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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84399| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Avaliação da contratilidade e do estresse oxidativo em íleo e cólon e análise proteômica do plasma de camundongos C57BL6J expostos ao metilmercúrio |
| Autor(es): | Buzaglo, Alexander Vasconcelos |
| Orientador: | Oriá, Reinaldo Barreto |
| Palavras-chave em português: | Compostos de Metilmercúrio;Plasma;Proteômica;Fígado |
| Palavras-chave em inglês: | Methylmercury Compounds;Plasma;Proteomics;Liver |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | BUZAGLO, Alexander Vasconcelos. Avaliação da contratilidade e do estresse oxidativo em íleo e cólon e análise proteômica do plasma de camundongos C57BL6J expostos ao metilmercúrio. 2025. 107 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/84399. Acesso em: 21 jan. 2026. |
| Resumo: | O metilmercúrio (MeHg) é um composto orgânico de mercúrio (Hg) de alta toxicidade devido à sua fácil absorção após a exposição. O MeHg rapidamente se distribui por todos os tecidos, sendo capaz de atravessar a barreira hematoencefálica e a barreira epitelial no SNC e no trato gastrointestinal, respectivamente, podendo levar a uma vasta gama de sintomas debilitantes e à morte. O objetivo deste estudo foi elucidar os efeitos da exposição ao cloreto de metilmercúrio por via oral no ganho de peso corporal, motilidade intestinal, estresse oxidativo e perfil proteômico no plasma dos animais intoxicados em comparação com o grupo controle. Para tal fim foram utilizados 46 camundongos machos adultos C57BL6 do biotério do Núcleo de Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) em condição livre de patógenos. Os camundongos tinham idade entre 60 a 90 dias e pesos corporais entre 15 e 20 g, divididos em dois grupos: o grupo controle recebendo uma solução salina por gavagem e o grupo intoxicado recebendo uma solução de cloreto de metilmercúrio (2 mg/Kg diluída em salina) por gavagem durante 14 dias consecutivos. Todos os animais foram pesados a cada 3 dias. Após sete dias do término da intoxicação, os animais foram eutanasiados, sendo coletadas amostras de pelo, sangue, duodeno, íleo e cólon. Foram realizadas quantificação de Hg no pelo, avaliação da contratilidade do íleo e cólon ex vivo, em câmara de banho para tecidos isolados após exposição ao cloreto de potássio (20-160 mM) e carbacol (0,1-100μM), avaliação de estresse oxidativo no íleo e cólon (concentrações teciduais de glutationa-GSH, malondialdeído-MDA e catalase-CAT) e análise proteômica do plasma. Foram observadas reduções significativas na curva do percentual de ganho de peso (% do peso inicial) (p<0,05) quando comparadas ao grupo controle. Ademais, foram observados níveis elevados de Hg no pelo no grupo intoxicado em relação ao grupo controle (Diferença entre médias ± EPM: 6067 ± 2180) (p<0,05). Não houve diferença significativa nos níveis de contratilidade intestinal no íleo ou cólon entre os grupos. Foi detectado um aumento significativo de GSH no cólon e de CAT no íleo dos animais intoxicados, (p<0,05). Foram observadas alterações proteômicas significativas de várias proteínas, notavelmente uma elevação da expressão das apolipoproteínas E e H e redução de fosfatidilcolinesterol acetiltransferase, sugerindo alterações metabólicas; aumento da expressão do fator de complemento I, constante Mu da cadeia pesada e região C da cadeia alfa de Ig, e redução dos componentes C9 e C4b do complemento, indicando resposta inflamatória sistêmica é possível disfunção do sistema complemento; aumento da expressão da cadeia alfa de fibrinogênio e fator de coagulação X e redução da expressão da cadeia beta de fibrinogênio, sugerindo alteração da função hepática e condições pró-trombóticas; redução de selenoproteína P, esperada em modelos de intoxicação mercurial sem suplementação de selênio, indicando deficiências nos níveis deste elemento causado pela intoxicação mercurial; e reduções nos níveis de peroxiredoxina 2, reduzindo a capacidade antioxidante. Em suma, estes resultados corroboram os efeitos deletérios conhecidos da intoxicação mercurial no trato intestinal e contribuem para a identificação de possíveis biomarcadores proteômicos. Mais estudos são necessários para confirmar esses achados, especialmente em estudos clínicos. |
| Abstract: | Methylmercury (MeHg) is an organic mercury (Hg) compound with high toxicity due to its easy absorption after exposure. MeHg rapidly distributes throughout all tissues, crossing the blood-brain barrier and the epithelial barrier in the central nervous system and gastrointestinal tract, respectively, and can lead to a wide range of debilitating symptoms and death. The aim of this study was to elucidate the effects of oral methylmercury chloride exposure on body weight gain, intestinal motility, oxidative stress, and the proteomic profile in the plasma of intoxicated animals compared with the control group. For this purpose, 46 adult male C57BL6 mice from the animal facility of the Drug Development Center (NPDM) under pathogen-free conditions were used. Mice aged 60 to 90 days with body weights between 15 and 20 g, were divided into two groups: the control group receiving a saline solution by gavage and the intoxicated group receiving a methylmercury chloride solution (2 mg/kg diluted in saline) by gavage for 14 consecutive days. All animals were weighed every 3 days. Seven days after the end of intoxication, the animals were euthanized, and samples of hair, blood, duodenum, ileum, and colon were collected. Quantification of Hg in the hair, evaluation of ileum and colon contractility ex vivo, in a bath chamber for isolated tissues after exposure to potassium chloride (20-160 mM) and carbachol (0.1-100μM), evaluation of oxidative stress in the ileum and colon (tissue concentrations of glutathione-GSH, malondialdehyde-MDA and catalase-CAT) and proteomic analysis of plasma were performed. A significant reduction in the curve of percentage weight gain (% of initial weight) (p<0.05) when compared to the control group. Furthermore, elevated Hg levels in the hair were observed in the intoxicated group compared to the control group (Difference between means ± SEM: 6067 ± 2180). There was no significant difference in intestinal contractility in the ileum or colon between the groups. A significant increase in GSH was detected in the colon and a significant increase of CAT in the ileum of intoxicated animals (p=0.05). Significant alterations were observed in the proteomics analyses between groups, notably an increase in the expression of apolipoproteins E and H and a reduction in phosphatidylcholinesterol acetyltransferase, suggesting metabolic alterations; an increase in the expression of complement factor I, the Mu constant of the heavy chain and the C region of the Ig alpha chain, and a reduction in the C9 and C4b components of the complement system, suggesting a systemic response. We also observed an increase in the expression of the fibrinogen alpha chain and coagulation factor X and a reduction in the expression of the fibrinogen beta chain, suggesting altered liver function and prothrombotic conditions; a reduction in selenoprotein P, expected in models of mercury intoxication without selenium supplementation, indicating deficiencies in this element caused by mercury intoxication; and a reduction in peroxiredoxin 2 levels, that may affect the net antioxidant capacity. In summary, these results corroborate the known deleterious effects of mercury toxicity on the intestinal tract and contribute to the identification of potential proteomic biomarkers. Further studies are needed to confirm these findings, especially in clinical trials. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84399 |
| ORCID do(s) Autor(es): | 0009-0007-9396-7884 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | https://lattes.cnpq.br/9967458600162038 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0002-6914-5481 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/3091742095568302 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | DMC - Dissertações defendidas na UFC |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| 2025_dis_avbuzaglo.pdf | Dissertação | 3,33 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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