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Tipo: Dissertação
Título : Atributos dos horizontes diagnósticos superficiais em solos sob influência de reflorestamento em região de clima semiárido
Título en inglés: Attributes of surface diagnostic horizons in soils under the influence of reforestation in a semi-arid climate region
Autor : Moraes, Marta Pinto de
Tutor: Romero, Ricardo Espíndola
Palabras clave en portugués brasileño: Morfopedologia;Serapilheira;Tabuleiros costeiros
Palabras clave en inglés: Morphopedology;Litter;Coastal boards
Áreas de Conocimiento - CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::CIENCIA DO SOLO
Fecha de publicación : 2024
Citación : MORAES, Marta Pinto de. Atributos dos horizontes diagnósticos superficiais em solos sob influência de reflorestamento em região de clima semiárido. 2024. 87 f. Dissertação (Mestrado em Ciência do Solo) - Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024.
Resumen en portugués brasileño: As espécies florestais no decorrer do tempo são capazes de modificar os atributos edáficos e pedogenéticos dos horizontes superficiais devido ao acúmulo de matéria orgânica. Portanto, o presente estudo, verificando a importância do uso do solo para florestas madeireiras pela indústria moveleira, investigou os efeitos de diferentes coberturas florestais sobre a dinâmica pedológica dos horizontes superficiais de um Argissolo Acinzentado nos Tabuleiros Costeiros do polo moveleiro do Baixo Acaraú (CE), avaliando se onze anos de aporte diferenciado de matéria orgânica por espécies nativas e exóticas seriam suficientes para alterar a classificação dos horizontes diagnósticos superficiais. O experimento, conduzido em delineamento de blocos casualizados com duas repetições, comparou áreas plantadas com ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa) e sobrasil (Colubrina glandulosa) - espécies nativas - e acácia (Acacia mangium) e eucalipto (Eucalyptus urophylla) - espécies exóticas -, além de uma área em pousio como controle. Foram realizadas análises morfológicas, físicas, químicas e microbiológicas dos horizontes superficiais A1, A2 e EA, assim como análises químicas e quantitativas de matéria seca da serapilheira e da vegetação espontânea. Os dados foram submetidos à análise de variância, potência ótima de BOX e COX e métodos multivariados. Os resultados demonstraram que, embora todas as coberturas vegetais tenham promovido alterações nos atributos do solo, as espécies nativas, particularmente o ipê-roxo, destacaram-se por induzir as condições edáficas mais favoráveis. Esse tratamento proporcionou maior desenvolvimento estrutural dos agregados, com grau moderado de agregação no horizonte A1, e intensificou o escurecimento do solo. Quimicamente, o ipê-roxo elevou a fertilidade do solo, com aumento nas bases trocáveis (K⁺, Ca²⁺, Mg²⁺), saturação por bases (V% acima de 50%) e relação C/N mais equilibrada (11,15), que favoreceu a mineralização da matéria orgânica. Em contraste, o eucalipto apresentou os menores teores de K⁺ (0,06 cmolc dm⁻³) e maior acidez, enquanto a acácia mostrou elevada saturação por alumínio (m%). A atividade biológica, avaliada pela respiração microbiana, foi mais intensa no ipê-roxo (33 mg C-CO₂ 50 cm⁻³), refletindo a qualidade superior de sua serapilheira. A análise da dinâmica de deposição de resíduos vegetais revelou padrões sazonais distintos: no período seco, não houve diferença significativa na quantidade total de material orgânico entre tratamentos, mas no período chuvoso, o ipê-roxo e sobrasil apresentaram menor aporte de serapilheira em comparação ao eucalipto, que se destacou pela maior contribuição foliar. O pousio apresentou comportamento intermediário, equiparando-se às espécies nativas em alguns parâmetros químicos, mas sem promover melhorias significativas na estrutura do solo. Apesar dessas modificações, os horizontes superficiais mantiveram-se classificados como A moderado em todos os tratamentos, indicando que o período de onze anos foi insuficiente para alterações pedogenéticas profundas. Contudo, os resultados destacam o potencial das espécies nativas, especialmente o ipê-roxo, em melhorar a qualidade do solo, com implicações relevantes para o planejamento de sistemas florestais sustentáveis na região. O estudo reforça a importância do tempo prolongado e de práticas de manejo adaptadas para transformações mais significativas nos horizontes diagnósticos superficiais de solos arenosos costeiros.
Abstract: Forest species can progressively modify edaphic and pedogenetic attributes of surface horizons through organic matter accumulation. Recognizing the importance of forest soils for timber production in the furniture industry, this study examined the effects of different forest covers on pedological dynamics in surface horizons of a Gray Argisol within the Coastal Tablelands furniture production hub of Baixo Acaraú, Ceará State. The research specifically evaluated whether eleven years of differentiated organic matter input from native and exotic species could alter surface diagnostic horizon classification.The experimental design employed randomized blocks with two replicates, comparing areas planted with native species - pink trumpet tree (Tabebuia impetiginosa) and sobrasil (Colubrina glandulosa) - against exotic species - acacia (Acacia mangium) and eucalyptus (Eucalyptus urophylla) - with a fallow control area. Comprehensive analyses included morphological, physical, chemical, and microbiological assessments of A1, A2, and EA surface horizons, along with quantitative and chemical characterization of litter and spontaneous vegetation. Data underwent variance analysis, Box-Cox power transformation, and multivariate methods. Results indicated that while all vegetation covers modified soil attributes, native species - particularly pink trumpet tree - created the most favorable edaphic conditions. This treatment enhanced structural aggregate development (moderate aggregation in A1 horizon) and intensified soil darkening (10YR 4/1 moist color). Chemically, it improved fertility through increased exchangeable bases (K⁺, Ca²⁺, Mg²⁺), base saturation (≤50%), and optimal C/N ratio (11.15) promoting organic matter mineralization. Contrastingly, eucalyptus showed minimal K⁺ (0.06 cmolc dm⁻³) with higher acidity, while acacia exhibited elevated aluminum saturation. Microbial activity (33 mg C-CO₂ 50 cm⁻³ basal respiration) confirmed superior litter quality under pink trumpet tree. Litter deposition patterns revealed seasonal variation: dry periods showed no significant organic input differences, but rainy seasons demonstrated reduced litterfall in native species versus eucalyptus's dominant foliar contribution. The fallow system displayed intermediate chemical characteristics without structural improvements. Despite these modifications, all treatments maintained A moderate horizon classification, suggesting eleven years insufficient for profound pedogenetic changes. However, results emphasize native species' potential - particularly pink trumpet tree - for soil quality improvement, with important implications for sustainable forest management in coastal sandy soils. The study underscores the necessity of extended timeframes and adaptive practices for significant diagnostic horizon transformations.
URI : http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81579
Lattes del autor: http://lattes.cnpq.br/2144011964433244
ORCID del tutor: https://orcid.org/0000-0002-1194-1637
Lattes del tutor: http://lattes.cnpq.br/8092455930947951
Derechos de acceso: Acesso Aberto
Aparece en las colecciones: PPCS - Dissertações defendidas na UFC

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