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Tipo: Dissertação
Título: DAPA-HT: segurança e tolerabilidade da Dapagliflozina em transplantados cardíacos: ensaio controlado
Título em inglês: Safety and tolerability of dapagfliflozin in heart transplant recipientes: a controlled trial
Autor(es): Sousa, Luma Maria Tavares de
Orientador: Vieira, Jefferson Luis
Palavras-chave em português: Transplante Cardíaco;Transplante de Rim;Diabetes Mellitus Tipo 2
Palavras-chave em inglês: Heart Transplantation;Diabetes Mellitus, Type 2;Kidney Transplantation
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::CARDIOLOGIA
Data do documento: 2025
Citação: SOUSA, Luma Maria Tavares de. DAPA-HT: segurança e tolerabilidade da Dapagliflozina em transplantados cardíacos: ensaio controlado. Dissertação (Mestrado em Ciências Cardiovasculares) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/ 84357. Acesso em: 20 jan. 2026.
Resumo: Receptores de transplante cardíaco frequentemente desenvolvem complicações cardiometabólicas, incluindo diabetes, ganho de peso, hiperuricemia e disfunção renal, que afetam negativamente os desfechos em longo prazo. Inibidores do cotransportador sódio- glicose tipo 2 (iSGLT2) melhoram os desfechos cardiovasculares e renais na população geral, mas sua segurança e eficácia permanecem pouco estudadas em receptores de transplante cardíaco. Conduzimos um ensaio clínico prospectivo, aberto e unicêntrico no Hospital de Messejana, Brasil, incluindo receptores adultos de transplante cardíaco entre 2015 e 2024, os quais doram seguidos por 6 meses após entrada no estudo; pacientes com TFG <25 mL/min/1,73m² foram excluídos. Um total de 56 pacientes foi analisado; 28 receberam dapagliflozina 10 mg ao dia e foram pareados 1:1 com controles por sexo, idade (±10 anos) e tempo de pós-transplante (±12 meses). Os desfechos incluíram parâmetros cardiometabólicos e renais, bem como eventos adversos. Sinais vitais e exames laboratoriais foram coletados no basal, 3 e 6 meses após início da medicação. Variáveis contínuas e categóricas foram resumidas com estatística descritiva padrão, e as comparações entre grupos foram realizadas com testes paramétricos ou não paramétricos, conforme apropriado. A idade média foi 51,2 ± 11,9 anos; tempo médio pós-transplante 43,7 ± 38,8 meses; e 79% homens. Diabetes mellitus tipo 2 estava presente em 20%. Os grupos eram comparáveis no basal, exceto por hipertensão arterial sistêmica. O peso corporal aumentou significativamente nos controles (+2,56 kg; IC95% 1,16–3,96; p=0,001), mas não no grupo intervenção (+0,50 kg; IC95% −1,03–2,03; p=0,51), com diferença significativa entre os grupos (Δ −2,06 kg; IC95% −4,08 a −0,05; p=0,045). Pressão arterial, creatinina sérica, ureia, HbA1c, PCR e NT-proBNP não mostraram diferenças significativas. O ácido úrico apresentou redução limítrofe a favor da intervenção (Δ −0,87; IC95% −1,77 a +0,02; p=0,056). O hematócrito aumentou significativamente com a dapagliflozina (+2,24; IC95% 0,10–4,38; p=0,041). O risco de infecção por CMV foi idêntico em ambos os grupos (17,9%). Apenas um episódio de balanopostite ocorreu no grupo intervenção; não houve ITU, hipotensão, amputação ou cetoacidose diabética. Nesta amostra de receptores de transplante cardíaco, o uso de iSGLT2 foi associado a poucos eventos adversos, incluindo um caso de balanopostite no grupo intervenção, sem ITU, hipotensão, amputação ou cetoacidose diabética. Não foram observadas alterações significativas na função renal. Benefícios previamente descritos na população geral, incluindo atenuação do ganho de peso, aumento do hematócrito e tendência favorável no ácido úrico, também foram observados, reforçando a segurança e sugerindo que os benefícios cardiometabólicos e renais podem se estender a essa população, independentemente do diabetes.
Abstract: Heart transplant recipients frequently develop cardiometabolic complications, including diabetes, weight gain, hyperuricemia, and renal dysfunction, which negatively affect long- term outcomes. Sodium–glucose cotransporter 2 inhibitors (SGLT2i) improve cardiovascular and renal outcomes in the general population, but their safety and efficacy remain poorly studied in heart transplant recipients. We conducted a prospective, open-label, single-center clinical trial at Messejana Hospital, Brazil, including adult heart transplant recipients between 2015 and 2023 with at least 6 months of follow-up; patients with GFR <25 mL/min/1.73m² were excluded. A total of 56 patients were analyzed; 28 received dapagliflozin 10 mg daily and were matched 1:1 to controls by sex, age (±10 years), and time post-transplant (±12 months). Outcomes included cardiometabolic and renal parameters, as well as adverse effects. Vital signs and laboratory values were collected at baseline, 3, and 6 months. Continuous and categorical variables were summarized with standard descriptive statistics, and group comparisons were performed with parametric or non-parametric tests, as appropriate. Fifty-six heart transplant recipients were included (mean age 51.2 ± 11.9 years; mean time post transplant 43.7 ± 38.8 months; 79% male). Type 2 diabetes mellitus was present in 20%. Groups were comparable at baseline except for systemic hypertension. Body weight increased significantly in controls (+2.56 kg; 95% CI 1.16–3.96; p=0.001) but not in the intervention group (+0.50 kg; 95% CI −1.03–2.03; p=0.51), with a significant between-group difference (Δ −2.06 kg; 95% CI −4.08 to −0.05; p=0.045). Blood pressure, serum creatinine, urea, HbA1c, CRP, and NT-proBNP showed no significant differences. Uric acid showed a borderline reduction favoring intervention (Δ −0.87; 95% CI −1.77 to +0.02; p=0.056). Hematocrit increased significantly with dapagliflozin (+2.24; 95% CI 0.10–4.38; p=0.041). The risk of CMV infection was identical in both groups (17.9%). Only one episode of balanoposthitis occurred in the intervention group; no UTI, hypotension, amputation, or diabetic ketoacidosis were observed. In this sample of heart transplant recipients, SGLT2i use was associated with few adverse events, including one balanoposthitis in the intervention group; no UTI, hypotension, amputation, or ketoacidosis were observed. No significant changes in renal function. Benefits previously observed in the general population, including attenuation of weight gain, increased hematocrit, and a favorable trend in uric acid, were also noted, supporting safety and suggesting that cardiometabolic and renal benefits may extend to this population, independent of diabetes.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84357
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0009-0008-9019-0130
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/1375943021883499
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0001-5982-8847
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/5087650344705785
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:PPGCARDIO - Dissertações defendidas na UFC

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