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Tipo: TCC
Título: Prevalência da automedicação no Brasil: uma revisão
Autor(es): Lima, Allyanna Apoliano
Orientador: Silva, Cléber Domingos Cunha da
Palavras-chave em português: Automedicação;Brasil;Uso de Medicamentos
Palavras-chave em inglês: Self medication;Brazil;Drug Utilization
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA
Data do documento: 2017
Citação: LIMA, Allyanna Apoliano. Prevalência da automedicação no Brasil: uma revisão. 2017. 36 f. Monografia (Graduação em Farmácia) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2017. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84042. Acesso em: 31 dez. 2025.
Resumo: A automedicação é a prática de utilizar medicamentos sem prescrição, consistindo na escolha e uso de medicamentos para tratar doenças ou sintomas autodiagnosticados. É definida pelo uso de pelo menos um medicamento que não tenha sido prescrito por médico ou dentista, isto é, indicado por farmacêutico, balconista de farmácia ou outras pessoas. Trata-se de uma prática comum que pode trazer efeitos indesejáveis, agravos e/ou mascaramento de doenças, interações farmacológicas entre medicamentos e os erros nas doses, pode levar a intoxicações ou até envenenamento. A presente pesquisa busca realizar uma análise das problemáticas em torno da automedicação através da identificação da prevalência da automedicação no Brasil, se propondo a realizar uma revisão bibliográfica através de estudos encontrados em uma base de dados eletrônica científica. Foi realizada uma revisão de literatura no período de maio a junho de 2017, por dois pesquisadores independentes, na base de dados eletrônica Scientific Electronic Library (SCIELO), utilizando o descritor: Automedicação AND Brasil. Foram considerados elegíveis os artigos publicados entre janeiro de 1997 a junho de 2017, artigos que tiveram acesso aberto - texto completo gratuito, em qualquer idioma, realizados no Brasil com foco na automedicação. Excluíram-se duplicatas, artigos de revisão, editoriais, comunicação rápida, resenha de livro e relato breve. Dois pesquisadores avaliaram os artigos obtidos, utilizando os critérios de elegibilidade e exclusão predefinido, não havendo discordâncias entre eles. Dos 92 estudos encontrados, 17 atenderam aos critérios de seleção e exclusão, apresentando-se de forma bastante heterogênea: 9 estudos transversais, 3 estudos descritivos, 2 estudos de corte transversal, 2 estudos epidemiológicos e 1 estudo observacional. Os estudos concentraram-se em sua maioria na região Sul e Sudeste. Como resultado encontrou-se que a automedicação foi de 10 a 35% para a população adulta, 8% em idosos, 16% em gestantes em pré-natal, 75% em crianças e 76% entre os estudantes universitários. O perfil da automedicação são: adultos jovens (maioria do sexo feminino, com idade entre 16 e 45 anos, com maior escolaridade e renda), crianças (automedicadas pelas mães, sendo administrado principalmente analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios) e estudantes universitários (mulheres, com idade entre 18 a 29 anos, da área da saúde). Os medicamentos utilizados foram: analgésicos, antipiréticos e antiinflamatórios, sendo os motivos para seu uso: cefaleia, gripe, enxaqueca, mialgia, febre não especificada, resfriado comum e dorsalgia não especificada. Conclui-se que nos últimos 20 anos, houve um acréscimo na prevalência da automedicação na população brasileira, mas o perfil das pessoas que fazem uso de medicamentos sem prescrição não mudou.
Abstract: Self-medication is the practice of using over-the-counter medications, consisting of the choice and use of medications to treat self-diagnosed illness or symptoms. It is defined by the use of at least one drug which has not been prescribed by a doctor or dentist, this is, indicated by a pharmacist, pharmacy clerk or other persons. It is a common practice that can bring about undesirable effects, aggravation and / or masking of diseases, pharmacological interactions between medications and errors in doses, can lead to intoxication or even poisoning. The present research seeks to perform an analysis of the problems related to self-medication through the identification of the prevalence of self-medication in Brazil, proposing to perform a bibliographic review through studies found in a scientific electronic database. A review of the literature was carried out between May and June 2017 by two independent researchers, using the Electronic Electronic Library (SCIELO) electronic database, using the descriptor: Automedicação AND Brasil. Articles published between January 1997 and June 2017, articles that had open access - free complete text in any language, made in Brazil with a focus on selfmedication, were considered eligible. Duplicates, review articles, editorials, quick communication, book review and short story were excluded. Two researchers evaluated the articles obtained, using the predefined eligibility and exclusion criteria, and there were no disagreements between them. Of the 92 studies found, 17 met the criteria of selection and exclusion, presenting a very heterogeneous form: 9 cross-sectional studies, 3 descriptive studies, 2 cross-sectional studies, 2 epidemiological studies and 1 observational study. The studies were mainly concentrated in the South and Southeast regions. As a result, selfmedication was found to be 10 to 35% for the adult population, 8% for the elderly, 16% for prenatal pregnant women, 75% for children and 76% among university students. The selfmedication profile is: young adults (mostly female, aged between 16 and 45 years old, with higher schooling and income), children (self-medicated by mothers, mainly administered analgesics, antipyretics and anti-inflammatories) and university students ( Women aged 18 to 29 from the health area). The drugs used were: analgesics, antipyretics and anti-inflammatories, and the reasons for its use were: headache, influenza, migraine, myalgia, unspecified fever, common cold and unspecified dorsalgia. It is concluded that in the last 20 years, there has been an increase in the prevalence of self-medication in the Brazilian population, but the profile of people who use non-prescription drugs has not changed
Descrição: Este documento está disponível online com base na Portaria nº 348, de 08 de dezembro de 2022, disponível em: https://biblioteca.ufc.br/wp-content/uploads/2022/12/portaria348-2022.pdf, que autoriza a digitalização e a disponibilização no Repositório Institucional (RI) da coleção retrospectiva de TCC, dissertações e teses da UFC, sem o termo de anuência prévia dos autores. Em caso de trabalhos com pedidos de patente e/ou de embargo, cabe, exclusivamente, ao autor(a) solicitar a restrição de acesso ou retirada de seu trabalho do RI, mediante apresentação de documento comprobatório à Direção do Sistema de Bibliotecas.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84042
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0002-1066-4324
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/8936476999735032
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/4101539380397371
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:FARMÁCIA - Monografia

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