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Tipo: Dissertação
Título: O rascunho é a pesquisa (e o poema também): um processo de criação insignificante
Autor(es): Frota, Renata Andrade
Orientador: Oliveira Filho, João Vilnei de
Palavras-chave em português: Desutilidade Poética;Escrita;Infraordinário;Poesia;Processo de Criação
Palavras-chave em inglês: Creation Process;Infraordinary;Poetic Disutility;Poetry;Writing
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES
Data do documento: 2024
Citação: FROTA, Renata Andrade. O rascunho é a pesquisa (e o poema também): um processo de criação insignificante. 2024. 192 f. Dissertação (Mestrado em Artes) – Programa de Pós-Graduação em Artes, Instituto de Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024.
Resumo: Este texto é uma tentativa, uma experimentação. Ensaio. Tentativa de mostrar-fazendo o processo de criação acontecendo, desdobrando-se, no calor do momento. Faço isso a partir de uma escrita-rascunho. Uma pesquisa-poema. Processo de criação insignificante. Explico: o que me interessa, nesta pesquisa, é o que não aparece. Aquilo que está presente todo o dia e que, por ser tão presente, por vezes, fica de escanteio, de fora. O que me interessa é o comum, o corriqueiro. Esse interesse parte do meu fazer artístico, da prática cotidiana de criar em cadernos de artista. Me espanto com esse fazer, que me acompanha ao longo da vida. Espanto-me com suas miudezas: rabiscos que se acumulam em rascunhos; rabiscos que se desdobram em desenhos, que se deslocam em poemas. Espanto-me em perceber a vida acontecendo a partir desse fazer perpassado por coisas tão simples, banais, insignificantes. O tempo se desdobrando. Camada sobre camada. Esse susto, essa admiração com o mesmo, com o usual me leva a um desejo de pesquisa: quero criar espantos com a vida a partir das insignificâncias. Para isso, tomo como lupa as noções de infraordinário, com Georges Perec (2010; 2016) e desutilidade poética com Manoel de Barros (1997) para pensar a insignificância em meus processos criativos e como germinadoras de processos de criação. Faço isso numa tentativa de torção no mundo pela miudeza do meu fazer enquanto artista. Uma torção no mundo pelo pequeno, pelo micro. Por aquilo que se esquece, se descarta, se esconde. E como farei isso? Caminhando com a poesia. Enquanto referencial teórico e enquanto fazer. Busco fazer com este texto o que faço em meus cadernos de artista. Um gesto, um processo que, em sua repetição, chamo de poética. Poética dos Rascunhos. É desse modo que articulo insignificâncias e produzo pensamento, criação. E, assim sendo, busco desutilizar poeticamente esta dissertação, assumindo o rascunho enquanto forma, estética. Assumo esta dissertação como um grande rascunho, buscando deslocar e exercer um trabalho sobre a língua a partir da linguagem artística (e na própria linguagem artística). Faço esse deslocamento andando de mãos dadas com a poesia — tensionando a estrutura do texto acadêmico com a ponta afiada do poema. Ao longo de toda esta escrita, rascunho uma pesquisa-poema. Sendo assim, te convido/proponho: leia este texto como quem lê um livro de poesia que está saindo da gaveta.
Abstract: This text is an attempt, an experiment. Rehearsal. Attempt to show-by-doing the process of creation happening, unfolding, in the heat of the moment. I do this from a draft writing. A poem-research. Insignificant creation process. Let me explain: what interests me in this research is what does not appear. Something that is present every day and that, because it is so present, sometimes gets left aside, left out. What interests me is the common, the commonplace. This interest comes from my artistic work, from the daily practice of creating in artist's notebooks. I am amazed at this activity, which has accompanied me throughout my life. I am amazed at their details: scribbles that accumulate in drafts; scribbles that unfold into drawings, that move into poems. I am amazed to see life happening through this activity, permeated by such simple, banal, insignificant things. Time unfolding. Layer upon layer. This fright, this admiration for the same, for the usual, leads me to a desire for research: I want to create amazement at life out of insignificances. To do this, I use as a magnifying glass the notions of infraordinary, with Georges Perec (2010; 2016) and poetic disutility with Manoel de Barros (1997) to think about insignificance in my creative processes and as germinators of creation processes. I do this in an attempt to twist the world through the smallness of my work as an artist. A twist on the world for the small, the kid, micro. For what is forgotten, discarded, hidden. And how will I do this? Walking with poetry. As a theoretical reference and as a practice. I try to do with this text what I do in my artist's notebooks. A gesture, a process that, in its repetition, I call poetic. Poetics of Drafts. This is how I articulate insignificances and produce thought, creation. And, therefore, I seek to poetically disuse this dissertation, assuming the draft as a form, aesthetic. I consider this dissertation as a large draft. I do this by seeking to displace, carry out work on language, based on artistic language (and in artistic language itself). I make this shift hand in hand with poetry — tensioning the structure of the academic text with the sharp edge of the poem. Throughout the text, I draft a poem-research. Therefore, I invite/propose: read this text like someone reading a book of poetry that is coming out of the drawer.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81539
ORCID do(s) Autor(es): https://orcid.org/0000-0003-1613-9878
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/6997142088104740
ORCID do Orientador: https://orcid.org/0000-0002-9616-6069
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/7212307806105123
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:PPGARTES - Dissertações defendidas na UFC

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