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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81462| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Cromomicina A5 induz alterações fenotípicas de morte celular imunogênica em linhagem de melanoma humano com mutação BRAF |
| Título em inglês: | Chromomycin A5 induces phenotypic changes of immunogenic cell death in a human melanoma cell line with BRAF mutation |
| Autor(es): | Soeiro, José Eduardo de Melo |
| Orientador: | Wilke, Diego Veras |
| Palavras-chave em português: | Morte Celular Imunogênica;Melanoma;Produtos Biológicos |
| Palavras-chave em inglês: | Immunogenic Cell Death;Melanoma;Biological Products |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | SOEIRO, José Eduardo de Melo. Cromomicina A5 induz alterações fenotípicas de morte celular imunogênica em linhagem de melanoma humano com mutação BRAF, 2025. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/ 81462. Acesso em: 03 jul. 2025. |
| Resumo: | A morte celular imunogênica (MCI) representa uma forma de morte celular regulada, caracterizada não apenas pela eliminação de células tumorais, mas também pela indução de uma resposta imune adaptativa contra o próprio tumor. Essa forma de morte celular é marcada por eventos fenotípicos de autofagia, estresse de retículo e apoptose. Dentre os marcadores típicos, tem-se a exposição de calreticulina (CRT) na membrana plasmática, a liberação extracelular da proteína HMGB1 e de ATP, que atuam como sinais de alerta e recrutamento imunológico. A prospecção de fármacos capazes de desencadear MCI têm emergido como alternativa promissoras, sobretudo em neoplasias agressivas e resistentes, como o melanoma metastático. A cromomicina A5 (CA5), isolada da bactéria marinha Streptomyces sp. BRA-384, demonstrou, em estudos pré-clínicos com modelos murinos, capacidade de induzir MCI. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo investigar os efeitos imunogênicos da CA5 em modelos de melanoma humano, utilizando a linhagem SK-MEL-28 (com mutação V600E em BRAF), a fim de avaliar seu potencial translacional. A molécula foi obtida a partir do cultivo da cepa Streptomyces sp. BRA-384, seguido de extração e purificação conforme protocolos previamente padronizados, com foco na maximização do rendimento e pureza do composto. A atividade citotóxica da CA5 foi avaliada por meio do ensaio de SRB. A citometria de fluxo foi empregada para análise de parâmetros morfológicos, integridade de membrana plasmática, exposição de calreticulina na superfície celular e liberação da proteína nuclear HMGB1, ambos considerados marcadores clássicos da MCI. Adicionalmente a expressão de genes associados à apoptose, ao estresse do retículo endoplasmático e à autofagia foi avaliada por PCR quantitativa (qPCR) após 6 e 24 horas da exposição à CA5. Os resultados revelaram que a CA5 possui atividade citotóxica e citostática dependente da concentração, com uma concentração inibitória total (CIT) de aproximadamente 4 nM. A análise da citometria de fluxo evidenciou aumento da granulosidade, redução do volume celular e perda da integridade de membrana, alterações compatíveis com estresse celular e morte celular regulada. A análise de expressão gênica indicou a regulação de nove genes relacionados à morte celular imunogênica, incluindo apoptose, estresse do retículo endoplasmático e autofagia. Foi também observada a exposição de CRT na membrana celular, sugerindo o início de um processo imunogênico de morte celular. No entanto, não foi detectada a liberação de HMGB1 no tempo analisado, o que pode estar relacionado à natureza tardia desse evento na cascata da MCI. Os resultados obtidos demonstram que a CA5 induz características compatíveis com MCI in vitro, em células de melanoma humano, replicando parcialmente os efeitos previamente observados em modelos murinos. Tais evidências reforçam o potencial translacional da CA5 como um protótipo terapêutico promissor na imunoterapia do câncer, especialmente para o tratamento de melanomas agressivos. |
| Abstract: | Immunogenic cell death (ICD) represents a specialized form of regulated cell death characterized not only by the elimination of tumor cells but also by the induction of an adaptive immune response against the tumor itself. This form of cell death is marked by phenotypic events such as autophagy, endoplasmic reticulum stress and apoptosis. The exposure of calreticulin (CRT) on the plasma membrane, extracellular release of HMGB1 protein and ATP, act as danger signals and promote immune recruitment. The search for pharmacological agents capable of triggering ICD has emerged as a promising alternative, particularly for aggressive and therapy-resistant neoplasms such as metastatic melanoma. Chromomycin A5 (CA5), isolated from the marine bacterium Streptomyces sp. BRA-384, has demonstrated, in preclinical studies using melanoma murine models, the ability to induce ICD. In this context, the present study aimed to investigate the immunogenic effects of CA5 in human melanoma models using the SK-MEL-28 cell line (BRAF V600E mutation) to assess its translational potential. The molecule was obtained through the cultivation of the Streptomyces sp. BRA-384 strain, followed by extraction and purification according to previously standardized protocols, with a focus on maximizing yield and compound purity. The cytotoxic activity of CA5 was assessed using the sulforhodamine B (SRB) assay. Flow cytometry was employed to analyze morphological parameters, plasma membrane integrity, CRT exposure on the cell surface, and HMGB1 release, both considered classical ICD markers. Additionally, the expression of genes associated with apoptosis, endoplasmic reticulum stress, and autophagy was evaluated by quantitative polymerase chain reaction (qPCR) at two time points: 6 and 24 hours after exposure to CA5. The results revealed that CA5 exhibits concentration-dependent cytotoxic and cytostatic activity, with a total growth inhibition (TGI) concentration of approximately 4 nM. Flow cytometry analysis showed increased cell granularity, reduced cell volume, and loss of membrane integrity—alterations consistent with cellular stress and regulated cell death. Gene expression analysis indicated the modulation of nine genes associated with regulated cell death pathways, including apoptosis, endoplasmic reticulum stress, and autophagy. CRT exposure on the cell surface was also observed, suggesting the initiation of an immunogenic cell death process. However, HMGB1 release was not detected at the analyzed time point, which may be attributed to the late occurrence of this event in the ICD cascade. The findings demonstrate that CA5 induces features consistent with ICD in vitro in human melanoma cells, partially reproducing effects previously observed in murine models. These results support the translational potential of CA5 as a promising therapeutic prototype in cancer immunotherapy, especially for the treatment of aggressive melanomas. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81462 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/2937369281788519 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0001-9481-6702 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/5313374711687727 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGF - Dissertações defendidas na UFC |
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