome variable was self-reported cardiovascular disease, constructed dichotomously based on reports of systemic arterial hypertension, myocardial infarction, heart disease, or stroke. Analyses included descriptive statistics and bivariate association tests, with calculation of risk ratios (RR) and 95% confidence intervals (95% CI), adopting a significance level of p<0.05. The analyses were organized according to the dimensions of the biopsychosocial theoretical model. The study was approved by the Research Ethics Committee under protocol number 2.237.838. The prevalence of CVD was 15.5% (95% CI: 13.7–17.4). Risk was significantly higher among men (18.5%) compared to women (7.8%) (RR=2.37; 95% CI: 1.58–3.54). An age gradient was observed, with a higher risk among officers aged 41 years or older (27.6%) (RR=4.10; 95% CI: 2.76–6.10) compared to those aged 30 years or younger (6.7%; RR=1.00). Lower educational attainment was associated with increased risk (20.5%; RR=1.55; 95% CI: 1.20–2.00). Mental health indicators showed strong associations with CVD, particularly psychological distress assessed by the SRQ20 (22.2%; RR=2.03; 95% CI: 1.60–2.58), depressive thoughts (24.6%; RR=2.08; 95% CI: 1.65–2.63), and sleep disorders (19.1%; RR=1.76; 95% CI: 1.36–2.27). Among lifestyle factors, physical inactivity (21.3%; RR=1.84; 95% CI: 1.45–2.34) and the need for intervention regarding alcohol use (21.5%; RR=2.38; 95% CI: 1.81–3.14) were prominent. Exposure to moral violence (25.8%; RR=2.06; 95% CI: 1.62–2.62) and psychological violence (23.2%; RR=1.73; 95% CI: 1.35–2.22) showed strong associations with CVD. Cardiovascular diseases among military police officers showed high prevalence and strong associations with occupational, psychosocial, and behavioral factors, particularly mental distress and workplace violence. These findings highlight the need for integrated occupational health surveillance policies, with a focus on mental health, reorganization of working conditions, and the promotion of healthy lifestyles within public security institutions. |
| URI : | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84508 |
| ORCID del autor: | https://orcid.org/0000-0002-1406-182X |
| Lattes del autor: | http://lattes.cnpq.br/1416089292971704 |
| ORCID del tutor: | https://orcid.org/0000-0002-3320-8380 |
| Lattes del tutor: | http://lattes.cnpq.br/6728123164375829 |
| Derechos de acceso: | Acesso Aberto |
| Aparece en las colecciones: | PPGSP - Dissertações defendidas na UFC |
Ficheros en este ítem:
| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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| 2026_dis_klbarreto.pdf | Dissertação de Kariza Lopes Barreto | 1,42 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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