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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83814| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Faço vaginação com palavras até meu retrato aparecer: os desenhos de Bernardo da Mata feitos pelo poeta Manoel de Barros |
| Título em inglês: | I do "vaginação" with words until my portrait appears: The drawings of Bernardo da Mata as created by the poet Manoel de Barros |
| Autor(es): | Martins, Thays Bezerra |
| Orientador: | Reinaldo, Gabriela Frota |
| Palavras-chave em português: | Desenhos;Autorretrato;Fronteira;Alteridade;Autobiografia;Manoel de Barros |
| Palavras-chave em inglês: | Drawings;Self-portrait;Border;Otherness;Autobiography;Manoel de Barros |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO |
| Data do documento: | 2023 |
| Citação: | MARTINS, Thays Bezerra. Faço vaginação com palavras até meu retrato aparecer: os desenhos de Bernardo da Mata feitos pelo poeta Manoel de Barros. 2023. 101 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Instituto de Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2023. |
| Resumo: | Atento ao acaso, ao mediano e ao desprezível. Assim o projeto estético do poeta brasileiro Manoel de Barros (1916-2014) se esculpe, seguindo as linhas tortas da sua letra miúda e de seus desenhos. Na confluência destes dois signos-chave – a palavra (poesia) e a imagem (desenhos) –, identificamos em sua voz lírica, expressa pela figura de seu confesso alterego Bernardo da Mata, traços autobiográficos marcados pelo retorno às suas memórias de infância no Pantanal mato-grossense e pelo seu intenso desejo em reconhecer-se nos outros – mais especificamente nos seres da natureza comumente desprezados socialmente. Neste sentido, no livro Retrato do artista quando coisa (2011, 9), Barros declara “Já posso amar as moscas como a mim mesmo [...] Sapos desejam ser-me [...] Perdoai/ Mas eu preciso ser Outros”. Mais do que um enaltecimento, o escritor se identifica e compartilha um sentimento de mesmo lugar no mundo, porque vê a si em tais seres e confunde-se com eles. Esta relação fronteiriça marcada pelo exercício da alteridade se evidencia não só na sua poesia, mas também nos desenhos do autor, catalogados nos livros Celebração das coisas – Bonecos e Poesias de Manoel de Barros (2006), de Pedro Spindola, e também no seu livro O guardador de águas (1989). Neles, Manoel desenha (ou autorretrata) a suposta imagem de seu alterego, Bernardo da Mata. Diante do exposto, visamos a compreender como o autorretrato – obra de caráter visual – se configura no interior de um pensamento poético de natureza verbal em Manoel de Barros. A questão central desta pesquisa é a relação palavra e imagem dentro da própria obra de Manoel. Propomos uma articulação teórico-metodológica em que o conceito de tradução intersemiótica, cunhado por Roman Jakobson e discutido por autores como Julio Plaza e Lúcia Santaella, nos estimula a pensar a tradução para além dos limites da língua. Interessam-nos, também, os conceitos de semiosfera, fronteira e alteridade desenvolvidos e explorados pela Escola de Semiótica de Tártu-Moscou. Os desenhos aqui analisados estão nas obras Celebração das coisas – Bonecos e Poesias de Manoel de Barros (2006) e O guardador de águas (1989). |
| Abstract: | Attentive to chance, the average and the despicable. This is how the aesthetic project of the Brazilian poet Manoel de Barros (1916-2014) is sculpted, following the crooked lines of his small print and his drawings. At the confluence of these two key signs – the word (poetry) and the image (drawings) – we identify in his lyrical voice, ex-pressed by the figure of his confessed alter-ego Bernardo da Mata, autobiographical traits marked by the return to his childhood memories in Pantanal Mato-grossense and for his intense desire to recognize himself in others – more specifically in the beings of nature commonly socially despised. In this sense, in the book Portrait of the Artist When Thing (2011), Barros declares “I can now love flies as myself [...] Frogs want to be me [...] Forgive me/ But I need to be Others”. More than just praise, the writer identifies with and shares a feeling of the same place in the world, because he sees himself in such beings and merges with them. This border relationship, marked by the exercise of otherness, is evident not only in his poetry, but also in the author's draw-ings, cataloged in the book Celebration of things – Dolls and Poems by Manoel de Bar-ros (2006), published by Pedro Spindola and also in his book The waters keeper (1989). In them, Manoel draws (or self-portraits) the supposed image of his alter-ego, Bernar-do da Mata. Given the above, we aim to understand how the self-portrait – a work of a visual nature – is configured within a poetic thought of a verbal nature in Manoel de Barros. The central question of this research is the relationship between word and im-age within Manoel's own work. We propose a theoretical-methodological articulation in which the concept of intersemiotic translation, coined by Roman Jakobson, and discussed by authors such as Julio Plaza, Haroldo de Campos and Lúcia Santaella, en-courages us to think about translation beyond the limits of language. We are also in-terested in the concepts of semiosphere, border and alterity explored by the Tartu-Moscow School of Semiotics. The drawings analyzed here are in the works Celebration of things – Dools and Poems by Manoel de Barros (2006) and The waters keeper (1989). |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83814 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0000-0003-0000-6974 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/3371889237240962 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0003-3663-0314 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/3885064446506872 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGCOM - Dissertações defendidas na UFC |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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