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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83793| Tipo: | TCC |
| Título: | Avaliação da acumulação de mercúrio e estimativas de exposição através do consumo em peixes vermelhos (Perciformes: Lutjanidae) do Estado do Ceará |
| Autor(es): | Vale, Marcus Vinicius da Silva Duarte |
| Orientador: | Lacerda, Luiz Drude de |
| Coorientador: | Bezerra, Moises Fernandes |
| Palavras-chave em português: | Pargo;Lutjanidae;Contaminação;Mercúrio;Exposição |
| Palavras-chave em inglês: | Red Snapper;Lutjanidae;Contamination;Mercury;Exposure |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | VALE, Marcus Vinicius da Silva Duarte. Avaliação da acumulação de mercúrio e estimativas de exposição através do consumo em peixes vermelhos (Perciformes: Lutjanidae) do Estado do Ceará. 2025. 57 f. Monografia (Graduação em Oceanografia), Instituto de Ciências do Mar, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. |
| Resumo: | A pesca dos peixes vermelhos da família Lutjanidae no Brasil, teve início na década de 1960, na costa do Nordeste, nos estados de Maranhão, Ceará e Piauí, sendo atualmente um dos principais produtos pesqueiros da região. O pescado é um recurso alimentar de suma importância por conta de suas características proteicas, como ácidos graxos e minerais essenciais para a saúde humana. Contudo, o consumo de frutos do mar é a principal via de exposição humana ao mercúrio (Hg), que em excesso pode causar efeitos deletérios à saúde do consumidor. O Hg é um metal pesado que apresenta na sua forma orgânica (metilmercúrio, CH3Hg+) grande risco de toxicidade para consumidores de pescado em geral. Problemas decorrentes da contaminação por Hg incluem redução das funções motoras, visuais, cardiológicas, neuropatias, e outros sintomas. Tais efeitos são causados pela exposição aguda e/ou crônica à níveis elevados. Portanto, dada a importância dos peixes vermelhos como valiosos produtos pesqueiros no Ceará e o seu papel na via de exposição por Hg em consumidores de pescado, o presente estudo objetivou quantificar os níveis de Hg nas principais espécies de peixes vermelhos comercializados nos mercados e estimar os níveis de exposição ao Hg através do consumo desse tipo de pescado. Os resultados mostram que as médias de concentração de Hg estão abaixo do limite máximo para peixes predadores, estabelecido pela regulamentação nacional (1,0 mg kg-1 ). As espécies com maiores concentrações em peso seco foram o Pargo, Lutjanus purpureus (0,088 ± 0,189 mg kg-1), seguido de Cioba, Lutjanus analis (0,064 ± 0,021mg kg-1) e Ariacó, Lutjanus synagris (0,054 ± 0,048 mg kg-1). As concentrações mais baixas foram encontradas em Dentão, Lutjanus Jocu (0,017 ± 0,167mg kg-1), Carapitanga, Lutjanus cyanopterus (0,028 ± 0,018mg kg-1) e Guaiúba, Ocyurus chrysurus (0,040 ± 0,065 mg kg-1). Foram observadas relações estatisticas significativas positivas entre comprimento furcal e concentração de Hg, em todas as espécies evidenciando a bioacumulação desse metal nos peixes vermelhos estudados. Foram considerados dois cenários de consumo (geral: 24,5 g dia-1; e subsistência: 100 g dia-1). As estimativas de ingestão diária de Hg (EDIHg), e o Quociente de risco alvo (THQ) mostram que, no geral, o consumo desse tipo de pescado no Ceará não apresenta risco elevado de exposição para os consumidores, exceto em crianças no consumo de subsistência. Assim foram realizadas recomendações de consumo para grupos alvos, assegurando o consumo adequado do pescado e diminuindo os riscos de exposição ao Hg. |
| Abstract: | The fishing of red fishes from the Lutjanidae family in Brazil began in the 1960s along the northeastern coast, particularly in the states of Maranhão, Ceará, and Piauí. It is currently one of the main fishery products in the region. Fish is an essential food resource due to its high protein content, including fatty acids and minerals crucial for human health. However, seafood consumption is the primary route of human exposure to mercury (Hg), which, in excessive amounts, can have harmful effects on consumers' health. Hg is a heavy metal that, in its organic form (methylmercury, CH3Hg+), poses a significant toxicity risk to fish consumers. Health issues resulting from Hg contamination include motor, visual, and cardiac impairments, neuropathies, and other symptoms, which arise from acute and/or chronic exposure to high levels. Therefore, given the importance of red fishes as valuable fishery products in Ceará and their role as a pathway for Hg exposure in fish consumers, this study aimed to quantify Hg levels in the main red fish species sold in markets and estimate exposure levels through their consumption. The results indicate that the mean Hg concentrations are below the maximum limit for predatory fish established by national regulations (1.0 mg kg−1). The species with the highest concentrations were the Northern Pargo, Lutjanus purpureus (0.088 ± 0.189 mg kg−1), followed by the Cioba, Lutjanus analis (0.064 ± 0.021 mg kg−1) and the Ariacó, Lutjanus synagris (0.054 ± 0.048 mg kg−1). The lowest concentrations were found in the Dentão, Lutjanus jocu (0.017 ± 0.167 mg kg−1), the Carapitanga, Lutjanus cyanopterus (0.028 ± 0.018 mg kg−1), and the Guaiuba, Ocyurus chrysurus (0.040 ± 0.065 mg kg−1). Significant positive statistical relationships were observed between fork length and Hg concentration, highlighting the bioaccumulation of this metal in the studied red fish species. Two consumption scenarios were considered (general: 24.5 g day−1; and subsistence: 100 g day−1). The estimated daily intake of Hg (EDI-Hg) and the target hazard quotient (THQ) indicate that, in general, the consumption of this type of fish in Ceará does not pose a high exposure risk to consumers, except for children in subsistence consumption. Therefore, consumption recommendations were made for target groups to ensure adequate fish intake while reducing Hg exposure risks. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83793 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | OCEANOGRAFIA - TCC |
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