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Tipo: Tese
Título: Influência do perfil inflamatório celular no microambiente tumoral no prognóstico e meta-análise da sensibilidade imunohistoquímica na detecção de invasão perineural e angiolinfática em carcinoma de células escamosas oral
Autor(es): Paula, Dayrine Silveira de
Orientador: Alves, Ana Paula Negreiros Nunes
Coorientador: Silva, Paulo Goberlânio de Barros
Palavras-chave em português: Carcinoma de Células Escamosas de Cabeça e Pescoço;Invasividade Neoplásica;Neoplasias Bucais;Microambiente Tumoral
Palavras-chave em inglês: Squamous Cell Carcinoma of Head and Neck;Neoplasm Invasiveness;Mouth Neoplasms;Tumor Microenvironment
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA::CLINICA ODONTOLOGICA
Data do documento: 2025
Citação: PAULA, Dayrine Silveira de. Influência do perfil inflamatório celular no microambiente tumoral no prognóstico e meta-análise da sensibilidade imunohistoquímica na detecção de invasão perineural e angiolinfática em carcinoma de células escamosas oral. 2025. 98 f. Tese (Doutorado em Odontologia) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/ 83877. Acesso em: 15 dez. 2025.
Resumo: O prognóstico do carcinoma de células escamosas oral (CCEO) está relacionado ao estadiamento e ao microambiente tumoral (MAT) o qual é altamente heterogêneo, complexo e constituído por diferentes tipos de células. O presente trabalho possui dois capítulos compostos por uma revisão sistemática com metanálise e um estudo retrospectivo. Propõe-se, então, compreender a influência do perfil celular do microambiente tumoral no prognóstico do CCEO. No capítulo 1, foi realizada uma revisão sistemática e metanálise (PROSPERO - CRD 42021256515), com o objetivo de analisar se a técnica de imunohistoquímica é mais sensível do que a coloração com hematoxilina-eosina para identificar invasão perineural ou angiolinfática no CCEO. Os dados foram obtidos de seis bases de dados (PubMed, Scopus, LILACS, Web of Science e EBSCO, LIVIVO, Embase) e da literatura cinzenta. A metanálise (efeito aleatório) foi calculada por meio do software MedCalc 18.2.1 (MedCalc®) (p<0.05). Quatro estudos observacionais foram incluídos, totalizando 560 pacientes com 295 biópsias revisadas por patologias e analisadas por imunoistoquimica. A sensibilidade combinada foi de 76%, uma vez que as amostras avaliadas por Hematoxilina-Eosina (HE), que detectaram invasão perineural (IPN) e invasão linfovascular (ILV), o método por imunoistoquimica também foram capazes de identificar. A especificidade dos quatro estudos incluídos revelou que, por meio do HE, 42% dos CCEO não mostraram IPN e ILV, o que foi confirmado com a realização da técnica por imunoistoquimica. Portanto, o uso de reações imunohistoquímicas para destacar a invasão tumoral em nervos e em vasos sanguíneos ou linfáticos é eficaz em casos que a análise por H&E resultou em negativo, diminuindo, dessa forma, a prevalência de casos falsos negativos. O capítulo 2 teve como objetivo caracterizar a imunoexpressão para fenótipo macrofágico e linfocítico em carcinoma de células escamosas oral, correlacionando com fatores prognósticos e marcador de proliferação celular. Para isso, foram avaliadas 228 amostras de CCEO, oriundas do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), coletados dados sociodemográficos e clínico-patológicos e realizada a imuno-histoquímica para os marcadores anti CD3, CD4, CD8, CD20, CD68 em regiões peritumoral e intumoral. Porém, Ki67 apenas em área intratumoral. A porcentagem de imunomarcação foi calculada e associada às demais variáveis por meio dos testes de Friedman/Dunn e Wilcoxon. O perfil de linfócito mais frequente foi CD3 positivo em região peritumoral (p<0,001). Além disso, a expressão de Ki-67 >5% esteve associada à alta expressão de CD4 intratumoral (p=0,018). Foi possível observar que pacientes com invasão linfovascular apresentaram alta expressão de CD8 (p=0,034) e CD20 (p=0,034) peritumoral. Enquanto que o brotamento tumoral foi relacionado de forma significativa à baixa expressão de CD68 em região peritumoral (p=0,035). A análise multivariada demonstrou que CD20 peritumoral está inversamente relacionado à sobrevida livre de recorrência em 18 meses, reduzindo em 0,291 vezes o risco de recidiva em 18 meses, e CD68 intratumoral está diretamente relacionado, aumentando em 5,07 vezes o risco de reicidiva em 18 meses. Além do que a invasão linfovascular (p=0,001) e a metástase nodal (p= 0,009) aumentaram significativamente o risco de recidiva em 18 meses dos pacientes com carcinoma espinocelular de boca. A participação dos linfócitos BCD20+ no microambiente tumoral pode proporcionar um comportamento antitumoral, uma vez que a perda de expressão dessas células levou ao aumento do risco de recidiva do carcinoma de células escamosas oral. Além disso, o aumento da expressão de CD68+ revelou aumentar o risco de recidiva do câncer de boca. Portanto, a invasão linfovascular e a metastase nodal mostraram ser um preditor de recidiva independente.
Abstract: The prognosis of oral squamous cell carcinoma (OSCC) is related to staging and the tumor microenvironment (TMA), which is highly heterogeneous, complex, and composed of different cell types. This work has two chapters, comprising a systematic review with meta-analysis and a retrospective study. The aim is to understand the influence of the cellular profile of the tumor microenvironment on the prognosis of OSCC. In Chapter 1, a systematic review and meta-analysis (PROSPERO - CRD 42021256515) was performed to analyze whether immunohistochemistry is more sensitive than hematoxylin-eosin staining for identifying perineural or angiolymphatic invasion in OSCC. Data were obtained from six databases (PubMed, Scopus, LILACS, Web of Science, EBSCO, LIVIVO, Embase) and grey literature. The meta-analysis (random effect) was calculated using MedCalc 18.2.1 software (MedCalc®) (p<0.05). Four observational studies were included, totaling 560 patients with 295 biopsies reviewed for pathologies and analyzed by immunohistochemistry. The combined sensitivity was 76%, since the samples evaluated by Hematoxylin-Eosin (HE), which detected perineural invasion (PNI) and lymphovascular invasion (LVI), were also identified by the immunohistochemical method. The specificity of the four included studies revealed that, using HE, 42% of squamous cell carcinomas (SCCCs) did not show PNI and LVI, which was confirmed by performing the immunohistochemical technique. Therefore, the use of immunohistochemical reactions to highlight tumor invasion in nerves and blood or lymphatic vessels is effective in cases where H&E analysis resulted in a negative result, thus decreasing the prevalence of false negative cases. Chapter 2 aimed to characterize the immunoexpression of macrophage and lymphocytic phenotypes in oral squamous cell carcinoma, correlating it with prognostic factors and cell proliferation markers. To this end, 228 oral squamous cell carcinoma (OSCC) samples from the Ceará Cancer Institute (ICC) were evaluated. Sociodemographic and clinicopathological data were collected, and immunohistochemistry was performed for anti-CD3, CD4, CD8, CD20, and CD68 markers in peritumoral and intratumoral regions. However, Ki67 was only found in the intratumoral area. The percentage of immunostaining was calculated and associated with other variables using the Friedman/Dunn and Wilcoxon tests. The most frequent lymphocyte profile was CD3 positive in the peritumoral region (p<0.001). Furthermore, Ki-67 expression >5% was associated with high intratumoral CD4 expression (p=0.018). It was observed that patients with lymphovascular invasion presented high expression of peritumoral CD8 (p=0.034) and CD20 (p=0.034). Tumor sprouting was significantly related to low expression of CD68 in the peritumoral region (p=0.035). Multivariate analysis demonstrated that peritumoral CD20 is inversely related to recurrence-free survival at 18 months, reducing the risk of recurrence at 18 months by 0.291 times, while intratumoral CD68 is directly related, increasing the risk of recurrence at 18 months by 5.07 times. Furthermore, lymphovascular invasion (p=0.001) and nodal metastasis (p=0.009) significantly increased the risk of recurrence at 18 months in patients with oral squamous cell carcinoma. The participation of BCD20+ lymphocytes in the tumor microenvironment may provide antitumor behavior, since the loss of expression of these cells led to an increased risk of recurrence of oral squamous cell carcinoma. Furthermore, increased CD68+ expression was shown to increase the risk of oral cancer recurrence. Therefore, lymphovascular invasion and nodal metastasis proved to be independent predictors of recurrence.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83877
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0002-6504-5627
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/5301349996836240
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0002-5090-6877
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/5522921433940881
ORCID do Coorientador: https://orcid.org/0000-0002-1513-9027
Currículo Lattes do Coorientador: http://lattes.cnpq.br/4307720749830819
Tipo de Acesso: Acesso Embargado
Aparece nas coleções:DCOD - Teses defendidas na UFC

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